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Cosan confia que Petrobras não terá mudança drástica


Fonte: Valor Econômico (17 de março de 2021 )
Guimarães, presidente do grupo: “Deveríamos encontrar algum mecanismo que não interfira [na política de preços] na Petrobras, como uma política pública” — Foto: Ana Paula Paiva/Valor

Diante das incertezas sobre a nova gestão da Petrobras e o futuro da política de preços de combustíveis, o presidente do grupo Cosan, Luís Henrique Guimarães, disse confiar na continuidade da venda de ativos da petroleira e que o alinhamento dos derivados aos preços internacionais será mantido, sem que a estatal seja usada para fazer subsídios. A Cosan tem interesse na aquisição da Gaspetro e da refinaria Repar (PR) e acompanha os desdobramentos da troca no comando da estatal. Além disso, o grupo planeja abrir o capital da Raízen e da Compass, mas, segundo executivos da empresa, o momento para a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) não está associado às decisões do futuro com comando da Petrobras.

 

Guimarães disse ontem, no “Cosan Day”, acreditar no “bom senso” nas discussões sobre os preços dos combustíveis. “Deveríamos encontrar algum mecanismo que não interfira na Petrobras, como uma política pública. Achamos que é com essa mentalidade que o governo está trabalhando”, afirmou o executivo, ontem, a jornalistas.

 

Ele destacou que há opções que podem suavizar as altas nos preços sem interferir na estatal, e citou, como exemplo, a criação de um fundo de estabilização. Sobre a proposta do governo de adoção da alíquota fixa de impostos por litro de combustível, Guimarães disse que o projeto é “uma boa ideia” para atenuar a volatilidade, mas que não garante redução nos preços.

 

O executivo afirmou que, até agora, não viu nenhum movimento que, na prática, mude a política de preços ou a venda de ativos da Petrobras. O diretor-presidente da Compass, Nelson Gomes Neto, também disse que a troca na presidência da estatal não deve mudar os programas a longo prazo.

 

A Compass, braço do grupo no gás natural, espera concluir a aquisição da fatia de 51% da Petrobras na Gaspetro no primeiro semestre de 2022, se for bem-sucedida na compra do ativo. Em paralelo, a Compass se prepara para uma abertura de capital. A empresa tentou o IPO no ano passado, mas a situação do mercado de capitais não foi favorável. “Quando tivermos o momento correto e entregarmos os resultados previstos no plano estratégico, vamos tentar novamente”, disse o diretor financeiro da Cosan, Marcelo Martins.

 

Sobre a entrada no segmento de refino, com a possível compra da Repar, Martins disse que o negócio está alinhado à estratégia da empresa, mas que a exposição ao setor vai ser limitada. “Não faremos aquisição sozinhos”, afirmou.

 

A Cosan também mantém o plano de realizar “nos próximos meses” o IPO da Raízen, joint venture com a Shell que representa a abertura de capital prioritária em comparação aos outros negócios do grupo. Segundo Martins, o momento do mercado “é o que dita a captação” e “parece favorável”. “Se, por alguma razão, o timing não for bom e tiver um grande impacto, vamos ter que repensar”.

 

O executivo afirmou que o acerto da compra da sucroalcooleira Biosev, controlada pela francesa Louis Dreyfus Company (LDC), em março deixou a Raízen “no tamanho adequado para ir a mercado”. A companhia quer atrair investidores focados na pauta “ESG” (ambiental, social e de governança) e disse que 70% de seu crescimento orgânico dos próximos anos deve ser puxado por energias renováveis, como etanol de segunda geração (celulósico), biogás, pellets para térmicas e energia solar.

 

Para Martins, a entrada da companhia no refino no Brasil “não polui” o portfólio porque a Raízen não quer comprar uma refinaria sozinha. Mas a estimativa de crescimento da empresa, puxada por renováveis, não considera no momento uma eventual compra de refinaria, disse Paula Kovarski, diretora de ESG e de relações com investidores da Cosan.

 

Segundo o diretor financeiro o “grande objetivo” de alocação de capital da Raízen para o futuro é o negócio de renováveis. A joint venture debate aumentar a produção de etanol celulósico em outros parques, além do atual em Piracicaba (SP), segundo Ricardo Mussa, presidente da companhia. Em um segundo momento, a Raízen quer vender a tecnologia proprietária desenvolvida em sua planta via cobrança de royalties.


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