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Webinar Agenda 2021 do Sistema CNT aborda novas ações para o transporte


Fonte: CNT (4 de fevereiro de 2021 )
Evento apresentou principais ações da CNT, do SEST SENAT e do ITL para o ano e reuniu especialistas e empresários do transporte para debater desafios e oportunidades

 

Em momentos de dificuldades e de grandes transformações é preciso pensar diferente, rever a rota e traçar um novo caminho, com novas ideias e ações. É preciso entender o que está acontecendo e, principalmente, ter a confiança do caminho a seguir. Hoje, esse horizonte guarda novas tecnologias, novos conceitos, formatos e modelos.

 

Para dar um panorama sobre o momento atual do setor de transporte, o Sistema CNT (Confederação Nacional do Transporte, Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte e Instituto de Transporte e Logística) promoveu, nesta terça-feira (2), o primeiro dia do webinar Agenda 2021. O evento, que teve transmissão ao vivo pelo canal do SEST SENAT no YouTube, abordou temas como modelos regulatórios, tributação no contexto da logística 4.0, inovação e competitividade, além de debate, com participação de empresários e representantes de entidades do setor.

 

Segundo o presidente do Sistema CNT, Vander Costa, o objetivo do evento é provocar e debater o que está programado para esse ano pós-pandemia. “Já aprendemos muito desde o começo da pandemia e a tecnologia veio para acelerar o nosso processo. Precisamos pensar no que temos que fazer antes de tomarmos decisões. Assuntos como a reforma tributária, que está vindo de uma forma diferente do que pensávamos, ainda precisam ser resolvidos. Mas estamos otimistas. Precisamos avançar no debate para fazer que o Brasil tenha um crescimento sustentável com o aumento do emprego e renda. E isso só virá com reformar estruturantes. E o momento é propício para isso”, disse.

 

Um dos palestrantes do primeiro dia, Edson Machado, professor do IBMEC (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), que falou sobre inovação e competitividade, destacou que o mundo pós-pandemia será ainda mais incerto. “O mundo está mudando e isso traz um desconforto. Isso acontece a cinco bilhões de anos e mudar faz parte de todas as nossas evoluções. Saímos do mundo VUCA (volátil, incerto, completo e ambíguo, na sigla em inglês), e passamos para um mundo BANI, onde vamos vivenciar um mundo pós-pandemia frágil, ansioso, não linear e incompreensível”.

 

Machado ainda ressaltou que o mundo está tentando novas possibilidades, com uma comunicação rápida, clara e em menos tempo. “Não vamos mais tomar decisões com opiniões e sim com dados. Quanto melhor o dado, melhor a decisão.” No caso da logística, Edson Machado cita que o setor terá grandes pontos de investimento e inflexões e que é preciso ter uma boa gestão financeira. “Na gestão de carga, frota e entrega já temos o 5G e localização em tempo real. O lado financeiro tem que trabalhar em duas pontas. Reduzir o custo e ampliar a receita. Para isso, é preciso capacitar o colaborador e rever processos. Também é preciso revisitar o produto e olhar o retorno do cliente. E por último é preciso ter uma gestão de mudança. É preciso mudar na velocidade do mundo”.

 

O caso da aviação

Depois, foi a vez de tratar de modelos regulatórios e da sua contribuição para a inovação, com o diretor-executivo da Embry-Riddle Aeronautical University, Israel Treptow, que citou que a indústria aérea é sujeita a externalidades, por isso precisa se manter competitiva para superar causas que estão fora de seu alcance. “Para isso é preciso inovar. As empresas mais preparadas passaram melhor pelas crises. Também é preciso seguir o tripé da sustentabilidade, que corresponde aos resultados de uma organização medidos em termos sociais, ambientais e econômicos. O social refere-se ao tratamento do capital humano de uma empresa ou sociedade. O ambiental, ao capital natural de uma empresa ou sociedade; e o financeiro é resultado econômico positivo de uma empresa”. Sobre a regulação no Brasil, Treptow cita que, no país, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vem fomentando a indústria com uma regulação participativa. “Os players são chamados e tentam coordenar os esforços da melhor maneira possível. Muito da nossa regulação é cópia da legislação americana, com estímulo a inovação, competitividade e liberdade tarifária, e por isso nossa indústria é uma das que mais inovam no país”.

 

Para o presidente da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), Eduardo Sanovicz, a inovação é o outro nome da aviação. “Durante a crise tudo que teve em termos de inovação tecnológica e de novos protocolos foi feito pelo setor aéreo. De reconhecimento facial a utilização de robôs. Isso nos mostra o tamanho do desafio que temos para voltarmos a trazer impactos positivos na economia. A aviação é sensível a economia e ainda vivemos números negativos. A partir de julho e agosto com uma vacinação de grande parte da população deveremos ter um crescimento”. Porém, Sanovicz, citou que temas como judicialização, aviação regional e o preço do combustível ainda continuam sendo questões importantes para o setor resolver. “Precisamos alinhar o nosso sistema regulatória ao modelo internacional, que nos permita ofertar o que o concorrente oferece ao redor do mundo”.

 

Tributação e inovação

O webinar também falou sobre a tributação no contexto da logística 4.0, com o sócio-fundador da Finance Consultoria, José Roberto Afonso. Durante sua fala, ele citou que o Brasil teria uma logística muito mais eficiente, acessível, barata e competitiva se soubéssemos utilizá-la de maneira eficaz, sem “irracionalidades tributárias”. “No nosso caso a tributação é o oposto da inovação. Quando olhamos para os Estados Unidos, podemos ver como a logística está atrelada ao seu crescimento. No caso do Brasil, o sistema tributário se preocupa apenas em arrecadar. Ele prejudica o empresário e o trabalhador. ” Afonso salientou que o sistema tributário do mundo não está preparado para as mudanças que estão ocorrendo na sociedade. “Temos a automação e uma parcela grande da população que não quer ter um local fixo de trabalho. São os nômades digitais, que trazem junto várias questões tributárias. Novas tecnologias e novos processos trazem muitas vantagens para o setor de transporte. Tanto na questão da agilidade como para as atividades tributárias. O setor de transporte tem muito para ensinar com sua expertise”.

 

Desafios para a recuperação

Para o CEO da Braspress, Urubatan Helou, o webinar trata de temas fundamentais para a logística do país. “Temos o viés institucional, que afeta o ambiente de negócio com um excesso de regulação, e o empresarial, que é da inovação e da competitividade. O conceito de indústria 4.0 chegou na logística, com uma interação tecnológica, e trouxe a junção do homem com a máquina. Na logística isso já acontece com hubs automatizados, com integração constante. Mas não é possível fazer isso com uma economia fraca, é preciso robustez”.

 

Para o CEO do Grupo Saritur, Rubens Lessa, a inovação está ajudando as empresas a se recuperarem. “Temos controles de pagamentos e receitas além de estarmos facilitando e investindo na utilização do transporte. Também estamos trabalhando na fidelização do cliente. Porém, ainda precisamos explorar nosso banco de dados para conhecer melhor o usuário”.

 

Nesta quarta-feira (3), o webinar debaterá a importância da mentalidade estratégica, qualificação e alto desempenho nas empresas do transporte. Veja aqui a programação completa e inscreva-se para participar.


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