SOPESP NOTÍCIAS

Home   /   Eventos   /   Moratória para soja no Cerrado restringe acesso de produtores a mercados, diz Cargill

Moratória para soja no Cerrado restringe acesso de produtores a mercados, diz Cargill


Fonte: Moneytimes (18 de dezembro de 2020 )
A legislação brasileira permite que os proprietários de terras desmatem até 80% da vegetação nativa no Cerrado (Imagem: REUTERS/Denis Balibouse)

 

A eventual imposição de uma moratória para a soja no Cerrado, aos moldes do que ocorre na Amazônia, pode restringir o acesso de parte dos produtores rurais a mercados internacionais mais exigentes, disse nesta quinta-feira o presidente da Cargill no Brasil, Paulo Sousa.

 

Isso porque, segundo ele, alguns agricultores de maior porte conseguiriam comprovar ao mercado a adequação às condições da moratória, mas grande parte dos produtores encontraria dificuldades.

 

“Um produtor vai ser aceito e ter acesso a mercados, e outros vão ser excluídos”, afirmou Sousa durante evento online promovido pelo instituto educacional Insper.

 

ara ele, este seria o pior cenário. “O sistema exportador de soja no Brasil não foi feito pra isso”, acrescentou, sobre a possibilidade de desigualdade entre agricultores.

 

Nesta semana, um grupo de empresas internacionais pediu por meio de uma carta que grandes tradings de commodities deixem de comprar soja associada ao desmatamento do bioma.

 

A carta ainda sugeria definir 2020 como uma data limite para a proibição de novos desmatamentos e conversões de terras para áreas de soja no Cerrado, algo que Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) considerou inviável.

 

Em linha com o posicionamento do CEO da Cargill, o presidente da Abiove, André Nassar, disse à Reuters na terça-feira que “impor uma data limite significaria excluir produtores mesmo quando eles ampliam as áreas legalmente”.

 

A legislação brasileira permite que os proprietários de terras desmatem até 80% da vegetação nativa no Cerrado.

 

Sousa destacou também que muitas discussões sobre a sustentabilidade da soja acontecem fora do Brasil, com a participação de pessoas que “as vezes não conhecem a realidade da soja brasileira”.

 

Ele citou, por exemplo, as queimadas no Centro-Oeste que acontecem anualmente e por vezes não estão associadas à produção rural.

 

Para esclarecer estes temas, Sousa acredita que o primeiro passo é “trazer estas discussões de volta para o Brasil”, com a participação do setor produtivo, companhias, consumidores e “as empresas que são vocais na Europa, que sejam aqui também”, disse, sobre os críticos.

 

“Esse é o primeiro passo para acabar com a polarização, onde cada um fica xingando em um canto”, acrescentou.


Mais lidas


Celebramos hoje (12) o Dia Internacional da Enfermagem, data escolhida em homenagem ao aniversário de Florence Nightingale, considerada a pioneira da enfermagem moderna.   Para quem não sabe, a profissão tem origem milenar e data da época em que ser enfermeiro era uma referência a quem cuidava, protegia e nutria pessoas convalescentes, idosos e deficientes. […]

Leia Mais

Os assistidos pelo Instituto Portus de Seguridade Social, o fundo de pensão dos portuários, obtiveram importante vitória na Justiça. O juiz José Alonso Beltrame Júnior, da 10ª Vara Cível de Santos, concedeu liminar em que determina a suspensão do aumento na contribuição dos participantes da ativa e aposentados.   A ação civil pública foi promovida […]

Leia Mais

Por causa da curvatura da Terra, a distância na qual um navio pode ser visto no horizonte depende da altura do observador.   Para um observador no chão com o nível dos olhos em h = 7 pés (2 m), o horizonte está a uma distância de 5,5 km (3 milhas), cada milha marítima igual a 1.852 […]

Leia Mais