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BMW, Volvo e Google não vão usar metais do fundo do mar


Fonte: Valor Econômico (5 de abril de 2021 )

BMW, Volvo e Google não comprarão metais proveniente da mineração no leito marinho em águas profundas até que riscos ambientais sejam “compreendidos de forma abrangente”, promessa que representa um revés para empresas que pretendem iniciar essa exploração nesta década.

 

As três empresas, em conjunto com a fabricante de baterias sul-coreana Samsung SDI, comunicaram que excluirão de suas cadeias produtivas qualquer mineral proveniente de fundos marinhos em águas profundas e que não financiarão nenhuma mineradora desse segmento.

 

“Antes que ocorra qualquer possível mineração no leito marinho em águas profundas, é preciso estar claro que isso pode ser gerenciado de uma forma que assegure a proteção efetiva do ambiente marinho”, destacaram as empresas em carta distribuída pelo grupo de defesa ambiental WWF.

 

A mineração em águas profundas tem sido propagandeada como alternativa à exploração em terra dos minerais necessários para baterias de veículos elétricos, como o cobalto e o níquel. A demanda por esses metais deverá ter forte aumento nos próximos dez anos, em função dos planos de montadoras por todo o mundo, da Tesla à Volkswagen , para expandir a produção de veículos elétricos.

 

Ainda é preciso, no entanto, aprovar uma regulamentação na Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla em inglês), ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), que balize a mineração em águas profundas internacionais. A agência, integrada por 167 países, liberou contratos de exploração para 21 empresas, mas os trabalhos não podem começar até que um código de mineração seja aprovado.

 

O executivo-chefe da startup de mineradora e águas profundas DeepGreen, Gerard Barron, prevê a aprovação neste ano da regulamentação, após atrasos decorrentes da pandemia, e o início das operações em 2024.

 

A empresa, financiada pela Glencore e pela empresa de navegação Allseas, planeja recolher nódulos polimetálicos, do tamanho de batatas, que são ricos em minerais e jazem no fundo do mar em regiões de águas profundas. Ela calcula que os nódulos na área a que tem direito de explorar, no Oceano Pacífico, contêm recursos suficientes para 280 milhões de veículos elétricos.

 

Por sua vez, a BMW e as outras empresas agora estão defendendo que “todas as alternativas” à mineração no fundo do mar precisam ser exploradas “como uma questão de urgência”, incluindo a reciclagem, a redução na demanda e o desenvolvimento de uma mineração “responsável” em terra.

 

Cientistas, assim como organizações não governamentais, têm levantado receios quanto aos danos que a mineração em águas profundas provocará aos ecossistemas oceânicos, cruciais para combater as mudanças climáticas.


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