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Santos Brasil inicia segunda etapa de expansão em SP


Fonte: Valor Econômico (10 de dezembro de 2021 )

A Santos Brasil iniciou a segunda etapa da expansão de seu terminal de contêineres no Porto de Santos, que deverá demandar por volta de R$ 500 milhões, até 2023. Em paralelo, a companhia também se prepara para assumir os terminais de granéis líquidos em Itaqui (MA) e analisar outros leilões federais.

 

A ampliação em Santos é fruto do processo de renovação antecipada da concessão, firmado em 2016. Na primeira fase, que acaba de ser concluída, foi realizada a expansão do berço. A capacidade passou de 2 milhões de TEUs (medida usada para contêineres de 20 pés) para 2,4 milhões de TEUs ao ano. Também foi feito o aprofundamento do cais para 16 metros, o que permitirá o embarque dos navios de maior porte no mercado, o New Panamax.

 

Nesta nova etapa da ampliação, a capacidade dos berços terá um novo aumento, e passará a 2,6 milhões de TEUs ao ano, por meio da aquisição de guindastes automatizados. Além disso, será construído um novo pátio no terminal, para dar conta da nova demanda. Outra intervenção relevante será a ampliação dos ramais ferroviários de escoamento dos contêineres, para eliminar os cruzamentos com caminhões, que hoje interferem na operação.

 

“É importante estarmos prontos antes da necessidade. O New Panamax hoje não está vindo, devido ao problema global de falta de contêineres e navios. Mas até 2023 ele virá a Santos. Há demanda reprimida, e estaremos com a capacidade pronta para isso”, afirma Antonio Carlos Sepúlveda, presidente da Santos Brasil.

 

No processo de expansão firmado em 2016, está prevista ainda uma terceira etapa, com mais R$ 600 milhões, que levará o terminal a uma capacidade anual de 3 milhões de TEUs. A última fase deverá ser entregue até 2031.

 

Hoje, a Santos Brasil tem caixa para fazer os investimentos. A empresa levantou R$ 790 milhões em uma oferta subsequente de ações realizada em setembro de 2020. A ideia, porém, é combinar recursos próprios, debêntures de infraestrutura e “supplier credits” [modalidade de crédito para a aquisição de importados].

 

A companhia também prevê iniciar, em meados 2022, sua nova operação no Porto de Itaqui. Em abril deste ano, a empresa venceu o leilão de três terminais de granéis líquidos – em um movimento de diversificação da empresa, hoje focada em contêineres. “Já tivemos o projeto básico aprovado pela agência reguladora e demos entrada nas licenças ambientais. Acredito que em mais um mês ou dois meses vamos receber os terminais, para iniciar a operação no fim do primeiro semestre de 2022”, diz.

 

A Santos Brasil também segue estudando novos leilões. Estão sendo analisados, no porto de Paranaguá, um terminal de granéis líquidos, e, em Santos, um de fertilizantes e outro de grãos.

 

Recentemente, o grupo decidiu ficar de fora da disputa por um grande terminal de granéis líquidos no Porto de Santos, o STS 08, que acabou sem ofertas. Para Sepúlveda, a avaliação é que o projeto “ficou caro”, mas, a depender das reformulações propostas pelo governo federal, a empresa poderá voltar a se interessar. “O STS 08 era muito voltado para atender a refinaria. Mas é uma área ‘premium’ no porto. Se houver mais flexibilidade, uma abertura a qualquer tipo de granel líquido, como químicos, a atratividade aumenta”, diz.

 

Outro processo que a Santos Brasil deverá acompanhar, possivelmente como investidora, é a desestatização de companhias docas. O caso mais avançado é o da Codesa, do Espírito Santo. “Vamos olhar o projeto porque é um porto que tem relevância, com muita carga. Uma companhia docas não é a mesma coisa que um terminal, mas, como dominamos muito a operação portuária, podemos encontrar mecanismos de geração de valor.”

 

No caso da privatização da Santos Port Authority (SPA), o processo está mais atrasado e é bem mais complexo, afirma. “Vai depender da vontade política do governo de aumentar ou não a velocidade.” Neste caso, o grupo acompanha as discussões como possível investidor – provavelmente em consórcio, já que deverá haver limitações para operadores participarem da disputa -, mas principalmente com uma “postura defensiva”, ou seja, para evitar que o modelo prejudique os contratos vigentes.

 


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