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Copersucar prepara o início de um novo ciclo de crescimento


Fonte: Valor Econômico (3 de janeiro de 2022 )
João Teixeira, CEO da Copersucar: “Em algum momento, virão investimentos” — Foto: Silvia Zamboni/Valor

Maior trading de açúcar e etanol do mundo, a Copersucar avalia, depois de passar alguns anos consolidando os investimentos bilionários que realizou na primeira metade da década passada, terá pela frente novas oportunidades de crescimento. Colabora para esse cenário o fato de a empresa considerar que passou com méritos pelo “teste de estresse” gerado pela pandemia da covid-19.

 

João Teixeira, CEO da Copersucar, afirmou ao Valor que os aportes do último ciclo de expansão da Copersucar “estão dando excelentes resultados, e agora começamos a estudar uma nova fase de crescimento da companhia. Em algum momento, virão investimentos concretos”.

 

Algumas frentes relevantes de expansão já foram exploradas na safra atual (2021/22), como a aquisição da participação de 50% da Cargill na trading de açúcar Alvean e a parceria com a distribuidora Vibra para vender etanol – cuja aprovação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) é aguardada para o primeiro semestre do ano que vem.

 

Para a próxima temporada, que vai começar em abril, a companhia está estudando “com profundidade” um investimento para ampliar sua capacidade de elevação e armazenagem no Terminal Açucareiro da Copersucar (TAC), no porto de Santos.

 

O aporte, se confirmado, deverá ficar entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões, e poderá ampliar a capacidade estática em mais de 40%, de 8,5 milhões para 12 milhões de toneladas. “Há vários caminhos [de investimento] que podem ser explorados, mas esse é o mais óbvio, de curto prazo”, adiantou o executivo.

 

Segundo Teixeira, a decisão pelo investimento não deve ser afetada pelos juros mais elevados. “O impacto de curto prazo dos juros em uma decisão de investimento como essa não é tão grande. O que importa é a perspectiva de estabilidade econômica e de regras para fazer um investimento em infraestrutura dessa natureza”, afirmou.

 

A Copersucar também vê oportunidades relevantes para a subsidiária Eco-Energy nos EUA, e está buscando uma parceria para apoiar seu crescimento. Recentemente, a Eco-Energy contratou uma consultoria para analisar opções de negócio e buscar possíveis parceiros.

 

A expectativa é que, até o fim desta safra, já haja uma “evolução importante”, disse Teixeira. Até lá, a empresa deverá concluir a construção de seu 11º terminal de etanol nos EUA – em Stockton, na Califórnia.

 

Na visão da Copersucar, o mercado americano ainda tem potencial de expansão, apesar da nova barreira à mistura de 15% de etanol à gasolina durante o verão e da redução retroativa do mandato de biocombustíveis de 2020 para as refinarias.

 

Neste ano, a Eco-Energy deve ter seu melhor desempenho da história. “Ganhamos eficiência em logística, e a companhia soube aproveitar a volatildade do mercado de milho e etanol”, disse.

 

A companhia espera encerrar a safra atual com bons resultados, apesar da volatilidade no mercado de etanol, que foi impactado em alguns momentos pelas medidas de restrição por causa da pandemia, pela quebra na safra de cana – que reduziu a produção do biocombustível – e pelos preços demasiado elevados na bomba, que retraíram o consumo mais recentemente.

 

Para 2022/23, Teixeira não arrisca palpites para o mercado de etanol, mas avalia que o de açúcar terá um cenário favorável, já que a perspectiva de déficit de oferta deve continuar a sustentar os preços internacionais.


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