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Brasileiros querem que desigualdade salarial acabe


Fonte: Valor Econômico (8 de março de 2021 )

 

Combater a desigualdade salarial entre homens e mulheres deveria ser uma prioridade nacional para 46% dos brasileiros, segundo uma pesquisa lançada hoje pela Ipsos e The Global Instituto for Women’s Leadership. A pesquisa entrevistou em janeiro a fevereiro 20.520 pessoas de 28 países, sendo mil do Brasil. Os brasileiros estão empatados com os espanhóis e ficam atrás apenas, em termos de concordância de prioridade, dos entrevistados do Chile, África do Sul, Bélgica e França. A média global é de 36%. “Os dados indicam que a maioria considera que essa questão é urgente, reflete problemas reais e precisa ser combatida agora e não no longo prazo”, avalia Priscilla Branco, gerente de public affairs na Ipsos Brasil.

 

Ela lembra, porém, que apenas 13% dos brasileiros acreditam que os impactos sociais, econômicos e de saúde negativos da pandemia serão maiores para o gênero feminino. “Grande parte das pessoas, em todos os países, acredita que os impactos vão ser ruins tanto para homens quanto para mulheres. Mas, no Brasil, o IBGE já mostrou como as mulheres, por exemplo, estão saindo em maior número do mercado de trabalho do que os homens”.

 

Entre as medidas que podem ser tomadas para combater a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, 41% dos brasileiros citam um melhor acesso ao sistema de saúde e 40% mencionaram o investimento em programas de criação de empregos. Na média global, a ação tida como a mais importante para 40% é o oferecimento de maior flexibilidade na jornada profissional. Além disso, mais de 55% de todos os entrevistados (mesmo percentual entre os brasileiros) querem saber quanto colegas que fazem o mesmo trabalho, na mesma posição, ganham. “Para além de abraçar a ideia da igualdade de gênero, as pessoas estão cobrando que empresas e governos tenham políticas e diretrizes para combater a desigualdade de gênero, e isso perpassa a transparência sobre os salários”.

 

O levantamento também investigou como os brasileiros enxergam, em termos de vocação, as profissões. Babás e enfermeiras são reconhecidas com uma área de atuação feminina para 73% e 41%, respectivamente. E também são ocupações mal pagas na visão de mais de 60% deles. Já as ocupações vistas como masculinas são melhor remuneradas: 57% dos brasileiros veem os banqueiros como uma área ocupada por homens e 51% acham a remuneração acima do justo. “Mudar essa percepção envolve não somente combater, de forma geral, a disparidade salarial, mas criar ações para que as mulheres ocupem mais posições vistas hoje como majoritariamente masculinas”, diz Priscilla.


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