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Segunda onda da covid afeta fusões e aquisições


Fonte: Valor Econômico (18 de janeiro de 2021 )

A segunda onda da pandemia ajudou a derrubar o número de fusões e aquisições de empresas no país em 2020. A queda foi de 9,3% no número de operações na comparação com 2019, segundo dados compilados pela KPMG que indicam declínio expressivo nos três últimos meses do ano passado. Ainda assim, o número de operações de fusão e aquisição (M&A, na sigla em inglês) registradas em 2020 foi o segundo maior na série histórica dos últimos 20 anos, perdendo apenas para 2019.

 

“Dada a gravidade do cenário gerado pela pandemia, a expectativa era de um resultado muito pior”, reconhece Luis Motta, sócio-líder da área de Assessoria em Fusões e Aquisições da KPMG no Brasil. “Os ativos de M&A estão correlacionados com o comportamento da economia”. No Relatório Focus divulgado pelo Banco Central há uma semana, a expectativa do mercado era de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha sofrido retração de 4,37% no ano passado.

 

O resultado acima do esperado em termos de fusões e aquisições é explicado em grande parte pelo aumento em 2020 no número de transações de M&A domésticas, ou seja, entre empresas de capital brasileiro. O incremento de 2% no total de operações domésticas – de 782 para 797 – foi suficiente para garantir o quarto recorde consecutivo de negócios deste tipo. “O tamanho das transações é menor e as operações estão muito concentradas em startups”, ressalva Motta.

 

Já as aquisições de empresas de brasileiros, estabelecidas no país, por companhias estrangeiras despencaram de 2019 para 2020. No ano passado foram registradas 264 dessas transações, ante 353 em 2019.

 

No cômputo geral, considerando todas as operações de M&A, foram registradas 1.117 fusões e aquisições em 2020, segundo a KPMG. De janeiro a março, com a pandemia ainda em seu estágio inicial no Brasil, o número de operações, desde 2003, chegou a 286 transações, seu maior patamar para o período (primeiro trimestre).

 

A arrancada perdeu força no segundo trimestre com agravamento da crise sanitária, mas o mercado se reaqueceu entre julho e setembro. “A estratégia de muitas empresas tradicionais para manter as operações na pandemia foi a de fazer aquisições domésticas”, diz Motta, citando fintechs – startups de tecnologia financeira – e empresas de logística como exemplos de negócios que atraíram investidores. Varejo e educação, por sua vez, foram setores que tiveram de se reinventar em função das restrições impostas pelo combate à covid-19, acrescenta.

 

Na análise por ramos de negócio, as fusões e aquisições de empresas de internet (sites, portais e aplicativos) concentraram a maior parte das operações, num total de 314 em 2020. Em segundo lugar, aparecem no ranking as empresas de tecnologia da informação, com 168 transações. A preponderância desses setores no que diz respeito ao número de transações vem se repetindo ao longo dos últimos anos, mas ganhou ainda mais relevância em meio à forçosa popularização dos canais digitais durante a pandemia.

 

“Via de regra, os dois últimos trimestres do ano costumam ser os mais intensos. O pessoal ‘engavetou’ muita coisa”, diz o sócio da KPMG, numa referência à desaceleração ocorrida entre outubro e dezembro. No período, foram registradas 255 transações, uma queda de 27,5% na comparação anual.

 

Para Motta, a tendência é de que o mercado de fusões e aquisições volte “com força” por causa das transações represadas. Mas essa recuperação depende de como a economia vai reagir à medida que a crise sanitária for se dissipando, a partir das medidas de prevenção e da cura da covid-19, frisa ele.

 

Estudo divulgado na semana passada pela consultoria PwC traça um cenário positivo, ainda que parcial, do mercado dessa onda de negócios no Brasil em 2020. Entre janeiro e novembro, a PwC registrou 909 fusões e aquisições, um aumento de 14% em relação a igual intervalo do ano anterior.


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