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€1,2 milhões para dragar o porto da Póvoa nos próximos três anos


Fonte: JN Portugal (4 de maio de 2021 )
São 5,1 milhões de euros para dragagens nos portos do norte, 1,2 milhões dos quais para o porto da Póvoa de Varzim, 300 mil euros já este ano. Em dia de inauguração do novo polo da marina, Câmara e Clube Naval Povoense (CNP) alertaram para a perigosa acumulação de areias que mina a segurança de turistas, atletas e pescadores – Foto: Reprodução / JN Portugal

 

O ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, deixou a promessa: a retirada de sedimentos será anual e o Ministério já está a trabalhar com a APA para que essas areias possam ser utilizadas para “carregar” as praias.

 

“Será feito um contrato plurianual de 1,2 milhões de euros, destinado ao porto da Póvoa de Varzim”, afirmou Ricardo Serrão Santos, que viu, em março, o Conselho de Ministros aprovar o investimento de 5,1 milhões de euros para dragagens nos portos do norte (Póvoa, Vila do Conde, Vila Praia de Âncora e Esposende) entre 2021 e 2023.

 

Do lado da tutela deixou ainda uma outra garantia: a Direção-geral dos Recursos Marítimos (DGRM) já está a trabalhar com a APA (Agência Portuguesa do Ambiente) para que as areias dragadas possam ser devolvidas às praias e, assim, “reforçar os mecanismos de defesa da linha de costa”.

 

Esta é para o presidente da Câmara da Póvoa, Aires Pereira – a par com “a necessidade urgente” de uma dragagem que reponha o porto nas suas cotas originais – uma reivindicação antiga, que, a curto prazo, pode ajudar a resolver o problema na praia da Estela, onde a erosão costeira ameaça, agora, os campos masseiras e toda a pujante produção hortícola das freguesias da Estela, Navais e Aguçadoura.

 

Quatro milhões para a nova marina

O novo polo norte da marina, onde a Câmara investiu quatro milhões de euros, tem 152 lugares e fica mesmo em frente ao Casino da Póvoa. A ideia é trazer o turismo náutico mais para o centro da cidade, já que a marina original (com 241 lugares) está a sul do porto, fora do centro, já na fronteira com Vila do Conde. A par com a obra, foram ainda construídos dois cais para acostagem de pequenas embarcações de pesca.

 

Paulo Neves, do CNP, ainda não perdeu a esperança de ver náutica de recreio e pesca trocarem de lados no porto de pesca, trazendo o desporto e o lazer para o centro da cidade (a norte) e ficando a pesca do lado sul.

 

Aires Pereira lembra que o porto de Leixões (Matosinhos) tem cada vez mais área dedicada ao transporte de mercadorias e a Póvoa vai ser, para os pescadores, a alternativa. É, diz, preciso olhar com atenção para a chamada “bazuca” europeia e pensar o futuro do porto poveiro a médio prazo.

 

Para a Câmara, a próxima tarefa é “a reorganização do porto e de toda a envolvente”. Os novos armazéns de aprestos – quase prontos – deixarão vagos os velhos armazéns, que a autarquia pretende ver transformados em bares e restaurantes.JN


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