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Traders de café reportam barreiras no transporte marítimo


Fonte: ANBA (11 de agosto de 2021 )
Em julho, a exportação brasileira de café caiu 13% frente ao mesmo mês do ano passado. Entidade do setor informou que há entraves como o encarecimento de fretes, cancelamento de bookings e disputa por contêineres – Foto: Nelson Almeida/AFP

São Paulo – As exportações brasileiras de café em julho tiveram queda de 12,8% na comparação com os embarques realizados no mesmo período de 2020. O volume embarcado no mês foi de 2,826 milhões de sacas de 60 kg. Já a receita obtida também em julho foi de US$ 402,7 milhões ao país, alta de 5,6% frente ao mesmo mês de 2020.

 

Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que também reportou barreiras que o setor está enfrentando no transporte do produto, que é feito por via marítima.

 

Em seu relatório, o Cecafé apontou que os entraves logísticos já vinham ocorrendo nos meses anteriores. Entre os problemas estão o encarecimento de fretes, cancelamento de bookings e disputa por contêineres e espaço nos navios. O Porto de Santos (foto acima) é o principal canal de escoamento dos cafés.

 

Para a entidade, as barreiras foram causadas pelo aquecimento da demanda por produtos alimentícios e eletrônicos, principalmente pelos Estados Unidos e Ásia. “O café brasileiro segue em disputa para conquistar espaço nos navios e ser embarcado no momento correto. Os atrasos que têm ocorrido geram desgaste operacional sem precedentes aos exportadores e, principalmente, uma sobrecarga financeira derivada de não haver fluxo de caixa planejado para esse cenário inimaginável. É válido recordar que isso ocorre simultaneamente a uma realidade de mercado na qual os preços chegam aos mais altos patamares registrados nos últimos anos e a colheita da safra brasileira gira em torno de 80%”, afirmou, em nota, o presidente do Cecafé, Nicolas Rueda.

 

Acumulado do ano

Com o desempenho, as remessas do produto ao exterior chegaram a 23,737 milhões de sacas no acumulado de 2021, crescendo 2,2% em relação aos sete primeiros meses do ano passado.

 

No acumulado de 2021, a receita cambial com os embarques brasileiros do produto chegou a US$ 3,203 bilhões, volume 7% superior ao rendimento registrado nos sete primeiros meses do ano antecedente.

 

Nos primeiros sete meses de 2021 os países árabes importaram 1,037 milhão de sacas de café brasileiro, alta de 5,2% no comparativo com o ano anterior. A receita gerada foi de US$ 111,4 milhões, número 6% maior do que no mesmo período de 2020.

 

No acumulado do ano, a espécie arábica foi a mais exportada, com o envio de 19,227 milhões de sacas ao exterior, respondendo por 81% do total. Já a espécie canéfora, que inclui o robusta e o conilon, somou 2,337 milhões de sacas embarcadas ao exterior. Por fim, o café solúvel teve 2,152 milhões de sacas exportadas no período.


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