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Arrendamentos de áreas portuárias e ações para gestão eficiente em destaque em webinário com dirigentes de portos do Nordeste


Fonte: Fórum Brasil Export (26 de março de 2021 )

 

Os arrendamentos de terminais portuários previstos para 2021 e as ações implantadas em busca de uma gestão pública eficiente dominaram os debates do webinário “Perspectivas e principais desafios dos complexos portuários da região Nordeste” promovido nesta quinta-feira, 25 de março, pelo Conselho do Nordeste Export. Dirigentes dos portos de Maceió, Itaqui, Suape e Recife detalharam o trabalho realizado nos últimos meses e responderam a perguntas de lideranças presentes à atividade online. No próximo dia 31 de março um novo webinário sobre o tema será realizado, com a participação de presidentes e diretores de portos instalados nos estados da Bahia, do Ceará, da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

 

O encontro foi marcado por expectativas positivas para 2021 no que cerne ao desempenho dos portos e por um ambiente fraternal e enriquecedor em termos de informações. O administrador do Porto de Maceió, Vice-Almirante Joése de Andrade Bandeira Leandro, enfatizou que são excelentes as perspectivas do porto alagoano, com muitas áreas a serem arrendadas até 2023 atreladas ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal. O primeiro desses leilões foi executado com sucesso em 18 de dezembro do ano passado. A área denominada MAC 10, destinada à movimentação, armazenagem e distribuição de granéis líquidos, especialmente de ácido sulfúrico, foi arrematada pelo grupo frances Timac. O total de investimentos estimados é de R$ 12,7 milhões.

 

Há 12 meses no cargo, Joése ressaltou os desafios para renovação da força de trabalho da companhia e para a modernização das instalações portuárias. Um dos oito berços do Porto, observou, foi construído em 1995 e jamais foi utilizado. “Implantamos medidas administrativas e reduzimos em 60% os custos de contratos com fornecedores”, afirmou. 2021 reserva outros quatro leilões de áreas localizadas no Porto e Maceió, destinadas à movimentação e armazenagem de combustíveis, de açúcar e de cavaco de madeira. O administrador contou ainda que será realizada nesta sexta-feira (26) a primeira reunião do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) do Porto em dois anos.

 

O diretor Administrativo e Financeiro do Porto do Itaqui, Artur Thiago Costa, celebrou o bom desempenho do complexo portuário neste início de ano. Segundo ele, Itaqui fechou janeiro com movimentação 40% acima do esperado, fevereiro com índice 36% acima do calculado pela gestão e a expectativa é de que março tenha desempenho aproximadamente 20% superior ao inicialmente previsto. Ele apontou a força das operações com soja, combustíveis e fertilizantes. “Isso mostra uma cadeia do agronegócio muito pujante, com protagonismo tanto no escoamento da produção como na importação de insumos”.

 

Itaqui será o grande destaque portuário na Infra Week, uma grande rodada de leilões de ativos de infraestrutura na B3 programada para o início de abril. No dia 9 quatro ativos do complexo maranhense serão leiloados, sendo duas áreas brownfield e duas áreas greenfield, todas destinadas à movimentação, armazenagem e distribuição de combustíveis. O diretor ressaltou que quem visita Itaqui detecta vários canteiros de obras que representam importantes investimentos em qualidade operacional. Segundo Artur, a companhia fechou 2020 com lucro 15% acima da previsão orçamentária e sem precisar efetuar qualquer pagamento de indenização. Estão em curso, também, os trabalhos para a recuperação estrutural dos berços 103 e 106 e a modernização das subestações elétricas do Porto, além da construção de uma nova subestação, obras que serão executadas com recursos próprios.

 

Portos de Pernambuco

Participando pela primeira vez de uma iniciativa do Fórum Brasil Export, o presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Roberto Gusmão, disse estar entusiasmado em contribuir para a excelência do quarto porto público mais movimentado do Brasil em 2020 e em colocar a estrutura e as potencialidades dos equipamentos portuários e da economia pernambucana a serviço do desenvolvimento do Brasil. Ele assumiu o cargo em fevereiro deste ano, após a experiência de comandar a Secretaria de Infraestrutura da Prefeitura de Recife em duas oportunidades. “Estou muito feliz por participar dessa iniciativa. Queremos contribuir de forma sistemática para que nesse segundo semestre a gente esteja preparado para a retomada econômica do País, gerando emprego e renda para o povo e [viabilizando] o crescimento dos empresários”.

 

Entre as metas iniciais de sua gestão, Gusmão destacou tornar o terminal de contêineres mais competitivo por meio do reequilíbrio contratual em análise na esfera federal, colocar de volta “nos trilhos” o projeto da Ferrovia Transnordestina, que poderá alterar, de forma positiva, todo o desenho de transporte de cargas no estado e definir um rumo para os estaleiros instalados no Complexo, hoje com atividades muito abaixo das respectivas capacidades operacionais. O Estaleiro Atlântico Sul, que chegou a encerrar atividades, está em recuperação judicial e o VARD Promar busca um melhor posicionamento no mercado de reparos navais.

 

Também no cargo há menos de dois meses, o presidente do Porto de Recife, Marconi Muzzio é servidor público do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco há 26 anos, 10 deles dedicados a cumprir missões no Poder Executivo. Ele esteve à frente da Secretaria de Administração da Prefeitura de Recife durante oito anos e, embora tenha muito o que aprender sobre a atividade portuária disse ter aceitado o convite para a função por ter uma “expertise calcada na gestão pública”.

 

Marconi foi enfático ao dizer que a prioridade máxima de sua gestão é reduzir o impacto do assoreamento no canal de navegação do Porto. Há quase dez anos não são realizados serviços de dragagem no local. Os recursos serão oriundos do Governo Federal. O Porto agora espera a aprovação, pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do edital de licitação. Outro eixo prioritário de sua administração, apontou o presidente, é a gestão fiscal, afinal o Porto ainda é deficitário e necessita de aportes do governo estadual para honrar seus compromissos. “A gente vai fazer de tudo para que o Porto alcance seu equilíbrio financeiro-fiscal”.


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