SOPESP NOTÍCIAS

Home   /   Eventos   /   Copersucar e Vibra selam união no comércio de etanol

Copersucar e Vibra selam união no comércio de etanol


Fonte: Valor Econômico (31 de agosto de 2021 )
João Roberto Teixeira, da Copersucar: biocombustível avança no mundo — Foto: Silvia Costanti /Valor

As brasileiras Copersucar e Vibra Energia (ex-BR Distribuidora) resolveram se unir no mercado de etanol e criaram uma joint venture que já nasce como a maior comercializadora do biocombustível do país. Trata-se de um modelo societário novo no ramo e que tem como importante competidor a Raízen, que também opera tanto na produção como na distribuição de etanol, embora com outra estrutura societária.

 

Em seu primeiro ano, a nova companhia já terá uma movimentação de 9 bilhões de litros de etanol (anidro e hidratado). Isso equivale a cerca de 25% a 30% do total comercializado no Brasil, incluindo volumes importados e exportados, e a uma receita de R$ 30 bilhões. Também é um volume próximo do que a Eco-Energy, comercializadora de etanol da Copersucar nos Estados Unidos, já movimentou em safras recentes.

 

A Copersucar já negocia o etanol das empresas sucroalcooleiras a ela associadas, e agora passará a operar em conjunto com a distribuidora em um modelo de negócios de parceria pela qual a companhia tem predileção. A joint venture comercializará a produção de outras usinas e venderá o renovável também a outras distribuidoras. Segundo as duas sócias, os volumes comercializados deverão inclusive ser mais de terceiros do que delas próprias.

 

Inteligência de mercado
Para participantes do setor, a iniciativa deve contribuir para melhorar a inteligência de mercado nas duas pontas da cadeia, já que, atualmente, as usinas têm pouca visibilidade sobre o ritmo da demanda, enquanto as distribuidoras não têm informações detalhadas sobre os desafios da produção. Em relatório, o Credit Suisse disse que o negócio deve melhorar o abastecimento de etanol da Vibra Energia.

 

A expectativa dos acionistas é que o crescimento da joint venture acompanhe o do mercado. Elas trabalham com uma projeção de crescimento de 4% ao ano do mercado de etanol hidratado (concorrente da gasolina) e de 1% a 2% ao ano do etanol anidro (aditivo).

 

Até 2030, a expectativa é que a demanda por etanol hidratado aumente em 15 bilhões a 18 bilhões. Antes da pandemia, em 2019, o consumo do renovável foi de 22,5 bilhões de litros. “Temos expectativa de capturar parte desses volumes conforme começar a operar e gerar eficiências”, disse Marcelo Bragança, diretor de operações, logística e sourcing da Vibra, na coletiva.

 

A joint venture também assumirá as atividades de importação e exportação de etanol que hoje são realizadas pelas sócias. A maior parte do volume deverá ser brasileiro, mas João Teixeira, CEO da Copersucar, disse ontem, em coletiva, que a expectativa é que a parcela do etanol movimentado no exterior cresça conforme o biocombustível se transforme num a commodity global.

 

Inicialmente, a comercialização com o exterior deve representar em torno de 10% do volume de etanol negociado, e pode chegar em 20% em anos mais favoráveis, segundo Pedro Paranhos, diretor comercial e de operações da Copersucar. Essa participação, porém, dependerá da arbitragem para importar ou exportar, ressaltou Teixeira.

 

Para a formação da joint venture, a Vibra comprou por R$ 4,999 milhões o equivalente a 49,99% das ações da Empresa Comercializadora de Etanol (ECE) da Copersucar, que ficará com os demais 50,01%. Quando o negócio for aprovado, os dois sócios aportarão R$ 400 milhões, proporcional à participação de cada.

 

A empresa nasce “leve em ativos” e deverá se aproveitar da infraestrutura de suas sócias para movimentar e armazenar o etanol comercializado. A joint venture poderá inclusive aproveitar a infraestrutura da Eco-Energy. Mas a relação entre as empresas será comercial e não haverá obrigatoriedade para operar com a Eco-Energy nos EUA, disse Teixeira.

 

Para a Vibra, a entrada no trading de etanol reforça a busca de posicionamento da companhia como uma “empresa de energia”, e não apenas de distribuição, disse Wilson Ferreira Junior, CEO da companhia, na coletiva. Ele ressaltou ainda que a nova companhia terá ganhos não apenas pela escala em que vai começar operando, mas também pela capilaridade no Brasil. “Ela pode originar volumes e importações e venda e exportação com nenhum outro player”, afirmou. O negócio está sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). (Colaborou Flávya Pereira)


Mais lidas


  Na manhã desta quarta-feira (18), o Sopesp (Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo) recebeu em sua sede a visita do desembargador federal, Celso Ricardo Peel Furtado, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.   O magistrado foi recebido com um café da manhã pelo presidente da entidade, Régis Prunzel, acompanhado […]

Leia Mais

Os assistidos pelo Instituto Portus de Seguridade Social, o fundo de pensão dos portuários, obtiveram importante vitória na Justiça. O juiz José Alonso Beltrame Júnior, da 10ª Vara Cível de Santos, concedeu liminar em que determina a suspensão do aumento na contribuição dos participantes da ativa e aposentados.   A ação civil pública foi promovida […]

Leia Mais

Através de um investimento de 100 milhões de euros, a Tesla irá entregar os dois primeiros navios porta-contêinereselétricos à Holandesa Port-Liner, em Agosto.   Após a entrega, a Tesla entregará ainda mais seis navios com mais de 110 metros de comprimento, com capacidade para 270 contentores, que funcionarão com quatro caixas de bateria que lhes […]

Leia Mais