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Combate ao covid, mobilidade, saneamento e empregos: os desafios do Condesb


Fonte: Santaportal (29 de janeiro de 2021 )
Susan Hortas / Prefeitura de Santos

 

ENTREVISTA – Para o recém-eleito presidente do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), Rogério Santos (PSDB), a saúde é o principal ponto a ser debatido com todos os representantes.

 

“Trouxemos a Paula Covas, diretora regional da Saúde, justamente porque precisamos de pessoas técnicas no conselho”, comentou Santos.

 

O enfrentamento da pandemia do novo coronavírus não pode ser feito de forma isolada por um município, segundo o prefeito de Santos. No entanto, ele descarta uma ação conjunta para furar as determinações do Plano São Paulo.

 

“Vamos todos seguir o Plano São Paulo. Estamos com uma taxa de ocupação das UTI em 43%, muito distante dos 70% da média do Estado. Mas o Ministério Público está em cima dos municípios. Somos obrigados a seguir, não podemos ser irresponsáveis”.

 

Questionado sobre um calendário unificado de volta às aulas na região, Santos disse que o assunto certamente renderá reuniões extraordinárias. “A troca de informações no conselho será muito importante nessa questão”, comentou horas antes da decisão da justiça de barrar o retorno às aulas presenciais no estado de São Paulo.

 

Mobilidade
Muito defendida na gestão do ex-prefeito Paulo Alexandre Barbosa, que presidiu o Condesb no último ano, a mobilidade metropolitana seguirá forte na pauta.

 

“O BRT (bus rapid transit, em inglês, ou ônibus de trânsito rápido, na tradução literal) é a solução para o litoral sul. Queremos fazer essa conexão entre os municípios do litoral sul com São Vicente, até o Barreiros. De lá para cá temos o VLT, que tem sua segunda fase já em andamento. A ligação entre Santos e Guarujá será pelo túnel. Inclusive temos uma sinalização do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, que prometeu a inclusão do projeto de construção do túnel no edital de concessão à iniciativa privada da gestão do Porto de Santos”.

 

Todavia, o presidente do Condesb ressalta que a ligação por hidrovias não pode ser descartada. “É uma característica da região e devemos explorar isso”.

 

Geração de empregos
Mesmo após anos de especulação, Santos ainda acredita que a região pode se tornar um polo forte para o setor de petróleo e gás.

 

“Temos uma base forte em Itanhaém, no aeroporto, um pólo industrial fortíssimo em Cubatão, além de toda atividade portuária em Santos e Guarujá. Temos infraestrutura para receber uma grande base de apoio às atividades offshore. Sabemos que muita coisa está concentrada no Rio de Janeiro e dependemos da Petrobras para avançarmos nisso, mas temos muitas áreas no Porto de Santos para desenvolver esse setor”.

A base de apoio às atividades offshore é o principal propulsor de empregos. Para cada emprego criado em uma unidade dessa, outros três são gerados em empresas terceirizadas. Isso sem falar nos setores de comércio e serviços.

 

Anteriormente, a Petrobras chegou a buscar áreas no Porto de Santos, mas desistiu por conta dos altos preços. A decisão fez com que a estatal seguisse concentrando as atividades no Rio de Janeiro, que possui uma infra pronta desde os anos 1970, quando iniciou a exploração da Bacia de Campos.

 

Moradias e saneamento básico
Logo após a eleição no Condesb, Rogério Santos afirmou que saneamento básico deveria ser um dos temas prioritários do grupo. Para ele, a região possui muitas áreas com problemas semelhantes, principalmente nas áreas de palafitas, comuns em Santos, Guarujá e Cubatão.

 

“Nenhuma solução de habitação é feita pensando apenas em um município”, comentou o prefeito, ao lembrar do conjunto residencial Tancredo Neves.

 

O conjunto habitacional Tancredo Neves 3, por exemplo, está sendo erguido em terreno cedido pela Prefeitura de Santos ao governo federal por meio da Cohab Santista, no bairro Cidade Náutica, em São Vicente.


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