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Setor sucroalcooleiro investe na redução de Gases de Efeito Estufa


Fonte: Copersucar (27 de agosto de 2021 )

Com objetivo de diminuir as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) na atmosfera, o setor sucroalcooleiro tem investido no potencial da cana-de-açúcar como biomassa de maior capacidade de geração de energia limpa e renovável. Para se ter uma ideia, por meio da fotossíntese, uma tonelada de cana equivale, em termos energéticos, a 1,2 barril de petróleo.

 

Considerando-se o volume processado para fabricação de açúcar e álcool no Brasil, são cerca de 650 milhões de toneladas de cana por ano, o equivalente à substituição aproximada de 2,13 milhões de barris de matéria-prima fóssil.

 

Na avaliação do presidente da DATAGRO Consultoria Agrícola, Plínio Nastari, o Brasil é o país que mais avança no aproveitamento da cana como fonte energética primária. “Nas últimas quatro décadas, enquanto a maior parte dos países ainda produziam apenas açúcar e melaço esgotado, nós passamos a produzir o etanol diretamente do caldo de cana. E sabemos que esse biocombustível substitui de 89% a 91% do carbono emitido pela queima da gasolina”, informa.

 

Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), o etanol de cana-de-açúcar é o biocombustível com menor pegada de carbono do mundo. De março de 2003, quando foram lançados no país os veículos flex, até março de 2021, o consumo do etanol evitou a emissão de 552 milhões de toneladas de CO2eq na atmosfera.

 

Mais tecnologia, menos GEE

Para aperfeiçoar a pegada de carbono, o setor investe em tecnologia e práticas sustentáveis. As usinas vêm substituindo as antigas caldeiras por modelos de alta pressão, mais eficientes; adotando a cogeração de energia, por meio da biodigestão da biomassa da cana-de-açúcar, para a produção de biogás, que substitui 10% do diesel utilizado nas atividades de plantio, colheita e transporte de cana; utilizando a microbiologia, a vinhaça, a torta de filtro e o bagaço para substituir fertilizantes e defensivos químicos. Além disso, o setor investe em um trabalho consistente de recuperação de mata ciliares, preservação de nascente e preservação de biodiversidades.

 

Biodigestão de resíduos, extração de levedura, aproveitamento de CO2 emitido nas dornas de fermentação, solo como sumidouro de carbono e uso de mudas pré-brotadas contribuem para mitigar a pegada de carbono no plantio, além de reduzir o custo e aumentar a eficiência e, assim, a produtividade.

 

“Caminhamos para reduzir as emissões de carbono em 100% ou mais, o que equivale a abater, por exemplo os GEE lançados na construção de automóveis movidos a etanol. Tudo isso permitirá que o alcance a descarbonização total”, conclui Plínio Nastari.


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