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Uma experiência Bella com muitas feras!


Fonte: A Tribuna On-line (8 de dezembro de 2021 )
Foto: Vanessa Rodrigues/AT

 

No século XVIII surgiu o conto de fadas A Bela e a Fera em uma publicação anônima de Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve, mais conhecida como Madame de Villeneuve. Em 1991, a produtora Walt Disney transforma a história reescrita para a que conhecemos atualmente.

 

O setor de cruzeiros está enfrentando uma resistência enorme em suas operações, com falta de berços para atracação e a discussão sobre um novo terminal de passageiros. Alguns dizem até que os cruzeiros podem parar de operar no porto de Santos.

 

Que a operação de cruzeiros não é tão rentável quanto outras cargas isso já se é sabido, mas o compromisso social da atividade é enorme, gerando empregos e oportunidades em uma cadeia de fornecimento gigantesca.

 

A sociedade não aceitará o fim desta atividade e o setor tem como seus principais aliados os milhares de clientes apaixonados em navegar. Mas uma coisa precisa ficar bem clara, cristalina até: qualquer setor só sobrevive e ganha a adesão cada vez maior do público se mantiver a excelência no atendimento, a qualidade dos produtos oferecidos e aquela sensação de que valeu a pena optar pelo cruzeiro. Infelizmente, nem sempre é o que vemos.

 

Em cruzeiro realizado recentemente, muito dos cruzeiristas embarcaram em um navio com a proposta de uma experiência chamada “Bella”, termo usado por uma operadora para uma categoria de cruzeiro. A experiência para tantos não foi tão bela assim. Logo de início ficou claro que o dólar afeta diretamente o consumo a bordo, uma vez que a moeda válida é a norte-americana, deixando tudo muito mais caro. Com isso, optar por pacotes oferecidos com certeza é uma excelente opção.

 

O pacote de bebidas já é ofertado desde a reserva até o navio quando, após o embarque. Talvez os tripulantes sejam comissionados, pois a insistência pela venda é enorme.

 

Para surpresa daqueles que optaram pela compra do pacote de bebidas desfrutar da aquisição não seria algo tão fácil. Apesar da promessa de consumo ilimitado ficou evidente nas primeiras horas que o consumo seria extremamente limitado, seja pelas enormes filas para conseguir uma bebida (padrão das filas da Disneylândia), pela restrição de uma bebida a cada vez que enfrentava-se a fila, pela bebida estar quente ou pela falta de uma bebida ofertada no pacote. Não foi necessário mais de uma hora a bordo para que a insatisfação fosse generalizada.

 

A experiência Bella continuava nos padrões de filas intermináveis dos parques de Orlando até para o café da manhã. Muita desorganização e o método utilizado para servir os hóspedes gerou filas intermináveis pelos corredores, onde muitas pessoas ficaram sem o seu desjejum.

 

A variedade de comida ou falta dela durante o almoço e o jantar foi algo notado também, onde poucas opções estavam disponíveis. Longe, mas muito longe de se comparar com outros tempos, onde a fartura era algo de se admirar nos cruzeiros pelo nosso País.

 

No roteiro, havia uma parada em Ilha Grande (RJ), local paradisíaco e com muitas praias. A previsão de chegada era 9 horas, mas a liberação para descida chegou por volta das 13 horas com previsão de retorno às 17 horas. Vamos combinar que não dá para se experimentar muita coisa.

 

Muitos foram surpreendidos com escunas fazendo o translado do navio para terra e vice-versa. As lanchas de apoio não foram utilizadas e o deslocamento ficou muito mais lento devido à morosidade natural dos barcos.

 

Poderia enumerar mais algumas experiências “Bella”, mas o certo mesmo é que muitos ficaram uma fera com o atendimento recebido. De belo somente o terminal e sua operação eficiente e os novos navios! É necessário atender e muito bem o principal aliado do setor de cruzeiro, os clientes, pois sem eles o setor não conseguirá navegar.

 

Esperamos que o serviço e mão de obra disponível melhore e muito ao longo da temporada 21/22. Oremos!


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