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Porto & Negócios debate setor de grãos e melhorias no transporte ferroviário


Fonte: Santaportal (24 de setembro de 2021 )
Foto: Santaportal

 

O diretor da T-Grão, Antônio Braz Filho, e o gerente executivo da Associação Comercial de Santos, José Eduardo Lopes, debateram o mercado de grãos durante a gravação do Porto & Negócios nesta quinta-feira (23). O programa que vai ao ar a partir das 20h, contou com a apresentação do Diretor de Assuntos Portuários do Sistema Santa Cecília de Comunicação, Casemiro Tércio.

 

Inicialmente, Braz destacou que a exportação de grãos não foi afetada pela questão da pandemia, porém esse ano foi de dificuldades para o agronegócio, especialmente por períodos longos de seca que dificultaram a produção do milho.

 

“A pandemia em si não impactou os negócios para o setor de grãos, não houve nenhum problema com pandemia, com paralisações ou coisas do gênero. A pandemia foi muito bem enfrentada com todo tudo que tinha que ser feito de medidas nesse sentido foi feita. Na realidade, o setor de grãos foi afetado por um uma conjuntura de fatores que resultaram no atraso da safra, como a seca. A soja se comportou como esperado, com um volume muito grande de embarque, enquanto o milho enfrentou problemas. Esperamos que, para o ano que vem, a soja tenha um volume ainda um pouco maior de exportação e que o milho volte a sua normalidade operacional. Deverá ser um ano de operações cheias no setor de grãos”, disse o diretor da T-Grão.

 

Lopes, por sua vez, ressaltou que com a queda na produção de milho, as exportações também sofreram baixas. Com isso, o milho passou a ser vendido mais no mercado interno, o que explica o aumento do preço desse item no Brasil.

 

“No ano passado nós tivemos um comportamento muito bom da safra de grãos. Esse ano a soja também foi muito bem, em que pese algumas circunstâncias de início da safra. Estamos tendo problemas particularmente por causa das secas na questão do milho. Nós estamos com os volumes bem menores do que no ano passado de exportação do milho, que está ficando no mercado interno. Como houve uma quebra muito grande na produção do milho, ele não está sendo exportado e, com isso, o único caminho é a venda no mercado brasileiro, com preços bem mais elevados do que normalmente são praticados”, afirmou.

 

Ferrovias podem agilizar transporte de grãos

Para o diretor da T-Grão, investimentos na malha ferroviária são essenciais para que, no futuro, o Porto de Santos se mantenha com resultados cada vez melhores na exportação de grãos. “O grão transportado por trem é mais rápido e mais barato. Ele diminui o que todo mundo chama de custo para o Brasil, pois a sua logística é facilitada, sem precisar enfrentar o trânsito. Todos os investimentos que estão sendo feitos pelas empresas que operam na malha ferroviária do Porto são muito bem-vindos e necessários para que tenhamos um volume de exportação cada vez maior. Podemos aumentar essa exportação em dezenas de milhões de toneladas. Na minha visão, o Brasil ainda está longe do seu limite de produção para exportação de grãos”, explicou Braz.

 

O gestor de negócios da Associação Comercial acredita que o investimento das empresas do setor na malha ferroviária pode beneficiar o Porto de Santos. “Tivemos a renovação da malha paulista pela Rumo, que na sequência ganhou uma concessão para se estender por mais 720 km dentro do território de Mato Grosso, estado brasileiro que é o maior produtor de soja do país. A VLI também opera a sua malha em regiões produtoras bastante importantes do país. Então tudo isso só aponta aqui para o Porto de Santos. Os investimentos que estão sendo feitos devem resultar no aumento do fluxo desse volume de carga para poder chegar nos terminais, descarregando e embarcando nos navios”, concluiu.

 


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