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Coronavírus hoje: Brasil tem maior número de mortes em um dia desde agosto e Tóquio entra em estado de emergência


Fonte: Valor Investe (7 de janeiro de 2021 )
— Foto: Getty Images

 

O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h de ontem (6).

 

O país registrou 1.266 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 199.043 óbitos desde o começo da pandemia. É o maior número de mortes registrado em um só dia desde 18 de agosto. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 729. A variação foi de -1% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença.

 

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 7.874.539 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 62.532 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 36.367 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -19% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de queda nos diagnósticos.

 

Oito estados e o Distrito Federal apresentaram alta na média móvel de mortes: RJ, DF, AM, RO, RR, TO, CE, PB e SE.

 

Regras de aquisição de vacinas

O presidente Jair Bolsonaro editou ontem a Medida Provisória (MP) 1026/21, que flexibiliza regras para facilitar a aquisição de vacinas e insumos. O texto possibilitará a aquisição de insumos e vacinas em fase de desenvolvimento e antes do registro sanitário ou de autorização de uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A ideia do governo é dinamizar o processo de aquisição de vacinas.

Além disso, a MP flexibiliza normas de licitação, possibilitando que as partes estabeleçam termos contratuais sobre eventual pagamento antecipado, inclusive com a possibilidade de perda do valor antecipado, hipóteses de não penalização da contratada, bem como outras condições indispensáveis para obter o bem ou assegurar a prestação do serviço.

 

MP sobre riscos da vacina

Medida provisória firmada na noite de ontem pelo presidente Jair Bolsonaro obriga profissionais de saúde a informar “potenciais riscos e benefícios” da vacina contra o novo coronavírus antes de aplicar os imunizantes que tenham tido autorização emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

A regra está no artigo 16 da MP e ficou em linha com o desejo do presidente Jair Bolsonaro, que diversas vezes defendeu que as pessoas assinem um termo de responsabilidade antes de tomar as vacinas.

 

Além disso, segundo a MP, os profissionais de saúde terão de “informar ao paciente ou ao seu representante legal’ que a vacina “ainda não tem registro na Anvisa e que teve o uso excepcionalmente autorizado pela Agência”.

 

Belo Horizonte

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), divulgou ontem à noite um vídeo nas redes sociais anunciando que publicará nesta sexta-feira um decreto para fechar a cidade a partir de segunda-feira (11). A medida acontece por causa do aumento dos casos de covid-19.

 

“Chegamos ao limite da covid-19. Não tive outra alternativa. Não vamos fazer de Belo Horizonte um pandemônio porque estamos a dias da vacina e do fim dessa tragédia”, afirmou. “Repito, me desculpem, mas governar não é agradar”, acrescentou.

 

Vacina da Bayer

A multinacional alemã Bayer afirmou hoje que irá colaborar com a CureVac no apoio à fabricação e ao fornecimento da vacina contra a covid-19 que a biofarmacêutica também alemã está desenvolvendo, a CVnCoV, baseada em código genético e em fase 3 dos testes clínicos. As informações são da agência de notícias Dow Jones.

 

Segundo o acordo, o conglomerado químico e farmacêutico vai apoiar a CureVac com operações em países da União Europeia e nos mercados adicionais a serem selecionados, a fim de facilitar o fornecimento de centenas de milhões de doses.

 

A CureVac será a responsável por obter autorização de introdução do produto nos mercados.

 

Os termos financeiros do negócio não foram divulgados.

 

Em março, o presidente americana Donald Trump tentou sem sucesso convencer o CureVac a transferir sua pesquisa sobre a vacina da Alemanha para os Estados Unidos. A empresa avançou com seu trabalho na Alemanha, observando respostas à vacina em camundongos e, em seguida, lançando testes clínicos em julho.

 

Mutação na África do Sul
A nova variante do coronavírus identificada na África do Sul e que estaria ligada à nova escalada de casos no país, não apenas é mais infecciosa do que as outras formas do vírus, como também pode tornar algumas vacinas contra a covid-19 menos eficazes, segundo aponta um estudo da universidade sul-africana de KwaZulu-Natal.

 

Equipe de pesquisadores da universidade comandada pelo cientista brasileiro Tulio de Oliveria tenta entender o comportamento da nova cepa do coronavírus, conhecida como 501Y.V2. A expectativa é que as vacinas contra a covid-19 já aprovadas funcionem contra essa nova variante, mas os pesquisadores não descartam a possibilidade da mutação afetar a forma como vírus responde à vacina.

 

“Neste momento, achamos que a vacina pode ser um pouco menos eficaz”, disse Oliveira ao “Financial Times”. “[Mas] entre todas as variedades de vacinas que estão chegando ao mercado, ainda temos uma forte confiança que algumas delas serão bastante eficazes.”

A mutação em questão, chamada de E484K, muda o “domínio de ligação ao receptor”, uma parte chave da proteína S (spike) que o vírus usa para entrar nas células humanas.

 

Os achados da equipe de Oliveira foram divulgados na terça-feira, mas ainda não revisados por especialistas. Os pesquisadores descobriram que “linhagens do coronavírus surgidos na África do Sul e no Brasil, portadoras da mutação E484K, terão uma susceptibilidade muito reduzida à neutralização pelos… anticorpos séricos de alguns indivíduos”. No entanto, o efeito foi muito mais forte em algumas pessoas do que em outras, segundo o estudo.

 

Peru
O presidente do Peru, Francisco Sagasti, anunciou ontem que o país fechou um acordo de compra de 38 milhões de doses da vacina da Sinopharm contra a covid-19, segundo a agência de notícias Dow Jones. Os imunizantes da farmacêutica chinesa estão em teste no Peru e 1 milhão de doses devem ser entregues ainda neste mês.

 

O país já havia fechado um acordo com a AstraZeneca para receber 14 milhões de doses de vacina, que começam a ser entregues em setembro.

 

Estados Unidos
Os Estados Unidos registraram nas últimas 24 horas um novo recorde de mortes por covid-19. A doença fez mais 3.865 vítimas no país na quarta-feira, de acordo com dados compilados pela Universidade Johns Hopkins, o maior número desde o início da pandemia.

 

Além disso, mais 250 mil novos casos da doença foram confirmados ontem, de acordo com a Johns Hopkins. O número de hospitalizados por causa da doença superou 132 mil, segundo o Covid Tracking Project, também um novo recorde. Mais de 23,7 mil pessoas estão em unidades de terapia intensiva (UTI).

 

O programa de vacinação lançado pelo governo continua mais lento do que o previsto. A hesitação por parte de funcionários de casa de repouso está atrasando a aplicação das doses nessas instituições, disse a CVS Health Corp.

Europa
Os novos “lockdowns” decretados na Europa para conter um agravamento da pandemia de covid-19 já afetam 230 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

O diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, disse nesta quinta-feira, durante uma entrevista coletiva, que o novo ano trouxe novas oportunidades e ferramentas para controlar o vírus, como as vacinas, mas pediu que ciência, política e tecnologia se unam para enfrentar a pandemia.

 

Kluge vê o surgimento de novas variantes do vírus, como a cepa de disseminação mais rápida descoberta no Reino Unido, como um “novo desafio” e pediu mais medidas em alguns países para que as curvas de infecção sejam controladas.

 

O próprio Reino Unido anunciou um novo confinamento na Inglaterra para conter a nova variante. Alemanha, Itália e outros países também reforçaram medidas já em vigor para tentar diminuir o crescente número de casos da doença.

 

Desde o início da pandemia, a Europa registrou mais de 26 milhões de casos de covid-19. Desse total, 580 mil pessoas morreram, segundo os dados da OMS.

 

Portugal
Portugal informou ontem que registrou mais 10.027 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, um novo recorde desde o início da pandemia, e deve prorrogar um estado de emergência declarado pelo governo para enfrentar a disseminação do vírus.

 

Os números foram divulgados pelo Ministério da Saúde pouco antes de o presidente do país, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciar que ficará isolado nos próximos dias após um funcionário próximo a ele ter sido infectado pelo Sars-CoV-2, o vírus que causa a doença.

 

Além da alta de casos, Portugal continua a registrar um aumento no número de hospitalizados com a doença. Segundo os dados do governo, 3.293 pessoas estavam internadas hoje, 33 a mais do que ontem. Desse total, 513 pacientes estão em unidades de terapia intensiva (UTI).

Para lidar com o avanço da doença, o Parlamento de Portugal deve votar ainda hoje uma extensão por uma semana do estado de emergência declarado pelo governo, que termina amanhã.

 

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse que o sistema de saúde do país está enfrentando uma “grande pressão” e que o país terá “dias duros” pela frente, pedindo que toda a população contribua para diminuir a disseminação da covid-19.

 

Japão
O primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, declarou hoje (7) um novo estado de emergência em Tóquio e nos seus subúrbios por um mês por causa do aumento de casos da covid-19.

 

Ele fez o anúncio, durante uma reunião com um painel de especialistas, “devido ao sério sentimento de perigo perante a rápida expansão nacional (do vírus)”.

 

A declaração de emergência implicará novas restrições ao horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais considerados não essenciais, bem como o pedido de permanência dos cidadãos em casa, embora sem incluir o internamento obrigatório, entre outras medidas.

 

O Japão ultrapassou pela primeira vez cinco mil infecções diárias devido ao novo coronavírus, a maioria em Tóquio.

 

Em todo o país foram registrados 5.307 novos casos, o primeiro número acima dos cinco mil desde o início da pandemia, havendo níveis de recordes diários em várias cidades, segundo estatísticas divulgadas pela televisão estatal NHK.


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