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Celulose perde força na China, mas tendência é positiva


Fonte: Valor Econômico (26 de abril de 2021 )

Os preços da celulose de fibra curta perderam força na China na última semana, mas a tendência permanece positiva, segundo analistas que acompanham a indústria. Embora a possibilidade de novo reajuste no mercado chinês divida opiniões, não há expectativa de correção no curtíssimo prazo. Na Europa, por outro lado, as cotações devem continuar avançando e pode haver mais reajuste pela frente.

 

Segundo a consultoria Fastmarkets Foex, o preço da fibra curta recuou US$ 1,50 na semana passada na China, para US$ 778,35 por tonelada. Ainda assim, em um mês, a alta acumulada chega a quase US$ 52 por tonelada, indicando que o aumento de US$ 60 anunciado para abril está sendo implementado, atingindo nível recorde.

 

Na Europa, os índices divulgados na terça-feira mostraram que a tonelada da fibra curta subiu US$ 13,16 em uma semana, para US$ 937,75 por tonelada. Na América do Norte, os preços da celulose de fibra longa, que têm sido importante motor de valorização da fibra curta, saltaram US$ 84,38, para US$ 1.474,38 por tonelada na última semana, também refletindo a aplicação dos aumentos anunciados para abril.

 

Na avaliação do analista Daniel Sasson, do Itaú BBA, a demanda dá mostras de permanecer saudável. “Tanto que os aumentos pretendidos desde o começo do ano foram implementados sem muitas dificuldades”, afirma.

 

Para os analistas Leonardo Correa e Caio Greiner, do BTG Pactual, a tendência é positiva, mas os contratos futuros de fibra longa e os preços de revenda da celulose de eucalipto na China começaram a arrefecer. No último caso, os preços recuaram para um equivalente de importação de US$ 684,47 por tonelada.

 

Os preços da celulose ganharam tração na virada do ano e devem impulsionar os resultados financeiros dos produtores no primeiro trimestre. No caso das companhias brasileiras, haverá também o benefício do câmbio desvalorizado. Mas o reflexo integral da valorização da matéria-prima nos balanços será visível mesmo no segundo trimestre, quando as cotações na Europa, que refletem com atraso as variações de preço na China, devem ter incorporado todo o ganho visto neste ano.

 

Os preços da celulose ganharam tração na virada do ano e devem impulsionar os resultados financeiros dos produtores no primeiro trimestre. No caso das companhias brasileiras, haverá também o benefício do câmbio desvalorizado. Mas o reflexo integral da valorização da matéria-prima nos balanços será visível mesmo no segundo trimestre, quando as cotações na Europa, que refletem com atraso as variações de preço na China, devem ter incorporado todo o ganho visto neste ano.

 

Para o período de 2022 a 2024, contudo, a visão do analista é mais cautelosa. A entrada de novas fábricas em operação tende a ampliar de maneira significativa, e em curto período de tempo, a oferta mundial da matéria-prima. Para Sasson, o volume adicional pode chegar perto de 10 milhões de toneladas entre 2022 e 2024.

 

O J.P.Morgan também olha com cautela para o futuro. “Permanecemos convictos de que os preços da celulose terão suporte em níveis históricos no decorrer de 2021, antes de uma correção em 2022 provocada pela capacidade adicional”, escreveram em relatório do início do mês os analistas Marcio Farid, Rodolfo Angele, Lucas F. Yang.

 

Contudo, os analistas avaliam que, com a forte geração de caixa projetada para este ano, os produtores de celulose enfrentarão a correção nos preços da celulose com balanços muito mais fortes. No fim de março, o presidente da Suzano, Walter Schalka, disse que a companhia estava confiante de que, se não houver nenhum evento extraordinário relacionado à pandemia de covid-19, 2021 será um ano muito bom para a celulose. Naquele momento, a Suzano acabara de anunciar o reajuste para a China em abril.


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