SOPESP NOTÍCIAS

Home   /   Eventos   /   Insumos pesam mais na cana, mas diesel em SP pode fazer movimentação volta à ponta

Insumos pesam mais na cana, mas diesel em SP pode fazer movimentação volta à ponta


Fonte: Moneytimes (15 de janeiro de 2021 )
Movimentação de máquinas e caminhões ficará mais cara na cana em São Paulo (Imagem: Pixabay)

 

Os efeitos da expressiva depreciação do real sobre os insumos fizeram os produtores de cana gastarem mais do que com a tradicionalmente mais elevada despesa de movimentação da matéria-prima. De agora para frente poderá haver empate, no mínimo, com o aumento do diesel que virá em São Paulo com a nova alíquota do imposto estadual.

 

O aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre adubação e defensivos foi suspenso pelo governador João Doria, mas não a alta de 12% para 13,3% sobre o combustível de petróleo – e sobre o etanol.

 

O custo de transbordo e transporte (CTT), via tratores e caminhões nas lavouras e pátios das usinas, poderá ter impacto com a nova taxa sendo repassada em cascata até chegar ao produtor, avalia Dênis Arroyo Alves, diretor-executivo da Organização das Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) e ex-executivo do Grupo Zilor.

 

Na média da safra 20/21, o CTT esteve numa faixa de 27% a 29%, enquanto o custo de produção com tratos culturais (fertilizantes e agroquímicos) já alcançou a banda de 30% a 33%, segundo o consultor Ricardo Pinto, da RP Consultoria. A responsabilidade é da dolarização de boa parte da matéria-prima importada para produção desses agentes.

 

Luiz Carlos Dalben, proprietário da Agrícola Rio Claro, com sede em Lençóis Paulista, concorda. E ainda lembra que, na sua região, o custo de aplicação sai em torno de R$ 250 por hectare.

 

Em termos gerais, no plantio, a adubação custou, na última safra, R$ 2,399 e os defensivos (inseticidas e herbicidas) R$ 764 por hectare para o produtor e ex-presidente da Ascana (associação do Médio Tietê). Nos tratos da cana soca (acima do segundo corte) o valor caiu um pouco, respectivamente R$ 1,250 e R$ 500.

 

Naturalmente isso varia também com o perfil produtivo de cada temporada, de acordo com clima, e também com a quantidade relativa do perfil da cana, se de ano e meio ou se de ano, conforme diz Ricardo Pinto.

 

Além da distância e das escolhas do produtor. Nesse caso específico, o produtor e presidente da Associação dos Fornecedores de Cana da Região Oeste Paulista, Apolinário Pereira da Silva Jr, acredita que sobre o valor relatado por Dalben tem o custo do frete para os produtores de Valparaíso e Araçatuba, entre outras micro-regiões. Pesa o frete da distância dos centros produtores próximos a São Paulo, Campinas e Paulínia, entre outros.

 

“Eu também costumo usar praticamente tudo de primeira linha e muita coisa de origem orgânica, o que encarece um pouco mais meu custo particular”, afirma ele.

 

Se não fosse suspenso o ICMS paulista sobre esses itens indispensáveis na produção, o CEO da RP Consultoria vê duas situações relativas ao impacto. A cana soca de 2020 de começo de safra, e colhida neste ano, já foi tratada em boa parte de suas necessidades de adubação e herbicidas, restando mais na frente um pouco mais de inseticida próximo à colheita.

 

Portanto, o fornecedor venderia esta cana – e as indústrias, seu mix -, este ano com pouco impacto do novo imposto.

 

Mas se eles fossem plantar cana de 1,5 ano, para ser cortada em 2022, os valores de gastos seriam impactados, avalia Pinto.

 

O empate ou novamente o CTT assumindo a liderança entre os mais significativos custos de produção, como lembrou Dênis Arroio Alves, da Orplana, ainda não leva em conta as altas do diesel através dos aumentos do petróleo, alvo de nova tentativa de paralisação dos caminhoneiros.


Mais lidas


O Covid-19 na Baixada Santista vem deixando uma alta taxa de ocupação de leitos na rede hospitalar na região. Atentos a isso e solidários a nossa população, vamos promover ações no Porto, para garantir cumprimento dos protocolos sanitários já definidos. Tudo isso através das competências da Santos Port Authority (SPA), do Sindicato dos Operadores Portuários […]

Leia Mais

Através de um investimento de 100 milhões de euros, a Tesla irá entregar os dois primeiros navios porta-contêinereselétricos à Holandesa Port-Liner, em Agosto.   Após a entrega, a Tesla entregará ainda mais seis navios com mais de 110 metros de comprimento, com capacidade para 270 contentores, que funcionarão com quatro caixas de bateria que lhes […]

Leia Mais

Os assistidos pelo Instituto Portus de Seguridade Social, o fundo de pensão dos portuários, obtiveram importante vitória na Justiça. O juiz José Alonso Beltrame Júnior, da 10ª Vara Cível de Santos, concedeu liminar em que determina a suspensão do aumento na contribuição dos participantes da ativa e aposentados.   A ação civil pública foi promovida […]

Leia Mais