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Covid-19 não afetou o desempenho das commodities, afirma Fernando Serra


Fonte: Agência Porto (2 de março de 2021 )

As commodities formam as mercadorias que mais afetaram a movimentação portuária brasileira, afirma o gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ, Fernando Serra. “Minério de ferro, soja e milho, bem como os insumos para o plantio das safras. Essas cargas possuem grande peso no resultado do crescimento na movimentação. Elas não sofreram com a Covid-19, pois os contratos de exportação são feitos no longo prazo, fazendo com que os embarques dessas mercadorias sejam contínuos, mesmo com a situação da pandemia”, destaca.

 

Por outro lado, frisa Serra, os granéis líquidos – petróleo e derivados – foram os que mais cresceram na movimentação total brasileira: “Com 14,8% de crescimento, puxaram o valor de 4,2%, observado no crescimento geral da movimentação de cargas no Brasil. Houve aumento nas exportações de petróleo e na cabotagem do pré-sal. Todos esses movimentos não se sujeitaram aos problemas causados pela Covid-19”.

 

Para o gerente da Antaq, o grande destaque do Estatístico Aquaviário 2020 divulgando segunda (1) é a grande capacidade dos portos brasileiros, sejam eles no regime de outorga de arrendamento ou concessão, cuja resposta às necessidades de escoamento das cargas para movimentos internos e de exportação e importação foi excepcional, mesmo em um ano de grande crise provocada pela pandemia da Covid-19.

 

“Falar de um número dentre tantos importantes é uma tarefa muito difícil, mas destacaria o grande crescimento dos portos localizados no chamado Arco Norte, cuja movimentação cada vez mais cresce, fazendo com que nossos fretes internos possam diminuir, e, consequentemente, tornar nossa competitividade no mercado internacional mais adequada ao volume da produção brasileira”, explica.

 

Ele destaca, também, o crescimento importante observado nos terminais de granéis líquidos, principalmente naqueles que movimentam petróleo, a exemplo do crescimento do Terminal T-Oil, localizado no Porto do Açu, que alcançou em cinco anos a marca de 29,6 milhões de toneladas movimentadas em suas instalações. “Grande resultado também obteve o Porto de Santos, com recorde em sua movimentação anual, que, apesar de ter queda no desembarque de contêineres da ordem de 10,9%, soube diversificar as mercadorias que lá são movimentadas, atingindo desempenhos elevados com a soja e açúcar, respectivamente, com aumento de 28,6% e 82,7%”, aponta.


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