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Empresas que aplicam ESG recebem mais atenção de grandes investidores


Fonte: Santaportal (8 de novembro de 2021 )
Foto por: José Luiz Borges / Divulgação Santaportal

 

A indústria de petróleo e gás oferece riscos para o meio ambiente. No entanto, com o ESG (Environmental, social and corporate governance) é possível não só garantir mais segurança, como também atrair mais investidores. Conforme o promotor do Ministério Público do Estado de São Paulo e coordenador pedagógico do curso de Direito da Universidade Santa Cecília, Dr. Fernando Reverendo Vidal Akaoui, cada vez mais as empresas buscam adotar boas práticas.

 

“No setor, estamos falando de emissão de gases e vazamento de óleos e gás. O licenciamento ambiental é sujeito a apresentação e análise de estudos de impacto ambiental. É preciso ter um planejamento para minimizar os riscos. As boas práticas, nesse caso, precisam ser verdadeiras e enraizadas, isso em todas as atividades do setor econômico”.

 

Akaoui destaca que a compliance também é importante, principalmente levando em consideração o número de empresas envolvidas em atividades ilícitas.

 

“Não foi a empresa em si, foi o gestor, quem estava à frente no momento, mas o revés se deu na empresa. Os investidores sofreram as consequências, que não se pautaram pela ética devida. Ainda que algumas tenham sobrevivido, provavelmente o lugar no trabalho é outro completamente diferente que tinha até então”, disse.

 

Para ele, faltou compliance, com uma gestão interna que pudesse evitar a promiscuidade com aqueles que não se pautavam pela ética.

 

Tendências nacionais de ESG

Conforme a diretora jurídica na Subsea 7, Bianca Soares, o ESG é um conjunto de fatores não financeiros que interferem na tomada de decisões de acionistas e investidores. A preocupação nacional é com aspectos regulatórios e ambientais, envolvendo segurança integridade e sustentabilidade.

 

“Para nós, é interessante que cada vez mais empresas do setor estejam capacitadas para divulgar as práticas de ESG, já que assim é possível tornar a longevidade da indústria maior”, pontuou.

 

Como exemplo do que tem sido feito, Soares apontou o próprio Porto de Santos. Ela apontou que no site da Santos Port Authority (SPA), estatal que administra, é possível ver o que tem sido feito em relação a legislação vigente, para combater a poluição, diminuir os impactos ambientais e otimizar processos. “O objetivo é se posicionar como uma referência em sustentabilidade”, refletiu.

 

Transição energética 

A Lead HSE na Seabed Geosolutions, Cristiane Monteiro, analisa que diversos desafios devem ser superados no setor, especialmente no que diz respeito a transição energética.

 

“É uma necessidade, não dá mais para empurrar com a barriga. O aquecimento global está aí. A situação é insustentável. Falamos da renovação das energias. Mas não da para fazer isso de um dia para o outro”, esclareceu.

 

Monteiro ressalta que a indústria do petróleo é de risco, mas não só operacional. Para ela, na parte de meio ambiente, é fundamental pensar em como melhorar. “Tem muita regulação, mas ainda há desafios. O direito não é algo a parte da indústria do petróleo, e não está só nos contratos. Somos regulados dia e noite. Até que ponto estamos nos preparando para a transição energética?”, questionou.

 

III Congresso de Direito Marítimo e Portuário

O painel do III Congresso de Direito Marítimo e Portuário, que irá avaliar o passado, discutir o presente e, por ele, traçar estratégias para o Porto de Santos, debateu o papel do ESG e compliance na indústria de óleo e gás.

 

O presidente da mesa foi o advogado Lucas Leite Marques e a mediação ficou por parte da advogada Maria Cristina Gontijo.

 

“A ESG começou por uma iniciativa do secretariado geral da ONU e da Global Compact, em 2005. Em um relatório, foi possível observar que boas práticas geravam mercados mais sustentáveis e com melhores resultados na sociedade. Isso foi estendido para outros setores e se tornou um critério essencial para receber grandes investimentos”, disse Gontijo.

 

O evento, iniciativa da Associação Brasileira do Direito Marítimo (ABDM), está sendo realizado pela Universidade Santa Cecília (Unisanta) e Sistema Santa Cecília de Comunicação.


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