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Porto de Açu prepara ‘terreno’ para instalar indústria de celulose


Fonte: Estadão (19 de agosto de 2021 )
Parque industrial do Porto de Açu está em fase de formação Foto: MARCOS DE PAULA/ESTADÃO

 

Porto de Açu, no norte do Estado do Rio de Janeiro, está fazendo estudos com a Embrapa Territorial para atrair fabricantes de celulose a seu parque industrial, que ainda está em fase de formação. A ideia é identificar áreas próximas ao porto próprias para a silvicultura, sendo que o Estado do Rio já identificou 290 mil hectares no norte fluminense com potencial de reflorestamento para atender políticas públicas de recuperação de áreas verdes e desenvolvimento econômico.

 

Na outra ponta, existe demanda de países europeus por biomassa a partir da madeira, em substituição ao carvão. A queima da madeira é considerada uma emissão de zero carbono, porque as florestas, especialmente as brasileiras, têm elevada capacidade de sequestrar a emissão de gás efeito estufa.

 

O porto mantém conversas com algumas empresas que, eventualmente, podem ter interesse em se instalar na área industrial, que ocupa 60 quilômetros quadrados. Atualmente, os principais exportadores brasileiros de papel e celulose são a Suzano, Klabin, Votorantim, CNP e a Eldorado. Os estudos da Embrapa, que pretendem entender a viabilidade do projeto, devem levar 120 dias.

 

Embora o porto seja responsável pelo escoamento de 25% das exportações de petróleo e o terceiro maior terminal de minério de ferro, o projeto de industrialização do complexo de Porto de Açu pretende ter como base projetos sustentáveis, de baixa emissão de carbono e geração de energia limpa. Um memorando de entendimento foi assinado em fevereiro com a australiana Fortescue para a implantação de uma planta de hidrogênio verde. Em janeiro, foi com a Equinor, para avaliação do desenvolvimento de uma unidade de geração solar fotovoltaica.

 

O Porto de Açu foi assumido pela Prumo Logística, após a quebra do império do empresário Eike Batista, criador do complexo. O porto está em operação desde 2014 e já demandou investimentos de R$ 18 bilhões. Para os próximos 10 anos, estão previstos mais R$ 22 bilhões em investimentos. Entre clientes e parceiros, estão Anglo American, BP, Equinor, Shell, SPIC e Siemens.


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