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As exportações de café do Brasil para os EUA, que normalmente demoravam um mês, agora demoram até 100 dias


Fonte: Mundo Marítimo (22 de novembro de 2021 )
Situação é devido à escassez de contêineres e navios que afeta todo o setor de transporte marítimo

Cada vez mais tempo e dinheiro são necessários para levar o café dos maiores produtores do mundo aos países importadores que mais consomem cafeína. Os embarques do Brasil para os EUA, que normalmente demoram um mês, agora levam até 100 dias, disse Anike Ejlers Wolthers, cuja corretora de café Red Container opera no maior polo de exportação do Brasil, Santos. O atraso se deve à falta de contêineres e navios ao redor do mundo, disse ele, e mesmo se houver algum, é difícil conseguir reservas, informou a Bloomberg.

 

O Brasil, que produz 40% da oferta mundial de café, teve 3,7 milhões de sacas programadas para exportação entre janeiro e outubro devido a problemas logísticos, segundo o principal grupo exportador do país, o Cecafé. Esses problemas “implicam em menor disponibilidade de contêineres e espaço nos navios, frequentes cancelamentos de reservas e tombamento de cargas”, disse Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé.

 

Em detalhes, a produção brasileira de feijão-arábica de sabor mais suave diminuiu este ano após uma seca e geadas devastadoras. A produção será maior no próximo ano, embora deva ser baixa, o que manterá as reservas baixas. Enquanto isso, os contratos futuros desse grão subiram 80% este ano em Nova York.

 

Já a Colômbia, segundo maior produtor de arábica, também sofre as consequências do mau tempo. O país andino tem buscado mais importações do Brasil e da América Central para compensar o déficit.

 

Atrasos são piores na Ásia

As exportações do Vietnã, o primeiro fornecedor da variedade robusta, mais barata e usada em bebidas instantâneas e expressos, diminuíram devido às altas taxas de transporte, custos de contêiner e restrições da Covid-19.

 

Somado aos problemas mundiais do café está o fenômeno “La Niña”, que ameaça trazer um clima errático aos produtores sul-americanos nos próximos meses, o que fará com que os preços aumentem ainda mais.


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