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País precisa mudar política ambiental, diz Tarcísio


Fonte: Valor Econômico (13 de agosto de 2021 )

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, reconheceu que o Brasil precisa dar respostas imediatas sobre a questão do meio ambiente e mudar suas políticas, em especial sobre a preservação da Amazônia. E que a sua pasta, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, planeja fazer um “road show” junto a investidores globais com o objetivo de apresentar esse compromisso e, assim, mudar a imagem negativa do Brasil nessa área.

 

“O esforço está sendo feito nesse sentido. Vamos procurar fazer uma demonstração disso na Cop26, mostrar que sabemos fazer e que podemos adotar um rumo que vai trazer o Brasil de volta para a vanguarda novamente”, disse Freitas, após evento realizado pela Federação Brasileira de Associações de Bancos (Febraban), que reuniu o ministro e os presidentes dos principais bancos do país.

 

“É importante que o investidor ouça do ministro do titular da pasta [do meio-ambiente] como estamos trabalhando em conjunto para ter o desenvolvimento de uma infraestrutura sustentável”, afirmou. “Temos consciência absoluta de que fluxos financeiros estarão atrelados aos padrões ambientais. Sabemos da importância desse tema para os investidores.”

 

O ministro diz que é preciso que a temática de ESG seja incorporados nos projetos. “Fizemos acordo com instituições internacionais relevantes para nos ajudar, com o objetivo de facilitar o esforço de licenciamento e comunicar isso bem com o investidor, mitigar aquele risco de imagem que às vezes é percebido.”

 

O governo do presidente Jair Bolsonaro tem sido marcado desde o começo por uma série de declarações e medidas encaradas amplamente como contrárias à preservação ambiental. Bolsonaro já minimizou queimadas e defendeu garimpeiros que atuam irregularmente na Amazônia; em sua gestão, o poder de fiscalização do Ibama foi minado e o desmatamento atingiu marcas recorde.

 

A reputação internacional do Brasil na seara ambiental teve uma piora severa e neste ano, o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, deixou o posto sob investigação de participação em um esquema de exportação ilegal de madeira. Salles nega que tenha praticado qualquer irregularidade.

 

Além de falar do esforço para tentar reverter a má imagem do país em relação ao meio ambiente, Tarcísio Freitas, falou também sobre concessões. Após a conversa com os representantes dos bancos, ele disse que o investimento potencial no pacote de concessões supera a casa dos R$ 200 bilhões. E que o setor financeiro terá um papel fundamental no financiamento desses projetos. “Os bancos têm um protagonismo grande, vêm absorvendo muitos papéis no mercado de capitais e vai continuar sendo assim”, disse.

 

Freitas afirmou ainda que há um esforço no sentido de impedir que a reforma tributária atinja as chamadas debêntures de infraestrutura, consideradas instrumentos importantes para o financiamento dos projetos. “Temos o projeto de uma nova lei de debêntures tramitando no Congresso, que abre um espaço para outro perfil de investidor, para os investidores institucionais mergulharem com mais afinco nesse setor, com a possibilidade de emissão no exterior, em moeda estrangeira”, disse.

 

“É importante que a gente não perca ou não crie desincentivos oriundos da reforma tributária.” O presidente da Febraban, Isaac Sidney, disse na conversa com o ministro, que o “Brasil cresce pouco porque investe pouco”. “O Brasil investe menos de 20% do PIB, o que tem influência na sustentabilidade do crescimento”, disse Sidney. E observou que os bancos têm papel relevante no financiamento de projetos de infraestrutura.

 

Segundo ele, da carteira de crédito destinado a empresas, de cerca de R$ 2 trilhões, R$ 500 bilhões são destinados ao financiamento da infraestrutura, o que equivale de 6% a 7% do PIB. “Tem um espaço muito grande pra crescer. E temos dificuldades regulatórias, os bancos precisam ter níveis mínimos de liquidez, patamares robustos de capital e provisão, o que faz com que tenhamos dificuldade no financiamento de longo prazo”, disse. “Ainda assim, os números são expressivos.” (Colaborou Marcos de Moura e Souza)


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