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Caos logístico prejudica embarques de café no Porto de Santos


Fonte: A Tribuna (3 de janeiro de 2022 )
Segundo especialistas, falta de contêineres ainda será sentida durante todo este ano nos portos – Foto: Rinson Chory/Unsplash

 

Diante de intensos problemas logísticos, as exportações de café pelo Porto de Santos sofreram uma nova baixa. De janeiro a novembro de 2021, elas somaram 27,7 milhões de sacas de 60 quilos, 11,2% a menos do que o registrado no mesmo período do ano anterior. Além de uma colheita mais baixa, a falta de contêineres e de espaço nos navios vêm causando a redução nas exportações da commodity. O problema seguirá no próximo ano.

 

A expectativa e os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). A entidade aponta que, em todo o País, o volume escoado também caiu, na ordem de 10%, e atingiu 36,3 milhões de sacas embarcadas nos 11 meses de 2021.

 

O resultado é fruto do impacto dos gargalos logísticos no comércio marítimo global e da menor safra colhida pelo Brasil, explica o presidente do Cecafé, Nicolas Rueda. “Diante da colheita mais baixa, seguimos convivendo com disputa por contêineres, espaço nos navios, sucessivos cancelamentos de bookings, rolagens de cargas e fretes extremamente altos. Esse cenário preocupa, uma vez que experts do segmento indicam que se arrastará a 2022, devido ao grande volume dos produtos agrícolas acumulados nos portos do Brasil, o que impactará o desempenho de nossos embarques”.

 

De todo o café brasileiro vendido ao mercado internacional, 76,4% deixa o País pelo Porto de Santos. Na sequência, outros 23 complexos portuários escoam o produto, entre eles, os portos do Rio de Janeiro, que responderam por 16,7% dos embarques ao remeterem 6 milhões de sacas, e Vitória (ES), com o envio de 1 milhão de sacas ao exterior e representatividade de 2,8%.

 

A disputa por contêineres mencionada por Rueda pode ser sentida nos números. Enquanto nos 11 primeiros meses de 2020, foram utilizados 112.399 TEU (unidade equivalente a um cofre de 20 pés), no mesmo período de 2021, a oferta de caixas metálicas foi de 102.051 TEU.

 

Segundo Rueda, adicional aos problemas logísticos que “integram o quadro do novo normal”, é importante lembrar que a cadeia produtiva vem fazendo sua transição à safra 2021/22, que é de ciclo baixo e inferior à safra passada.

 

“Por tanto, o potencial mensurado através dos volumes de exportação deverá continuar registrando uma tendência negativa, fenômeno completamente normal e esperado em função dos menores volumes de produção”.

 

Destinos

No acumulado do ano passado, o Brasil exportou café para 121 países, com os Estados Unidos na liderança do ranking ao adquirirem 7 milhões de sacas, volume 2,9% inferior ao aferido entre janeiro e novembro de 2020. Esse montante representou 19,5% dos embarques do País.

 

A Alemanha, com representatividade de 16,3%, importou 5,917 milhões de sacas (-12,9%) e ocupou o segundo lugar no ranking. Na sequência, vêm Itália, com a compra de 2,614 milhões de sacas (-9%); Bélgica, com 2,454 milhões (-27,6%); e Japão, com a aquisição de 2,241 milhões de sacas (+5,7%).


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