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Sustentabilidade chega ao mercado dos tokens no País


Fonte: atribuna.com (29 de novembro de 2021 )
A diferença é que o investidor de tokens sustentáveis tem o retorno ambiental – Foto: Imagem Ilustrativa/Unsplash

 

Os avanços no mundo das criptomoedas começam a chegar também ao campo da sustentabilidade por meio dos tokens, ativo digital de algo real, com foco em ajudar projetos sustentáveis e que são negociáveis no mercado cripto.

 

Os tokens têm uma função parecida com uma criptomoeda, mas não são a mesma coisa. A cripto é uma moeda usada no meio digital, tal como o dinheiro físico, para comprar bens e investir. Já o token representa um ativo real que vai ser transacionado na blockchain (rede de computadores de uma cripto).

 

Por exemplo, um bem avaliado em R$ 10 milhões é tokenizado. O emissor lança 100 mil tokens de R$ 100,00 cada, que serão vendidos ao mercado. Ao longo do tempo, eles podem valorizar ou não, conforme o interesse dos investidores ou da própria valorização do bem, como uma obra de arte ou imóvel.

 

Atualmente, os tokens são utilizados para diversos ativos que, ao serem negociados, podem render lucro aos investidores. A diferença é que o investidor de tokens sustentáveis tem o retorno ambiental e social, não em dinheiro.

 

Um desses tokens que miram a sustentabilidade é o MCO2, da Moss, ativo que representa um crédito de carbono – ou uma tonelada de carbono capturado ou não emitido no planeta.

 

A emissão de carbono na atmosfera é o principal causador do aquecimento global. O CO2 é emitido com a queima de combustíveis fósseis, desmatamento e atividades da indústria e da agropecuária.

 

A negociação de créditos de carbono surgiu como forma de as empresas que emitem gases comprarem o “estoque” da substância daquelas que não o emitem, uma forma de tentar “compensar” a emissão das poluidoras. É uma forma da economia poluidora financiar as empresas ambientalmente corretas e limpas.

 

Segundo o CEO e fundador da Moss, Luis Felipe Adaime, os valores das vendas dos chamados tokens verdes são revertidos para projetos de sustentabilidade envolvendo a Floresta Amazônica. A Moss ganha seu lucro nesta comercialização e seleciona os projetos que recebem o dinheiro da venda dos tokens.

 

“Os projetos fornecedores de crédito de carbono para a Moss são escolhidos entre os melhores e passam por um processo de diligência que nós realizamos. São visitados, investigados e analisados. Também são certificados pela VERRA (Verified Carbon Standard), o maior e mais importante órgão de certificação de carbono do mundo”, afirma.

 

Token como moeda

 

Outro token verde é a cultecoin, da startup brasileira Cult, que apoia o agronegócio familiar. Ela pode ser usada para operações on-line dentro do site da Cult voltada aos produtores com serviços, como a emissão de boletos, coma pra de produtos e o pagamento de cartão de crédito.

 

Como os tokens representam “investimentos”, há um número limitado que está sendo vendido. Nesse caso, R$ 140 mil, lançados a US$ 0,10 cada. Quem comprar se torna dono daquele pedaço para ajudar essa rede de agricultores. Atualmente, há mais de 2 mil pequenos trabalhadores no ecossistema da Cult.

 

“Nosso intuito é que estes últimos (tokens) sejam substituídos no futuro pelo sistema barter, que é a troca de produtos entre agricultores e fornecedores de insumos muito usada na agricultura, entre os grandes produtores. Agora, estamos levando esta possibilidade também aos pequenos, sem cobrar juros”, diz Cláudio Rugeri, CEO e cofundador da Culte.

 

De acordo com o especialista em criptomoedas e fundador da Financial Move, Tasso Lago, o chamado token social está muito em alta. “É uma tendência, estão em crescimento. No futuro, com certeza, veremos mais delas, com os mais variados tipos”, explica.

 

Futuro

“(O token social) é uma tendência, estão em crescimento. No futuro, com certeza, veremos mais delas, com os mais variados tipos” – Tasso Lago, especialista em criptomoedas e fundador da Financial Move

 

Análise

“Os projetos fornecedores de crédito de carbono para a Moss são escolhidos entre os melhores e passam por um processo de diligência que nós realizamos. São visitados, investigados e analisados” – Luis Felipe Adaime, CEO e fundador da Moss


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