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Audiência pública debate investimento bilionário em energia através de GNL no porto do Rio Grande


Fonte: Portos e Mercados (21 de dezembro de 2021 )
Assim que a licença ambiental sair, a promessa é de iniciar as obras e concluí-las em 36 meses, gerando 1,5 mil empregos.

Um investimento de R$ 6 bilhões, que pode se tornar o maior já feito pela iniciativa privada no Rio Grande do Sul , será debatido na terça-feira (21), às 19h, de forma virtual. A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM) realiza audiência pública para apresentar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto (RIMA) do projeto, que prevê um terminal e uma usina termelétrica no porto de Rio Grande, no Sul do estado.

 

Os interessados em se manifestar na audiência pública devem preencher o formulário neste link.

 

Os estudos vão detalhar etapas da obra que pretende mudar a matriz energética do estado. Na área portuária, a intenção é construir uma unidade para receber navios carregados com o GNL no estado líquido, para facilitar o transporte.

 

No terminal a ser implantado no porto, o combustível volta para o estado gasoso. De lá, o gás natural liquefeito seguiria para uma usina, com 1238 MW de capacidade instalada — um terço da demanda elétrica no estado. Além disso, o RS teria um incremento de R$ 400 milhões em ICMS.

 

A realização da audiência pública é mais uma etapa da reviravolta do projeto, dado como “perdido” pela Região Sul do estado. Em 2014, o Grupo Bolognesi venceu o leilão realizado pelo governo federal e tinha até janeiro de 2019 para iniciar a operação no porto de Rio Grande. Por problemas, não cumpriu o prazo e acabou perdendo a outorga dada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

 

Em 2018, o grupo espanhol Cobra se interessou pelo investimento. Reativou a ideia, conseguiu apoio com lideranças locais e obteve na Justiça a decisão para que o projeto tenha continuidade. Assim que a licença ambiental sair, a promessa é de iniciar as obras e concluí-las em 36 meses, gerando 1,5 mil empregos.


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