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A importância e os efeitos do ESG na Cadeia de Suprimentos é tema de Reunião da FIESP


Fonte: FIESP (6 de agosto de 2021 )
Para Ferraz Neto, “os princípios de ESG não são apenas uma questão de marketing, pois são aplicados de forma vertical na estrutura da empresa

 

O debate e as iniciativas sobre ESG [ Environmental, social and corporate governance, na sigla, em inglês] ganham cada vez mais aderência entre empresários e investidores, mas ainda é preciso esclarecer os conceitos e como aplicá-los em cada contexto. “Os princípios de ESG não são apenas uma questão de marketing, pois são aplicados de forma vertical na estrutura da empresa. Isso mostra a importância do assunto e como ele pode ser decisivo para o sucesso das empresas no futuro”, afirmou o diretor titular do Departamento da Indústria da Construção e Mineração (Deconcic), José Romeu Ferraz Neto.

 

Convidado para falar sobre ESG, na Fiesp, no dia 30/7, o sócio de governança da consultoria KPMG, Sebastian Soares, apontou diversos motivos para se ampliar o debate e as mudanças implementadas pelos princípios ESG nas empresas. “A sustentabilidade de antigamente foi alçada a um patamar de gestão de negócios, a responsabilidade de implantar esses princípios é de muito mais pessoas agora. E também temos mais stakeholders envolvidos no ecossistema da empresa, o que aumenta os desafios, já que são grupos diferentes analisando cada empresa para avaliar se são relevantes para os seus negócios”, pontuou.

 

De acordo com Soares, uma série de fatores contribuiu para a consolidação dos princípios ESG nos departamentos e comitês de sustentabilidade. Além da pandemia do novo coronavírus, que expôs a necessidade de políticas e práticas sociais nos âmbitos público e privado, as mudanças climáticas e suas consequências voltaram seus holofotes para as iniciativas ambientais que podem reverter o colapso do clima; as mídias sociais, com seus públicos da Geração Z e Millenials, se tornaram o ambiente de cobrança de postura e coerência de marcas por parte de seus consumidores; e, por último, as mudanças na política dos Estados Unidos e da Europa reacenderam o debate sobre a política ambiental brasileira.

 

O líder de governança também compartilhou um de seus principais aprendizados de trabalho relacionado aos princípios ESG: “a agenda de ESG precisa vir do topo. Se a alta administração, os gestores, aqueles que efetivamente estão sentados na governança dos negócios não estiverem engajados nem quiserem adotar essa agenda com propriedade, a iniciativa não dará certo. Nós, da KPMG, já percebemos isso nas empresas em que atuamos, pois são essas as pessoas que têm a responsabilidade e a autoridade para definir investimentos e os rumos da companhia, e, por isso, pode atrapalhar o andamento da agenda. Como estamos falando de uma mudança de cultura, trabalhando o engajamento de colaboradores e stakeholders, eles precisam ver o exemplo da liderança para que tudo aconteça de fato”, destacou.

 

Presente ao encontro, Grácia Fragalá, diretora titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) e vice-presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial), ambos da Fiesp, atualizou os presentes sobre as ações voltadas às práticas em ESG que estão sendo promovidas pelo Comitê, como o fomento à sustentabilidade e o investimento social corporativo, Programa pela Primeira Infância e Projeto Mulheres na Indústria.

 

Para Sebastian Soares, da KPMG, “a sustentabilidade de antigamente foi alçada a um patamar de gestão de negócios, a responsabilidade de implantar esses princípios é de muito mais pessoas agora. E também temos mais stakeholders envolvidos no ecossistema da empresa, o que aumenta os desafios”.

 

Outro tema abordado por Fragalá foi o Pacto Global das Nações Unidas (ONU): a Fiesp é signatária desde 2008 e possui representação em diversas plataformas de ação. Ela tratou, ainda, sobre o Grupo de Governança do Pacto Global na Fiesp, onde coordena as atividades com o objetivo de dar transversalidade aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e fortalecer a atuação da Federação na Rede Brasil do Pacto Global.

 

Para finalizar a pauta da reunião, apresentou-se a proposta de escopo do caderno técnico da 14ª edição do Congresso Brasileiro da Construção (ConstruBusiness) previsto para ser realizado no 4º trimestre deste ano. Sendo bem avaliada pelos presentes, a proposta contempla a contextualização da situação atual, como base de apresentação das propostas estruturantes de curto e longo prazos para a recuperação econômica do país, pós-pandemia, jogando luz no papel estratégico da cadeia produtiva da construção, com destaque para o potencial de cada um dos seus elos.


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