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Porto de Vitória conclui dragagem e retoma calado máximo de 12,5 metros


Fonte: Portal BE News (3 de março de 2022 )
Foto: Divulgação / Portal BE News

 

O Porto de Vitória, no Espírito Santo, está pronto para receber navios com maior volume de cargas. A dragagem de manutenção de seu canal de navegação foi concluída antes do prazo e o corredor aquaviário já poderá explorar o calado máximo (altura da parte submersa da embarcação) oficial de 12,5 metros.

 

Segundo informações da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), a dragagem de manutenção foi finalizada no último dia 17, em 54 dias. O prazo previsto era de três meses. A dragagem foi executada nos 7 km do canal, na bacia de evolução e nos berços de atracação nas margens de Vitória e Vila Velha (Capuaba). Com o desassoreamento, o porto volta a explorar calado de 12,5m, permitindo a entrada navios com maior volume de cargas, além de eliminar restrições da Norma de Tráfego e Permanência de Navios e Embarcações (Normap I).

 

Segundo o coordenador de Obras e Manutenção (Codman), engenheiro Ednaldo Lepaus Baldan, apesar dos serviços terem sido concluídos, ainda existem alguns passos a serem seguidos.

 

“A partir de agora, os documentos serão apresentados à Autoridade Marítima para que as condições da Normap sejam restabelecidas. Os outros passos são a solicitação da anuência para alteração das prescrições dos berços que tiveram ganhos, limitados a 12,5m, e a contratação de estudos complementares para o aumento do calado máximo operacional para 13m”, explicou.

 

Três setores da CODESA atuaram para execução do serviço: Codman, na supervisão das atividades; Coordenação de Gestão e Programação Portuária (Cogpro), no planejamento e interdição dos berços; Coordenação de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho (Comast), no atendimento aos requisitos ambientais. A última dragagem no canal foi a de aprofundamento, entregue em outubro de 2017.

 

Movimento de cargas soma 8,2 milhões de toneladas em 2021 e bate novo recorde histórico

O Porto de Vitória encerrou 2021 com 8,223 milhões de toneladas movimentadas, o que é apontado como o recorde do século pela Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). O resultado superou 2011, então o melhor ano com 8,113 milhões/t. Em 2020, a circulação de produtos atingiu 6,945 milhões/t.

 

As cargas que mais contribuíram para a marca histórica foram: adubo e fertilizante (+17,13%), veículos (+111%), carvão mineral (+193,4%) e produtos siderúrgicos (+14.762%). Os dados são da Coordenação de Planejamento e Desenvolvimento (Coplad) da Codesa.

 

Segundo a Codesa, três fatores explicam a marca alcançada: entrada em operação do berço 207 no final do ano anterior, em Capuaba; otimização da operação que permitiu o crescimento da produtividade; e aumento dos negócios realizados no porto, como novos arrendamentos e incremento significativo de algumas cargas movimentadas.

 

Para o presidente da Codesa, Julio Castiglioni, a marca é resultado de um esforço coletivo e compromisso dos empregados em resgatar a credibilidade e a eficiência do Porto. “O desenvolvimento que se espera para os próximos anos demandará não apenas a manutenção das boas práticas de gestão já implantadas, mas de uma capacidade de investimento e de uma dinâmica de novos negócios que o atual modelo estatal não permite”, sublinhou.

 

Castiglioni disse que de janeiro a novembro, a movimentação de cargas cresceu 18,23%: pulou de 6,2 milhões de t no ano passado para 7,3 milhões t neste ano, ultrapassando em 6,08%, o volume movimentado em todo ano passado.

 

Conforme informou a Codesa, o resultado operacional de novembro passado contribuiu para o aumento do volume de cargas este ano. Foram movimentadas 737.229 t contra 640.058 t no mesmo período de 2020 – aumento de 15,18%.

 

As cargas com maior crescimento até novembro foram: carvão mineral com alta de 271,3% (353.560 t contra 95.223 t/2020), automóvel com 69,2% (36.970 unidades e 21.853/2020) e soda cáustica com 38,7% (157.393 t contra 113.445 t/2020).

 

Nos 11 primeiros meses atracaram 732 embarcações (no ano passado foram 687), sendo 54,42% de desembarques de cargas e 45,58% de embarques. A navegação de longo curso representou 52,56% dos navios e de cabotagem 47,44%.


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