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Transporte de cargas do agro avança nas rodovias


Fonte: Valor Econômico (21 de fevereiro de 2022 )

O transporte rodoviário de produtos do agronegócio está cada vez mais digitalizado, e isso é perceptível a partir dos dados da FreteBras, plataforma que atua na América do Sul. De acordo com levantamento feito pela empresa, o volume de cargas movimentadas pelo setor no Brasil cresceu 46,9% em 2021 na comparação com o ano anterior.

 

Esses fretes movimentaram R$ 23 bilhões pagos aos motoristas e representaram 36,6% das cargas totais. No total, os 8 milhões de fretes contratados pela plataforma movimentaram R$ 63 bilhões no ano passado.

 

O retrato do mês de janeiro mostra que a normalização do ritmo da colheita de soja, depois do atraso do ano passado, também altera o fluxo do transporte rodoviário. O volume transportado pelo agro na plataforma no mês passado cresceu 47% e representou 38% do total, ante 30% um ano antes.

 

“Sabemos que o agronegócio é uma das principais forças do Brasil. O volume de fretes acompanha essa representatividade do setor para a nossa economia e o fato de as safras baterem recorde atrás de recorde”, afirmou Bruno Hacad, diretor de operações da FreteBras, ao Valor.

 

Apesar do crescimento em 2021, Hacad ressalta que o valor médio dos fretes permaneceu estável na comparação com 2020, o que tem castigado a remuneração dos motoristas. “O diesel, que subiu 48% no ano passado, representava entre 40% e 45% do custo do caminhoneiro. Atualmente, representa 60%.”

 

No decorrer de 2021, os Estados que concentraram a maior parte das viagens para atender o setor foram São Paulo (15% do total), Rio Grande do Sul (14,7%), Paraná (13,5%) e Minas Gerais (10,6%). Os produtos mais transportados foram fertilizantes (31,5%), milho (10,9%) e soja (9,2%), seguidos por trigo (3,5%) e açúcar (3,4%).

 

“O fato de transportarmos mais fertilizantes está atrelado provavelmente à matriz da plataforma, que favorece grandes distâncias. Na ponta dos grãos, fazemos muito a last mille, depois que a soja e milho já passaram pelas ferrovias”, comentou Hacad.

 

Outra questão é que há mais empresas cadastradas na FreteBras que são do Sul e do Sudeste, e muitas delas são de menor porte e não têm frota própria.

 

Movimentação nos portos
O relatório da empresa também analisou a movimentação dos fretes nos portos de Paranaguá (PR), Rio Grande (RS) e Santos (SP) – que, juntos, representam cerca de um quarto de toda a carga que entra e sai do Brasil.

 

No ano passado, Paranaguá foi um dos principais pontos de origem para a importação de adubos e fertilizantes. O levantamento revela que o volume dos fretes desses produtos, originados em Paranaguá, aumentaram 59,5% em comparação com o ano anterior.


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