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COP26 eleva pressão para setor marítimo zerar emissões até 2050


Fonte: Valor Econômico (22 de novembro de 2021 )

As negociações globais sobre como tornar o transporte marítimo mais limpo começam hoje, em meio à crescente pressão para cortar a poluição gerada pelo setor.

 

A Organização Marítima Internacional (OMI) “está sendo pressionada a fazer alguma coisa”, disse Edmund Hughes, ex-responsável por emissões de gases-estufa do órgão das Nações Unidas (ONU), que regula o transporte marítimo mundial e anfitrião das negociações virtuais. “Será difícil se a semana não produzir qualquer resultado substancial.”

 

Depois da COP26, a cúpula do clima da ONU, encerrada em 14 de novembro, a direção da OMI tem o desafio de conduzir seus 175 países-membros a realizar um transporte marítimo mais limpo. O setor, que transporta mais de 80% dos produtos comercializados internacionalmente, tem uma pegada de carbono maior que as da Alemanha e Holanda juntas.

 

Talvez a proposta mais significativa a ser discutida provenha dos três países das ilhas do Pacífico, que estão conclamando a OMI a reconhecer que o transporte marítimo internacional precisa alcançar emissões zero de gases-estufa até 2050. Se aprovada, a resolução não será obrigatória, disse Hughes. Mas emitirá um claro recado sobre a direção da organização.

 

A meta oficial da OMI – a ser reavaliada em 2023 – é de um corte de apenas 50% até 2050. Isso está bem aquém da redução necessária para alinhar o transporte marítimo às metas do Acordo de Paris, destinadas a limitar o aquecimento global, segundo o Conselho Internacional de Transporte Limpo. O secretário-geral da ONU também criticou energicamente o atual nível de ambição.

 

Vários países já disseram que querem que seja atribuído um preço à poluição gerada pelo transporte marítimo internacional, e uma relevante entidade de classe quer que a OMI estude adotar a meta de emissões zero de carbono até 2050. Os países também prometeram criar rotas de navegação limpas, e grandes companhias se prometeram com fazer um uso mínimo de combustível limpo.

 

As negociações sobre a precificação do carbono – uma maneira de reduzir a diferença de custo entre os atuais combustíveis derivados de petróleo e alternativas mais limpas – também estão agendadas, embora não haja expectativas de aprovação de novas regras, segundo dois executivos a par das discussões. Existe uma proposta paralela que prevê a fixação de um limite de intensidade para os gases-estufa, de um teto de emissões e de um pacote de transações.

 

Um apelo de longa data para que seja cobrado um tributo de US$ 2 a tonelada sobre o combustível usado por navios, para captar US$ 5 bilhões para pesquisa e desenvolvimento, está na agenda. O preço proposto é baixo demais – além de não ser estruturado para esse fim – para impulsionar grandes mudanças. Mas seu mecanismo, que cobra por emissões de carbono, poderá compor a base de regras de precificação mais enérgicas. Mas isso também pode aumentar mais o custo do frete marítimo, cuja altas tarifas ameaçam a recuperação da economia global e já pressionam a inflação.

 

“Basta criarem as regras que as cumpriremos”, disse Svein Steimler, diretor-executivo da empresa de transportes NYK Group Europe, durante a COP26.


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