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Seringa, agulha e logística: o que está por trás da vacinação da COVID-19


Fonte: ABOL (21 de dezembro de 2020 )

Para uma vacinação contra a COVID-19, ter um imunizante seguro e eficaz é o primeiro passo. Mas além disso, é necessário ter uma rede logística para fazer o transporte do laboratório até os locais de aplicação. Também é preciso ter à disposição uma série de insumos, como seringas e agulhas. De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, todo o plano deve custar em torno de 20 bilhões de reais.

 

Segundo o Ministério da Saúde, não há uma previsão exata de quando vai começar a vacinação contra a COVID-19 no Brasil. O governo federal vai trabalhar com uma data somente depois que um imunizante for registrado junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Também não há um número exato de quantas pessoas serão imunizadas, mas o governo federal tem acordos de compra da vacina com a AstraZeneca – 100 milhões de doses – e com o consórcio internacional Covax Facility – 42 milhões de doses. Há ainda um contrato com a Pfizer/BioNTech, para mais 70 milhões de doses.

 

Ou seja, seriam necessárias mais de 200 milhões de seringas e agulhas para vacinar 100 milhões de brasileiros, uma vez que todas as vacinas necessitam de duas doses.

 

A indústria de produtos para a saúde pontua que mesmo que não haja uma data de início da campanha de vacinação, já é possível preparar a cadeia de insumos para que não ocorra desabastecimento.

 

Em entrevista exclusiva à EXAME, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para a Saúde, que representa 215 empresas no país, Fernando Silveira Filho, disse que as primeiras conversas com o setor foram feitas no meio do ano e depois não receberam mais nenhum pedido do governo federal.

 

“Não sabemos quais serão as vacinas, a quantidade de doses, quanto se dará essa vacina. Precisamos também saber os grupos etários, para fazer frente ao início da campanha e sabermos quanto será disponibilizado. É isso que vai determinar todo o cronograma. Essa é a grande preocupação da indústria para que exista esse planejamento de forma estruturada”, explica.

 

De acordo com o vice-presidente de saúde da DHL Supply Chain, Marcos Cerqueira, todo transporte de uma vacina importada deve levar pelo menos um dia para chegar até a um centro de distribuição no Brasil. A empresa é especialista em fazer este tipo de logística.

 

“No caso do processo de distribuição de seringas e de suprimentos existe uma capacidade de produção local. Essa cadeia começa dentro de casa. E o laboratório precisa fazer a entrega desses materiais às secretarias municipais e estaduais”, explica.

 

Outro ponto que se discute é sobre a temperatura em que a vacina será acondicionada. No caso da vacina da Pfizer/BioNTech, que precisa ficar em uma temperatura de cerca -70ºC, a própria farmacêutica está pensando em soluções, como caixas de transporte que podem manter o produto na validade por 30 dias.

 

“Todo esse aparato logístico e equipamentos precisarão estar sendo muito bem preparados, mantidos e acompanhados para que não haja solução de continuidade, ou ruptura de qualquer natureza. Recentemente, nós vimos no Norte um apagão prolongado, imagina se isso estivesse ocorrendo no instante da distribuição das vacinas para aquele estado”, ressalta Cesar Meireles, presidente da Associação Brasileira de Operadores Logísticos.


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