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Transporte marítimo terá de render aviação na distribuição global das vacinas anti-COVID


Fonte: Revista Cargo (25 de março de 2021 )

O transporte de vacinas contra a COVID-19, que se tem intensificado, por todo o mundo, neste arranque de 2021, começará brevemente a contar com o auxílio do segmento do transporte marítimo, para além do crucial contributo até agora dado pelo modo aéreo. Esta complementaridade permitirá evitar congestionamentos logísticos, passíveis de provocar acumulações de vacinas em armazéns e degradar o delicado produto.

 

Transporte marítimo terá de colmatar falhas da aviação

Segundo noticiou recentemente o Financial Times, a transportadora marítima de contentores líder de mercado, Maersk, espera que, até meados de 2021, a crescente distribuição das vacinas anti-COVID excederá a capacidade oferecida pela modalidade aérea, havendo brechas na oferta de espaço e capacidade que terão de ser assumidas pelo transporte marítima de mercadorias. Hristo Petkov, do grupo escandinavo, assim o prevê.

 

“Em meados de 2021, veremos um excedente de vacinas e uma rede logística que não será capaz de lidar com isso em termos de frete aéreo e infraestrutura de cadeia de frio”, comentou o chefe da divisão de Produtos Farmacêuticos da Maersk, em declarações prestadas ao Financial Times. Dada a situação, Hristo Petkov calcula um cenário em que o sector Shipping contentorizado ganha, finalmente, um papel maior.

 

Até o momento, a maior parte das vacinas contra a COVID-19 tem sido distribuída por camiões e aviões, já que a maioria das fábricas que produzem as vacinas ficam na Europa, EUA e Índia. Os navios entrarão em ação para fazer entregas de vacinas em África, Ásia e América do Sul, o que está previsto para acontecer neste Verão. A Maersk prevê que, nessa altura, a capacidade do setor aéreo não será capaz de responder à procura.

 

A pressão das empresas farmacêuticas, exercida no sentido de fomentar o corte de custos, acabará por, definitivamente, impulsionar a distribuição por via marítima. Nos últimos 10 anos, ressalvou o responsável do grupo escandinavo, o transporte por via marítima tem capitalizado, cada vez mais, retirando uma fatia cada vez maior dos volumes transportados por via aéreo (no que diz respeito, também, a produtos farmacêuticos).


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