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Setor portuário é o que mais atrai árabes, diz embaixador


Fonte: Poder 360 (22 de fevereiro de 2022 )
Porto de Santos, localizado no litoral de São Paulo, o maior do país

 

O setor portuário é o que mais atrai investimentos dos árabes no Brasil, na área de infraestrutura, disse o embaixador do Brasil nos Emirados Árabes Unidos, Fernando Igreja.

 

Segundo ele, devido à baixa produção local de alimentos nessa região do Oriente Médio, o investimento em portos do Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, é estratégico para a segurança alimentar da população árabe.

 

Hoje, os Emirados Árabes vivem predominantemente do comércio de petróleo e seus derivados, e importam cerca de 80% do que consomem em alimentos e bebidas. Esse setor é onde está a maior parte dos negócios entre eles e o Brasil. Em seguida, vem ouro e minério de ferro.

 

Em conversa com jornalistas na embaixada do Brasil em Abu Dhabi, Igreja disse que, apesar do interesse e da importância do investimento nesse setor, os grandes fundos soberanos árabes preferem investir em TUPs (Terminais de Uso Privado) do que enfrentar uma concorrência pública para administrar uma área portuária.

 

“O maior interesse é investir diretamente no setor privado. Sem passar por concorrência pública. Para isso, tem que estudar mais. O objetivo das conversas com investidores, inclusive do [ministro] Tarcísio, é sempre destacar como é o processo [de concorrência] no Brasil”, disse Igreja.

 

O embaixador também disse que é importante que o mercado brasileiro olhe para os Emirados Árabes não só como consumidores, mas também como centros de reexportação de produtos com maior valor agregado, como carnes in natura.

 

A diretora de operações da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) no Oriente Médio e Norte da África, Karen Fernandes, também ressaltou a importância de o Brasil olhar, principalmente os Emirados Árabes, como parte de um hub de negócios e não só de consumo.

 

“O que a gente percebe é que é possível usar aqui [Emirados Árabes] como base estratégica para acessar o mercado africano. Esse é um exemplo até para pensar nessa vocação de Emirados Árabes não só como país de destino das exportações brasileiras, mas também como um centro de reexportação. Um hub de negócios”, disse.


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