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Chefes lideraram melhor que o esperado na pandemia


Fonte: Valor Econômico (19 de março de 2021 )

Gestores de equipes não estão fazendo feio na pandemia. Pelo menos é o que indica uma pesquisa da Ticket, marca de benefícios de refeição e alimentação da Edenred. De acordo com o estudo, 76% dos entrevistados apontam uma influência positiva da liderança durante um ano de trabalho remoto.

 

“O levantamento mostra que foi necessária uma situação controversa, como a de uma pandemia, para que as empresas pudessem perceber que o home office proporciona autonomia no gerenciamento de atividades e protagonismo nas entregas dos colaboradores”, analisa José Ricardo Amaro, diretor de recursos humanos da Ticket.

 

O estudo foi realizado entre 18 e 22 de fevereiro de 2021 por meio do site e aplicativo da companhia. Os 558 respondentes são, essencialmente, trabalhadores que recebem benefícios da marca. Do total, 53% são homens e a maioria (37%) tem entre 25 e 35 anos de idade. Trabalham em setores como serviços (45%), indústria (19%) e comércio (15%), e quase a metade (47,4%) mora em São Paulo.

 

Em relação à comunicação dos funcionários com a liderança, 37% das organizações criaram um comitê multidisciplinar para repassar informações importantes, enquanto 14% das companhias não montaram novas iniciativas de comunicação, em comparação ao período pré-pandemia.

 

Apenas 9% dos entrevistados afirmam que hoje as notícias da empresa são obtidas no formato “rádio peão”, termo usado para definir conversas informais entre os colaboradores.

 

Isso prova que as chefias passaram a ter também um maior controle sobre a comunicação interna, diz Amaro. “As companhias têm a oportunidade de conversar com os quadros de maneira mais assertiva, reduzindo ruídos e garantindo que as informações cheguem de maneira clara”, afirma. “A partir de agora, o desafio será descobrir ferramentas que ajudem a manter a ‘audiência’ dentro dessa nova forma [remota] de se relacionar com os times.”

 

O executivo destaca que a crise de saúde desmistificou o trabalho remoto no Brasil. “Embora o home office estivesse se tornando um assunto mais comum por aqui, muitas organizações ainda não estavam preparadas para adotá-lo em suas rotinas”, diz. E havia receios em relação à possibilidade de queda da produtividade, um aspecto que brecava a adoção do sistema em larga escala.

 

“Com o distanciamento social, todos precisaram se adaptar, de alguma maneira, a essa realidade”, afirma o diretor. Para que a transição fosse efetiva, a liderança teve de se aproximar mais dos colaboradores, organizar reuniões on-line para fornecer feedbacks e fazer o acompanhamento de tarefas. “Foi preciso reinventar mecanismos de integração de times e disponibilizar equipamentos de escritório para que o trabalho fosse cumprido, tudo de um momento para o outro, sem períodos de testes”, analisa.

 

Amaro considera que essa etapa de adaptação já ficou para trás. “Grande parte das organizações encontrou novos métodos para manter seus colaboradores satisfeitos e produtivos, e benchmarks de home office circulam no mercado”, diz. As chefias aprenderam que o trabalho remoto ou jornadas mais flexíveis são uma tendência para o tão esperado pós-pandemia, assegura.

 

Mas o executivo lembra que a gestão do home office exige uma adaptação nas duas pontas: gestores e funcionários. Ambas precisam estar ainda mais alinhadas, com uma sensação de confiança mútua. “O resultado da pesquisa mostra que líderes e liderados conseguiram caminhar bem nesse sentido, mantendo uma frequência adequada de interação, com avaliações de entregas realizadas em ciclos mais curtos, uma prática de gestão cada vez mais recomendada.”

 

O diretor de recursos humanos da Ticket diz que o grupo de 550 funcionários tem estimulado mais conversas informais entre os times. “Isso ajuda a promover o desenvolvimento dos colaboradores e favorece a realização de eventuais correções de rota.”

 

Na opinião do gestor, programas de desenvolvimento funcional, ferramentas de trabalho apropriadas a expedientes a distância e a manutenção de políticas de benefícios também ajudam a pavimentar as metas de produtividade. Levantamento recente realizado pela Ticket com mil profissionais indicou que quatro em cada cinco entrevistados consideram que ter um auxílio saúde passou a ser mais importante na pandemia, diz.


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