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Presidente da Fiep destaca a importância da não paralisação do Porto de Paranaguá


Fonte: Folha do Litoral (17 de dezembro de 2020 )
Federação divulgou o resultado da 25.ª Sondagem Industrial (Foto: Gelson Bampi/Fiep)

 

A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) divulgou, em coletiva de imprensa on-line, na manhã de quarta-feira, 16, os resultados da 25.ª Sondagem Industrial. A pesquisa foi realizada entre 15 de outubro e 26 de novembro com representantes de empresas de diferentes portes em todas as regiões do Estado e revelou que 68% dos participantes acreditam que 2021 será um ano de retomada para o setor. O presidente da Fiep, Carlos Valter Martins Pedro, destacou a importância da não paralisação dos trabalhos nos portos paranaenses na pandemia nesse processo.

 

Mesmo diante das dificuldades enfrentadas por diversos segmentos ao longo deste ano pandêmico, 68% dos participantes da sondagem acreditam que 2021 será um ano de retomada para o setor. A mostra coletada representa mais de 50 mil estabelecimentos industriais de 37 segmentos, que geram 792 mil empregos no Estado.

 

Segundo o presidente da Fiep, a continuidade dos embarques nos portos paranaenses ajudaram a sustentar o otimismo do setor para o próximo ano. “As ações da Portos do Paraná foram imprescindíveis, tenho que destacar também o apoio do Governo do Estado para que os portos não fechassem, havia toda uma situação. Imagina a safra e toda a produção paranaense sem o escoamento dos portos, que bateu recordes atrás de recordes de embarques. Isso foi fundamental e é uma notícia que deve ser valorizada, tanto a ação do porto em si, quanto o apoio que o governo deu para que nós, enquanto indústria, principalmente da agroindústria, não sofrêssemos uma tragédia de não cumprimento de contratos”, afirmou Carlos.

 

Ele também lembrou que os portos não só tiveram condições de manter as operações, como bateram recordes.

 

“Foram batidos recordes de embarque e eficiência, nosso porto significa uma capacidade, nós suportamos cerca de 50% do que o porto de Santos tem, mas eles têm três vezes mais capacidade de embarque que o Porto de Paranaguá. Ou seja, nós somos o primeiro em eficiência nesse embarque. Seria uma tragédia se tivéssemos que fechar o Porto de Paranaguá durante a pandemia, o que não aconteceu, pelo contrário, trabalharam mais”, disse Carlos.

 

Quase 70% do setor está otimista

A sondagem realizada pela Fiep revelou que, mesmo diante das dificuldades enfrentadas por diversos segmentos ao longo deste ano, 68% dos participantes acreditam que 2021 será um ano de retomada para o setor.

 

Os empresários justificam o otimismo com uma expectativa de aumento das vendas de seus produtos, sinalizado por 71% deles. Já 40% apostam em abertura de novos mercados, 34% devem fazer novos investimentos, 33% devem incorporar novos modelos de negócios e 31% acreditam em um controle da pandemia do Coronavírus no País.

 

O resultado da Sondagem ficou abaixo do registrado no ano passado, quando 79% dos empresários estavam animados com 2020. Para o presidente da Fiep, Carlos Valter Martins Pedro, o nível de otimismo menor se justifica pelo momento de incertezas.

 

”O dado sinaliza uma preocupação, mas também que o empresário acredita que a economia e, principalmente sua atividade, estão em uma trajetória de recuperação”, destaca. “Mas é importante lembrar que mesmo com uma visão positiva sobre o futuro da economia, o industrial entende que não se pode perder de vista a implementação de ações concretas para a retomada em 2021, assim como para a melhoria do ambiente de negócios no País, no longo prazo, por meio de medidas como as reformas fiscal, tributária e administrativa”, completa.

 

Retomada dos investimentos

Para o economista da Fiep, Marcelo Alves, a retomada dos investimentos é um forte sinal de recuperação. “Seja em ampliação de estrutura, aquisição de maquinário, aumento de postos de trabalho ou em inovação é um ponto importante para manter a competitividade”, avaliou Alves.

 

Quando questionados diretamente sobre essa intenção, 69% dos gestores confirmaram a disposição de investir em inovação e melhoria de processos, produtos ou serviços, ampliação de capacidade produtiva, redução de custos e melhoria da qualidade.

 

“Essas prioridades indicam estratégias de reposicionamento de mercado, aumento da capacidade produtiva e manutenção ou ampliação da competitividade”, diz o economista.

 

O economista que também participou do estudo, Evânio Felippe, lembrou que cerca de 60% das empresas que investirão em suas atividades produtivas informaram que vão lançar mão de recursos próprios para financiar suas iniciativas.

 

“A série histórica da Sondagem Industrial mostra que esse comportamento vem se mantendo ano após ano. Isso se explica, em linhas gerais, pela dificuldade de acesso, a burocracia e o alto custo do crédito no Brasil, além dos riscos de endividamento”, analisou. Segundo Evânio, na comparação com anos anteriores, caíram as intenções de empréstimos junto aos bancos. Em contrapartida, as cooperativas de crédito e fintechs vêm se tornando cada vez mais atrativas para financiamento de investimentos.


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