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“Alô, CETESB!” trouxe à tona o “Lixo Plástico no Mar”


Fonte: CETESB (11 de janeiro de 2021 )

 

“Lixo no mar!” talvez se torne rapidamente uma expressão mais conhecida do que o famoso grito de “Homem ao mar!”, ouvido quando um tripulante cai de uma embarcação e é necessário resgatá-lo rapidamente. Isso porque, dada a atual situação de flagrantes frequentes de quantidades absurdas de lixo plástico nos oceanos e a tendência de piora – se nada for feito -, o futuro parece assustador. A Terra, mais uma vez, pede socorro!

 

Em razão da importância do tema, o “Alô, CETESB!” abordou o assunto. A diretora – presidente da Companhia, Patrícia Iglecias, apresentadora do programa, disponível no canal oficial da agência ambiental paulista no YouTube, entrevistou a gerente do Setor de Águas Litorâneas da CETESB, Cláudia Lamparelli, e o presidente da ABRELPE e da ISWA, Carlos Silva Filho, convidados para o bate-papo.

 

Na abertura, Patrícia Iglecias lança alguns dados que ilustram a gravidade do problema: “Você sabia que, anualmente, cerca de 8 milhões de toneladas de plásticos entram no oceano? Que atualmente, 90% das aves marinhas possuem fragmentos de plásticos no estômago? Que até 2050, teremos mais plásticos que peixes nos oceanos? Que os microplásticos estão entrando na nossa cadeia alimentar e estão presentes no no ar, água e solo? ”

 

A dirigente também destaca que a poluição marinha é um problema transfronteiriço, ou seja, compartilhado por todos os países. Que objetos plásticos viajam nas correntes oceânicas, colocando em risco ecossistemas e a vida selvagem. E que, se não houver mudanças sistemáticas urgentes na forma como o plástico é produzido, consumido e eliminado, a poluição do plástico deverá dobrar até 2030.

 

Cláudia Lamparelli, 34 anos de Companhia, sendo 24 como gerente do setor de águas litorâneas, fez uma introdução e deu um breve histórico sobre a temática, que é relativamente recente. Explanou a respeito do crescimento exponencial da produção de plásticos e do fato de o Brasil ocupar a 4ª posição de gerador de resíduos plásticos. Falou do aspecto referente à decomposição muito lenta do material; e dos impactos indesejáveis ao meio ambiente e à fauna marinha, lembrando que, além de muitos organismos morrerem pela ingestão ou contato, substâncias tóxicas envolvidas, como de coloração e aditivos, podem se acumular na cadeia trófica.

 

Mas como uma agência ambiental de um Estado, como São Paulo, pode contribuir para amenizar um problema de âmbito internacional? A especialista explica que uma das frentes de trabalho da Companhia é na gestão dos resíduos sólidos e no controle dos aterros sanitários. Ela lembra que se a destinação é correta, os resíduos não vão parar no mar. “No Estado de São Paulo, essa é uma questão praticamente resolvida!”, atesta, com base no dado oficial de que quase 98% dos resíduos sólidos domiciliares no território paulista têm destinação adequada.

 

Cláudia Lamparelli acrescenta que a CETESB está se capacitando para incluir, na Rede de Monitoramento de Águas Costeiras da agência ambiental paulista, existente desde 2010, um novo parâmetro, relacionado à presença de plástico no mar. “Nós fazemos amostragens de água e sedimento, em 69 pontos do litoral do estado, com uma série de parâmetros medidos, de qualidade, e incluiríamos mais um, que seriam os microplásticos”, afirmou.

 

O representante da ABRELPE e ISWA reforçou a importância do envolvimento de todos no combate ao lixo no mar. “É um problema local que acabou ganhando uma proporção global! Estudos da ONU e da ISWA indicam que 80% do lixo que vai parar no mar vêm das cidades”, informou. Carlos Silva Filho disse que, no Brasil, são 2 milhões de toneladas, por ano, de resíduos, que vão parar no oceano, o que daria, segundo ele, para cobrir 7 mil campos de futebol. Frisou: “A questão não é limpar o mar, mas prevenir que esses resíduos não cheguem nos corpos de água”.

 

Ele destacou o programa “Lixo fora d´água”, efetivado em parceria com a CETESB, desde 2018, iniciado em Santos, que identificou como principais “fontes de vazamentos de resíduos para o mar” as ocupações em áreas irregulares, os canais de drenagem que cortam a cidade em direção ao oceano, e as próprias praias e sua orla. Segundo o especialista, em Santos, foram registrados 58 tipos de resíduos, sendo que, desses 58, pouco mais de 50% são plásticos e 40%, bitucas de cigarro. Também, foi observada a participação significativa de itens plásticos de uso pessoal, como hastes flexíveis e pipetas “eppendorf” – microplásticos amplamente utilizados no narcotráfico – .

 

Carlos Silva Filho falou ainda dos avanços possíveis. “Como próximos passos, nossa ideia é de que os resultados desse projeto possam dar origem a políticas públicas de âmbito local e regional, no combate ao lixo no mar”. Ele também ressaltou que estão sendo formatadas metodologias, para que o maior número de cidades, no Brasil e no exterior, possam se apoderar de todo o conhecimento que está sendo gerado, “porque este é um projeto internacional”. Ele deu como exemplo a trilogia de vídeos tutoriais, de como fazer a coleta e a análise de resíduos nas praias. E finalizou, dizendo que o terceiro passo será um sistema de monitoramento permanente.

 

Patrícia Iglecias concluiu o programa informando, entre outros dados, que, no Brasil, só se recicla 1,28% do total de resíduos plásticos produzidos anualmente, sendo “um dos países que menos fazem reciclagem entre os 10 maiores poluidores”. E salientou a importância e o pioneirismo da CETESB, com as iniciativas e trabalhos relacionados à Logística Reversa (LR), sendo que, no Estado de São Paulo, entre 2018 e 2019, o número de empresas situadas em território paulista, que estão inseridas em planos de LR, cresceu 44%, representando mais de 1.800 empresas instaladas no estado, e mais de 2.800 empresas que atuam no estado.

 

Essas e muitas outras informações interessantes podem ser vistas no vídeo do “Alô, CETESB!” que enfocou a questão do “Lixo Plástico no Mar”. Se você não assistiu, confira. Vale a pena!


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