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Comércio global se recupera, mas G20 vai avaliar riscos com a ômicron


Fonte: Valor Econômico (1 de dezembro de 2021 )

As maiores economias do mundo, que formam o G20, debaterão a situação global na semana que vem, em meio aos temores com a nova variante da covid-19 e desaceleração da economia da China.

 

A avaliação entre participantes do grupo é de que a política econômica prioritária continuará a ser a vacinação mais ampla possível. A volta de restrições, por causa da ômicron, afetará a retomada global já frágil e desigual.

 

“Estamos monitorando a situação, sabendo dos potenciais impactos de novas variantes na economia global”, äfirmou o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Erivaldo Gomes, ao ser indagado sobre a reunião do G20.

 

“Há riscos de solavancos e zonas de turbulências no caminho da recuperação. O fator novo é que a rota de desenvolvimento de versões atualizadas de vacinas e tratamentos está bem mais curto”, acrescentou o representante brasileiro.

 

A reunião do G20 será no dia 9, em formato híbrido na Indonésia, que preside o grupo por um ano.

 

No começo de novembro, em Roma, os membros do G20 destacaram que a recuperação permanecia altamente divergente entre os países e dentro de cada país, e exposta a riscos de queda, sobretudo com possível propagação de novas variantes da covid-19 e ritmos de vacinação desiguais.

 

Nesta semana, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, disse que a nova variante, chamada ômicron intensifica os riscos de disrupções nas cadeias de abastecimento e podem alimentar ainda mais a inflação.

 

Ontem, a Agência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) divulgou estudo prevendo que o comércio internacional de bens e serviços poderá alcançar US$ 28 trilhões neste ano, num aumento de 11% em relação aos níveis de antes da pandemia de covid. Mas alertou que o surgimento de novas variantes afeta as perspectivas das exportações e importações para 2022.

 

A tendência positiva nas trocas internacionais até agora tem sido resultado de forte retomada da demanda na esteira dos confinamentos da pandemia, pacotes de estímulos econômicos, e alta importante nos preços das commodities.

 

Mas várias fatores mantêm pressão sobre o comércio exterior para 2022. Após forte recuperação econômica do primeiro semestre, houve uma desaceleração no segundo semestre. Em particular, o crescimento da China, segunda maior economia do mundo e principal parceiro comercial do Brasil e de muitos outros países, foi menor do que esperado e mais baixo ainda comparado a trimestres anteriores. E isso geralmente sinaliza baixa no comércio mundial.

 

A Unctad menciona também riscos relacionados as persistentes disrupções nas cadeias de abastecimento e o preço elevado do transporte marítimo; a escassez global de semicondutores; fatores geopolíticos; políticas governamentais que sinalizam mais protecionismo; e também o peso da dívida em vários países, com riscos de instabilidade financeira e mais pressões inflacionárias.

 

Segundo a Unctad, em 2021 o valor do comércio global de bens e serviços deve ter um aumento de US$ 5,2 trilhões ante 2020, e de US$ 2,8 trilhões comparado a 2019, representando altas de 23% e de 11% respectivamente.


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