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Brasil tem um centésimo da frota de drones agrícolas da China, diz Sindag


Fonte: Valor Econômico (10 de março de 2021 )

Na virada para 2021, a China tinha 100 mil drones agrícolas operando sobre 53,3 milhões de hectares de lavouras, de um total de 135 milhões de hectares cultiváveis no país — ou 7% das terras agricultáveis do planeta. Enquanto isso, no Brasil, 1,5 mil drones de uso agrícola – de um total de 79.673 equipamentos para diferentes aplicações – estavam cadastrados no Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (Sisant), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag).

 

A entidade elaborou um levantamento sobre o uso de drones agrícolas nos dois países com base em diversas fontes de dados. A estimativa do número desses equipamentos na agricultura chinesa é do Centro Internacional de Pesquisa em Tecnologia de Precisão em Aplicações de Aviação Agrícola da China, e a da área plantada chinesa, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

 

Até pelo tamanho da frota, os dois países também têm usado os drones agrícolas em situações distintas. Enquanto na China os dispositivos já estão entre as principais tecnologias de aplicação de defensivos e vêm substituindo o trabalho de uma mão-de-obra que usava o equipamento costal, no Brasil, eles servem à pulverização localizada, complementando um trabalho massivo feito por tratores e aviões. Segundo estudo da consultoria Ipsos, enquanto um agricultor com pulverizador costal consegue percorrer no máximo 0,1 hectare por hora, no mesmo tempo, um drone cobre até 13 hectares.

 

No Brasil, os drones agrícolas são usados hoje em áreas próximas a matas e encostas de rios, terrenos com muitos declives e em pequenas porções de terra que passam por ataques de pragas.

 

Como a pulverização de defensivos com drones continua a ganhar corpo no Brasil, o Ministério da Agricultura abriu uma consulta pública para regulamentar o uso do equipamento entre julho e setembro de 2020. Ela deve resultar na publicação de uma Instrução Normativa (IN) até abril deste ano.

 

A proposta abrange equipamentos de menos de 25 quilos e de 25 quilos a 150 quilos de peso total usados na aplicação de defensivos, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes. Os aparelhos de mais de 150 quilos deverão seguir as mesmas regras dos aviões agrícolas.

 

Na China, o fomento ao uso de drones se dá inclusive com subsídios, segundo o Sindag. O primeiro programa do gênero no país foi lançado em 2014, pela província de Henan, de acordo com a consultoria Ipsos. Na época, o governo local subsidiava 10% do valor de mercado de drones de cinco a nove quilos, 20% do valor de equipamentos de 10 a 34 quilos e 60% daqueles com mais de 35 quilos.

 

Mais tarde, a novidade se espalhou pela China. Em 2017, o governo central implantou um plano de apoio que financiava o equivalente a até R$ 25 mil (câmbio atual) da compra de aparelhos com capacidade para até 30 litros. O incentivo federal aumentou pouco a pouco e ganhou escala nacional em 2020.

 

Atualmente, os preços dos drones na China variam de R$ 10 mil a R$ 110 mil para quadricópteros de pulverização, e entre R$ 140 mil a R$ 240 mil para drones maiores, conhecidos como mini-helicópteros de pulverização. No caso dos drones para captação e processamento de imagens, o custo é de R$ 8,5 mil e R$ 32 mil para multirotores e de R$ 50 mil a R$ 300 mil para equipamentos de asa fixa, segundo levantamento e cálculos do Sindag.

 

No Brasil, a demanda por regulamentação foi apresentada inicialmente por entidades de ensino que ministram cursos para pilotos agrícolas remotos, setor ainda emergente no país. Na China, em 2019, o havia 67.218 licenças válidas de pilotos de drones (para diversos usos) e 200 centros de treinamento, conforme a Agência de Aviação Civil da China (CAAC, na sigla em inglês). Em 2014, eram apenas 244 pilotos certificados formados em 18 centros especializados.

 

Sobre as estatísticas industriais, a consultoria Ipsos informou que em 2013 havia 130 fabricantes de drones na China, número que foi a 1,2 mil em 2019. Entre as principais empresas fornecedoras para o segmento agrícola no mundo todo estão a DJI, XAG, TTA e Walkera.


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