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Acessos são alguns dos desafios para Santos se consolidar como hub port, avalia DP World


Fonte: SINDOP (23 de fevereiro de 2022 )
Foto: Arquivo/Divulgação Portos e Navios

 

Fábio Siccherino vê necessidade de confirmar investimentos e melhorar conflitos porto-cidade para desengargalar sistema ferroviário na chegada à Baixada. Operadora destaca importância de calado compatível para entrada de navios de maior porte no porto.

 

A DP World avalia que melhorar a infraestrutura aquaviária é um dos principais desafios para o Porto de Santos se consolidar como grande porto concentrador de cargas da costa leste sul-americana. A empresa considera que, além de melhorias em acessos terrestres e da redução de conflitos porto-cidade, o porto precisará de calado compatível para receber navios de maior porte e o aumento da movimentação portuária projetada até o final desta década. A operadora de terminais também espera liberdade.

 

“Não adianta colocar navio de 366m com calado atual porque vai subutilizar o navio, aumentar o custo operacional e não será possível usufruir dessa capacidade adicional”, disse o presidente da DP World Santos, Fabio Siccherino, nesta terça-feira (22), durante o webinar ‘A Visão da DP World sobre o Porto de Santos Concentrador de Contêineres’, promovido pelo Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus) da Associação Comercial de São Paulo.

 

Siccherino disse que, apesar da autorização para movimentação de navios com 366m de comprimento, o porto santista precisará garantir calado para receber essas embarcações, que tem de 12.000 TEUs a 14.000 TEUs. Ele observa a evolução dos volumes de cargas movimentados, da consignação média e do tamanho dos navios, ao passo que os maiores navios que acessam Santos hoje possuem até 11.000 TEUs e têm entre 335m e 340m de comprimento.

 

No evento, ele contou que a empresa tem acompanhado as notícias relacionadas ao impasse jurídico envolvendo a dragagem no Porto de Santos e que esse problema está comprometendo alguns berços, reduzindo o calado. Segundo Siccherino, essa questão vai na contramão do objetivo do porto ser um hub port.

 

O Porto de Santos movimentou 4,8 milhões de TEUs em 2021. A capacidade instalada do porto está na faixa de 5,3 milhões a 5,4 milhões TEUs. “Significa que precisamos tomar algumas medidas para melhorar ou aumentar a capacidade instalada e poder oferecer maior volume para o porto se consolidar como hub da costa leste das Américas”, projetou Siccherino.

 

Em relação aos acessos terrestres, a DP World considera que Santos tem uma conectividade relativamente boa, com ferrovias que interligam o porto às principais regiões de produção do agronegócio, que seguem em expansão. No entanto, Siccherino estimou que ainda não existe capacidade de terminais para receber todo esse volume. Ele ressaltou a necessidade de confirmar os investimentos de ampliação da malha ferroviária, sem esquecer de reduzir os conflitos porto-cidade.

 

Siccherino destacou os investimentos anunciados ou previstos referentes à ferrovia Norte-Sul, à renovação da Malha Paulista, além da expectativa em torno da renovação antecipada da MRS. O executivo disse que é preciso desengargalar esse sistema, principalmente na chegada à Baixada Santista. “Sabemos que hoje na margem direita o sistema não é eficiente. Para aumentar a participação do agronegócio na ferrovia, precisamos ainda de bastante investimento”, afirmou.

 

Desestatização

O presidente da DP World Santos comentou ainda que a empresa espera do futuro concessionário da autoridade portuária santista segurança jurídica nas relações com atuais e futuros operadores portuários e independência em relação à gestão, com liberdade para o empreendedor desenvolver e expandir suas atividades. Siccherino acrescentou a necessidade de garantia de fluxo de recursos financeiros para levar adiante os planos de desenvolvimento e capacidade para o novo concessionário atuar como poder moderador em caso de conflitos entre operadores. O processo de desestatização, atualmente em audiência pública, ainda passará por análise do Tribunal de Contas da União (TCU), antes da divulgação dos documentos finais.

 

Fonte: Site Portos e Navios


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