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Gol x Azul: Como se comparam os carros voadores das duas empresas aéreas


Fonte: Valor Econômico (23 de setembro de 2021 )
O veículo elétrico é da britânica Vertical, com capacidade para quatro passageiros e um piloto: alcance de 160 km — Foto: Reprodução/Site da Avolon

 

Dando um passo na corrida pela “eletrificação” do transporte aéreo, a Gol e o Comporte, grupo da família Constantino que controla a aérea, anunciaram ontem a intenção de arrendar 250 aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOL) da Avolon, empresa irlandesa de leasing. O anúncio foi bem recebido pelo mercado e os papéis da Gol na B3 fecharam em alta de 3,87%, a R$ 19,60.

 

O negócio envolve o eVTOL VA-X4, criado pela britânica Vertical Aerospace, com capacidade para transportar até quatro passageiros e um piloto, com alcance de 160 km e velocidade máxima de 320 km/h. A Gol não divulgou o valor do negócio.

 

O plano é que a operação comece em meados de 2025, assumindo que a certificação dos “carros voadores” aconteça até lá. Segundo a Gol, o objetivo com a tecnologia é abraçar o mercado de transporte aéreo regional. A Gol não deu detalhes, mas ao observar as características da aeronave e sua autonomia de voo, há janela para que ela seja usada no transporte de passageiros dentro dos centros urbanos para os aeroportos, por exemplo.

 

Ao Valor, a Gol disse que eVTOL poderá operar em qualquer heliponto. Apenas em São Paulo, são 450. A aérea destacou ainda que estudos preliminares mostram que uma viagem de eVTOl pode custar 1/5 do valor de uma viagem de helicóptero, na distância média de 65 km. Além disso, a modalidade não concorreria com a aviação comercial.

 

Questionada sobre se a Eve, subsidiária da Embraer que desenvolve um eVTOL, chegou a ser considerada, a Gol explicou que a escolha pelo leasing das aeronaves prevaleceu sobre a modalidade de compra, que seria a única opção hoje para uma parceria com a Eve.

 

A Azul, concorrente da Gol no mercado doméstico, anunciou no mês passado investimentos de cerca de R$ 1 bilhão com a encomenda de 220 aeronaves eVTOL da alemã Lilium.

 

No caso da Azul, o motivo de não ter escolhido a Embraer nessa nova empreitada foi a autonomia de voo – a Lilium oferece 240 km, para seis passageiros e o piloto, e a Embraer, 100 km para quatro passageiros e o piloto.

 

O modelo de eVTOL da Gol é o mesmo escolhido pela American Airlines para iniciar sua empreitada no segmento. O acordo da norte-americana foi anunciado em junho passado e envolve um pedido antecipado de até 250 unidades (podem ser ampliado em mais 100) e investimento potencial de US$ 1 bilhão. A americana vai investir US$ 25 milhões na Vertical.

 

A aproximação da American Airlines com a Gol pode ter colaborado com a decisão da aérea brasileira em optar pelo modelo da Vertical. A gigante dos EUA expandiu, na semana passada, o acordo de compartilhamento de voos com a Gol e decidiu investir US$ 200 milhões na aérea brasileira via compra de ações. Com o aporte, terá 5,2% da Gol e direito a uma cadeira no conselho.

 

Antes mesmo dos projetos de eVTOLS saírem do forno, empresas em várias partes do mundo estão encomendando essa novidade, que promete revolucionar o transporte de passageiros.

 

Com o compromisso de serem mais baratos, silenciosos e sustentáveis do que helicópteros e aviões, os eVTOLs vão concorrer em um mercado estimado pelo banco Morgan Stanley em US$ 1 trilhão em 2040, chegando a US$ 9 trilhões na década seguinte.

 

Essas cifras vultosas alimentam a corrida pelos “carros voadores” e já atraem mais de uma centena de startups e fabricantes tradicionais de aviões e até de automóveis, caso da General Motors, com projetos em diferentes fases de desenvolvimento.

 

Um passo importante a ser dado é a certificação, que no Brasil ficará por conta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Sinalizações concretas somente vão ser dadas pela Anac depois que ela receber um pedido formal de certificação dessas aeronaves – o que ainda não aconteceu.

 

As tratativas com a Azul começaram, embora em estágio inicial. A Gol ainda vai iniciar esse processo. A agência reguladora explicou que, por se tratar de aeronaves fabricadas em outros países, é possível que autoridades no exterior façam a certificação inicial antes de o projeto ser submetido à Anac.


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