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Temporada de cruzeiros: navegar é possível (e seguro)?


Fonte: Estadão (15 de dezembro de 2020 )
Roteiros no MSC Preziosa estão previstos nesta temporada, ainda pendente de aprovação do governo Foto: MSC Cruzeiros

 

Quando o calor começa a pegar por aqui, navios de cruzeiros aportam vindos da Europa para os cruzeiros pelo Brasil e pela América do Sul. Não em 2020. Como tudo neste atípico ano, os roteiros a bordo de transatlânticos seguem indefinidos. Inicialmente marcada para 15 de novembro com sete embarcações, a temporada brasileira se mantém um imbróglio. Após adiamentos, ainda aguarda aprovação do governo federal e tem início previsto agora para 16 de janeiro, com dois navios. Há outras opções confirmadas, no entanto, para quem pretende navegar no próximo verão. Embarcações menores podem ser alugadas no litoral brasileiro ou, para quem prefere água doce, outras percorrem rios da Amazônia e do Pantanal.

 

“Continuamos a trabalhar de forma construtiva com as autoridades para que possamos oferecer uma opção de férias segura e responsável para os brasileiros, após este momento desafiador para todos. É dessa mesma forma que temos realizado cruzeiros para mais de 30 mil clientes no Mediterrâneo, desde meados de agosto, onde a nossa operação continua em andamento, pois nosso protocolo de saúde e segurança demonstrou que pode proteger efetivamente os hóspedes, a tripulação e as comunidades que os navios visitam”, afirma o diretor geral da MSC Cruzeiros no Brasil, Adrian Ursilli.

 

O protocolo para a temporada 2020/2021 está há meses sob avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Grupo Executivo Interministerial (Gei). Em setembro, a Costa Cruzeiros anunciou o cancelamento da temporada brasileira. A companhia teria três navios, Fascinosa, Luminosa e Pacífica.

 

A MSC inicialmente traria quatro para a América do Sul, um deles dedicado a embarques na Argentina. Se a temporada for aprovada para janeiro, a empresa prevê roteiros em apenas dois, Seaview e Preziosa. Entre as medidas propostas estão testes para covid-19 em todos os passageiros pelo menos duas vezes por viagem (de antígeno e PCR, se necessário) e para a tripulação no mínimo três vezes antes do embarque e semanalmente a bordo.

 

Instalações e serviços médicos serão aprimorados para tratar pacientes com suspeita de covid-19, isolados em cabines separadas. Nas escalas, os hóspedes irão desembarcar só nas excursões da MSC, em bolhas sociais, para que os padrões de segurança da companhia sejam mantidos. A capacidade dos navios será reduzida ( ainda não há números confirmados). “Muitas atividades do turismo já foram reiniciadas no Brasil. Nosso abrangente protocolo é único e não está disponível em nenhum outro setor de viagens”, garante Ursilli.

 

Enquanto esta temporada permanece indefinida, MSC e Costa investem na divulgação dos roteiros para o verão 2021/2022. Para lidar com um público desconfiado, as empresas apostam em flexibilidade: pacotes com condições especiais de remarcação e promoções para quem comprar antecipadamente (saiba mais sobre os navios previstos  e leia também o protocolo proposto pela MSC para esta temporada no fim desse texto).

 

Roteiros fluviais na Amazônia e no Pantanal

Ainda neste verão, Amazônia e Pantanal oferecem a possibilidade de fazer cruzeiros por rios do Brasil. Com suas saídas regulares suspensas desde março, a Cap Amazon retoma as operações em janeiro de 2021, da base em Alter do Chão, no Pará. “Com a pandemia, tivemos imediatamente uma preocupação muito forte em proteger tanto as comunidades locais como a tripulação e, claro, nossos clientes”, afirma Jean-Philippe Pérol, administrador da empresa, à frente de duas embarcações com roteiros pelo Rio Tapajós, a Amazon Dolphin e a Belle Amazon.

 

“Foi criado um protocolo sanitário detalhado respeitando todas as regras, com destaque para o fato de ter uma cabine sempre reservada para isolamento ou outras emergências sanitárias.” As regras de segurança da Turismo Consciente, que opera os dois navios, têm como referência orientações da OMT, da Anvisa, e da Organização Mundial da Saúde (OMS), além das recomendações para pequenas embarcações de cruzeiro elaboradas pela Adventure Tourism Trade Association (Atta), entidade global de turismo de aventura. Entre as medidas haverá funcionários responsáveis pela implantação e pelo monitoramento do protocolo.

 

Os viajantes recebem um kit na chegada; entre outros itens, contém máscara, álcool em gel e peróxido de hidrogênio, para a higienização de celulares e telas. “Sem dúvida os nossos barcos são mais seguros e mais fáceis de adaptar às novas regras sanitárias. Dentre os fatores mais favoráveis, possuímos ar-condicionado individual nas cabines, e não central, além de amplas janelas para ventilação, e temos baixa densidade de pessoas no barco”, afirma o administrador da Cap Amazon, com previsão de roteiros ao longo de 2021 inteiro em Alter do Chão, com duração de quatro a seis dias.

 

As duas embarcações, que já navegaram pela região dos rios Negro e Amazonas, agora se dedicam ao turismo fluvial no Pará. Com trilhas na floresta e paradas em praias e comunidades ribeirinhas, os programas são criados para mostrar atrações naturais e culturais. O navio Belle Amazon foi reformado no ano passado, e o Amazon Dolphin passava por renovação desde fevereiro e acaba de ser reinaugurado no início de novembro. “Basicamente os roteiros serão os mesmos, mas a nova embarcação vai abrir oportunidades, pois poderá fazer viagens mais longas devido à potência e ao conforto superior”, diz Pérol.

 

No Pantanal, o barco Kayamã navega pelo Rio Paraguai de novembro a fevereiro. Vendido pela Transmundi, o roteiro inclui flutuação em nascente, visita a cachoeiras da Serra da Bodoquena e safári fotográfico em fazenda pantaneira. A viagem de sete dias começa em Bonito ou Corumbá, ambas no Mato Grosso do Sul. Atualmente, segundo a operadora, o barco está funcionando com 80% da sua capacidade total, para um máximo de 50 pessoas. “Torna a viagem bem mais intimista, e a programação é sempre feita ao ar livre. Pode se considerar mais seguro”, diz explica Marco Aurelio Andrade, do Marketing da Transmundi.

 

Para Jessé Reis Alves, infectologista do ambulatório de Medicina do Viajante do Hospital Emílio Ribas, é difícil quantificar o tamanho do risco levando em consideração só o porte da embarcação, já que os grupos são de procedências diferentes. A exceção é a locação por pessoas que convivem entre si. “Quando esse grupo aluga um barco, é como se estivesse dentro de casa, só que confinado em uma embarcação. Mas as pessoas devem ficar atentas ao interagir com outras”, diz.

 

Aluguel de barco no litoral brasileiro

A locação com marinheiro é mais comum no Brasil do que na Europa, lugar de origem da Nautal, plataforma na qual proprietários oferecem suas embarcações para locação. Fundada na Espanha em 2013, a startup mantém em torno de 30 mil barcos em seu portfólio, está presente em 67 países e acaba de ser comprada pela francesa Click & Boat, em julho de 2020. Chegou ao Brasil no ano passado e conta com cerca de 430 embarcações.

 

“O objetivo da Nautal é atender todos os públicos, desde famílias até casais ou grupos de amigos que desejam viver a experiência com um barco de aluguel, seja para festas ou passeios diferentes em alto mar, de forma privativa e com fácil acesso. O cliente pode buscar por opções de meio período, um dia inteiro sem pernoite ou até uma semana”, diz Kimberly Abad, no cargo de Marketing Manager Brazil da empresa. O período de locação é outra diferença entre brasileiros e europeus.

 

Enquanto lá são comuns aluguéis de embarcações por mais de uma semana, aqui são mais curtos, de algumas horas a no máximo uma noite a bordo. A maior parte dos barcos disponíveis para aluguel pela Nautal no Brasil se concentra no Sudeste, no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. Para quem paga por um marinheiro na locação, ele cuida da rota e da condução do barco e também dá dicas dos melhores pontos para visitação e comenta curiosidades sobre a região. Quando há pernoite no aluguel, ele pode ser parado em um ponto do litoral, dependendo do roteiro e do que for combinado. “Há a possibilidade de pernoitar em alto mar, por exemplo, dependendo do lugar em que os viajantes param próximo ao fim de noite”, conta Kimberly.

 

Segundo ela, o Brasil reúne características ideais para o setor náutico. “É um país famoso por suas deslumbrantes praias e pela beleza de suas regiões banhadas pelo mar, com destinos em destaque como Angra dos Reis (RJ), Rio de Janeiro e Guarujá (SP), chamando a atenção de turistas nacionais e internacionais, que buscam vivenciar a experiência de navegar”, diz. “Queremos que, como em outros países, a atividade de aluguel de barcos seja reconhecida como uma atividade de lazer acessível.”

 

Quais os riscos nos navios de cruzeiros?

Logo no início da pandemia, o segmento de cruzeiros chamou a atenção da opinião pública com o caso do Diamond Princess. Passageiros e tripulantes permaneceram a bordo por cerca de um mês no Japão, em torno de 700 pessoas se contaminaram e 13 morreram. Depois, as companhias suspenderam suas operações mundiais. No meio do ano, alguns navios voltaram a navegar no Hemisfério Norte. Para minimizar riscos, em Cingapura os cruzeiros “para lugar nenhum” da Royal Caribbean e da Genting Cruise, sem escalas e com embarque e desembarque no mesmo lugar já se tornaram uma tendência. Os preços começam em R$ 4 mil, em média.

 

A Organização Mundial do Turismo (OMT) e a Organização Marítima Internacional (IMO na sigla em inglês) recentemente ressaltaram a importância da indústria de cruzeiros, que responde por 1,2 milhão de empregos e contribui com US$ 150 bilhões para a economia global a cada ano, sendo especialmente importante para países que são ilhas no Caribe e no Pacífico.

 

Mas o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, agência dos Estados Unidos que considerava cruzeiros como risco de nível 3 (alto para covid-19), subiu agora para nível 4 (muito alto). O órgão recomenda que se evite viagens em navios, marítimas ou fluviais, justificando que a exposição à transmissão é maior e que houve casos de covid-19 em cruzeiros. Um deles foi no Paul Gauguin, embarcação de luxo no Sudeste Asiático na qual um dos cerca de 150 passageiros testou positivo para a doença.

 

“Já virou meio clichê dizer, mas a pandemia não acabou. Uma liberação total neste momento só vai piorar. Cada um tem de decidir por si, mas esse tipo de locais propiciam confinamento com aglomeração. Um cruzeiro junta milhares de pessoas com muitas possibilidades de contaminação. É muito difícil não aglomerar na hora da alimentação, no lazer, no trânsito dentro do navio. mesmo que não haja uma interação, muitas vezes os ambientes vão ser fechados. É um risco muito plausível”, afirma Jessé Reis Alves, infectologista do ambulatório de Medicina do Viajante do Hospital Emílio Ribas.

 

O médico pondera que mesmo a testagem pode gerar uma falsa sensação de segurança. “O PCR feito em um indivíduo não garante que ele não vá se contaminar no momento seguinte. Ele também pode estar com uma carga viral muito baixa, que não acuse no exame.”

 

Temporada de cruzeiros 2021/2022

Com a expectativa de vacinas contra o coronavírus para 2021, Costa e MSC já anunciaram novidades para o verão seguinte. Ao divulgar que não participaria mais da temporada brasileira 2020/2021, a Costa Cruzeiros também abriu as vendas para a próxima, com dois navios. O Favolosa navegará aqui por quase cinco meses. Com partida de Santos, do Rio de Janeiro e de Itajaí (SC), os cruzeiros incluem tanto roteiros para o Nordeste quanto para a Argentina e o Uruguai.

 

O Costa Toscana será inaugurado no Brasil, com seu primeiro roteiro no Réveillon; saída de Santos em 26 de dezembro de 2021 e paradas nas baianas Ilhéus e Salvador. A bordo dele, também será realizada a 17ª edição do temático Dançando a Bordo, com partida em 13 de março de 2022. Irmã do recém-inaugurado Costa Smeralda, a embarcação terá 13 restaurantes, 18 bares, área de spa com 16 salas de tratamento, parque aquático com toboáguas e quatro piscinas. A capacidade é para até 6.730 hóspedes em 2.663 cabines, incluindo uma nova categoria com varanda e terraço.

 

Para a temporada 2021/2022, a MSC anunciou quatro navios com embarques no Brasil e mais um que trará hóspedes da Argentina vindo para destinos brasileiros. Daqui para a Bacia do Prata, o MSC Sinfonia parte de Itajaí (SC) para viagens de seis a oito noites e o MSC Splendida sai de Santos em roteiros de sete noites. O MSC Preziosa fará esses destinos com embarque no Rio e pernoite em Buenos Aires, além de minicruzeiros de Santos para escalas no Sul e no Sudeste e viagens de cinco a oito noites do Rio para o Nordeste. Atualmente está em vigor nas vendas da companhia a promoção de segundo hóspede grátis.

 

Pela primeira vez, o MSC Seaside virá ao País; terá cruzeiros de seis a oito noites, de Santos em direção ao Nordeste. Irmão do Seaview, esse navio possui uma promenade que envolve todo o navio, um aquapark, cinco piscinas, 13 hidromassagens, duas tirolesas, boliche, cinema XD, o MSC Aurea SPA e dez restaurantes.

 

Quem leva

Marítimo

Cruzeiro 2020/2021: Passando por Ilha Grande (RJ), Salvador, Maceió e Búzios (RJ), sete noites no MSC Seaview custam desde R$ 3.448 sem taxas (valor do primeiro hóspede) no site da empresa – saída em 16/1/2021 de Santos. Site: msccruzeiros.com.br.

 

Temporada 2021/2022: O Costa Toscana parte de Santos em 20/2/2022 para viagem de sete noites e faz paradas na Bahia, em Ilhéus e em Salvador. Por pessoa, a partir de R$ 2.213, sem taxas. Site: costacruzeiros.com.

 

Aluguel de barco: O valor na Nautal varia conforme duração, barco, destino e extras. Sete dias para quatro pessoas em veleiro saem desde R$ 3.500. Um dia de passeio para cinco custa a partir de R$ 500. Preços incluem marinheiro. Site: nautal.com.br.

 

Fluvial

Amazônia: O pacote por pessoa sai por R$ 6.900 em cabine dupla, para saída regular com quatro dias – saídas previstas para 2021. O valor inclui traslados, atividades e refeições e bebidas a bordo. Site: cap-amazon.com.

 

Pantanal: Em acomodação dupla, custa R$ 5.998 por pessoa. Esse valor contempla parte aérea saindo do Rio ou de São Paulo, duas noites de hotel em Bonito, uma noite em Corumbá, passeios, refeições com bebidas a bordo, traslados e seguro-viagem. Site: transmundi.com.br.

 

Protocolo proposto pela MSC para a temporada 2020/2021

O que a companhia divulgou sobre o protocolo de saúde e segurança proposto para os roteitos deste verão:

 

“Em meados de agosto, nos tornamos a primeira grande companhia de cruzeiros a retomar a navegação após a paralisação global da indústria em março, causada pela pandemia em terra. O MSC Grandiosa, o nosso mais novo navio, partiu no domingo, 16 de agosto, de Gênova, na Itália, com hóspedes a bordo para a primeira de suas viagens de 7 noites no Mediterrâneo Ocidental.

 

Isso foi possível após a aprovação das autoridades competentes na Itália, Malta e Grécia do protocolo de saúde e segurança líder da indústria, projetado para proteger o bem-estar de todos os hóspedes, tripulantes e comunidades a serem visitadas.

 

Este protocolo, que foi projetado desde o início para se adaptar a situação de saúde oscilante em terra, foi recentemente reforçado em linha com a atual evolução da pandemia no continenteeuropeu, com uma série de medidas rigorosas aprimoradas.

 

As medidas adicionais incluem:

• Teste adicional de antígeno para covid-19 a bordo para todos os hóspedes no meio do cruzeiro, além da testagem universal pré-embarque existente para todos os hóspedes;

 

• A frequência dos testes de toda a tripulação durante o seu tempo a bordo aumentou de duas vezes por mês para semanalmente, que é adicional aos testes pré-embarque para toda a tripulação e outras medidas de monitoramento de saúde contínuas;

 

• Aumento da frequência da higienização a bordo, em particular de áreas públicas e pontos tocados com frequência;

 

• Estreitamento da definição de contato próximo para fins de rastreamento, reduzindo o tempo que os indivíduos ficam em contato de 15 minutos para 10 minutos.

 

O nosso protocolo é baseado em nove pilares, muitos dos quais foram adotados por outras empresas de cruzeiros, a Cruise Lines Industry Association (Clia) e companhias aéreas internacionais e aeroportos.

 

1. Teste para covid-19 em todos os hóspedes pelo menos duas vezes por viagem;

2. Teste para covid-19 em toda a tripulação pelo menos três vezes antes do embarque e semanalmente a bordo;

3. Apenas excursões em terra protegidas, como “bolhas sociais” organizadas;

4. Ventilação HVAC com ar fresco;

5. Resposta de contingência que não sobrecarrega a infraestrutura de saúde locais;

6. Espaço de isolamento a bordo e rastreamento, incluindo contatos próximos;

7. Uso de máscaras;

8. Distanciamento físico – auxiliado pela capacidade reduzida do navio;

9. Monitoramento contínuo da prevalência da COVID-19.

 

Nosso protocolo, com suas medidas recentemente implementadas, continua a ser gerenciado por uma força-tarefa multifuncional composta por especialistas internos nas áreas de serviços médicos, saúde pública e sanitização, serviços de hotelaria, aquecimento e ventilação, ar-condicionado, sistemas de engenharia a bordo, tecnologia da informação e logística.

 

Também contratamos a consultoria especializada de renome mundial Aspen Medical para auxiliar no desenvolvimento inicial do protocolo e dos procedimentos da empresa e continuamos a trabalhar em estreita colaboração com o nosso Grupo Blue-Ribbon de Especialista em covid-19 para apoiar o trabalho continuamente. O grupo inclui:

 

• Professor Christakis Hadjichristodoulou, Professor de Higiene e Epidemiologia, da Faculdade de Medicina e Vice-presidente, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade de Tessália, na Grécia;

 

• Professor Stephan J. Harbarth, Epidemiologista Hospitalar, Especialista em Doenças Infecciosas e Chefe do Programa de Gestão Antimicrobiana nos Hospitais da Universidade de Genebra e Faculdade de Medicina;

 

• Doutor Ian Norton, Médico Especialista em Emergência, com pós-graduação em Cirurgia, Saúde Internacional e Medicina Tropical, atualmente diretor da Respond Global, anteriormente chefe do programa de Iniciativa da Equipe Médica de Emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2014 até janeiro de 2020.

 

O nosso protocolo abrangente de saúde e segurança, líder do setor, oferece:

• Triagem universal de saúde dos hóspedes antes do embarque, que compreende três etapas abrangentes: verificação da temperatura, questionário de saúde e até dois testes para covid-19 (de antígeno e PCR, se necessário) antes do embarque. Para os membros da tripulação, isso inclui: um primeiro teste no país de origem; um segundo teste ao chegar no porto; um terceiro e decisivo teste após um período de isolamento obrigatório antes de se juntar ao restante da tripulação.

 

• Medidas elevadas de higienização e limpeza, apoiadas pela introdução de novos métodos de limpeza com o uso de produtos desinfetantes de nível hospitalar.

 

• Distanciamento social possibilitado, entre outras medidas, pela redução da capacidade geral de hóspedes a bordo, permitindo mais espaço nas áreas públicas do navio (aproximadamente 10m2 por pessoa, baseado na capacidade máxima de 70% permitida a bordo do MSC Grandiosa).

 

• Instalações e serviços médicos aprimorados, com um número maior de profissionais altamente qualificados e treinados e equipamento necessário para testar, avaliar e tratar pacientes com suspeita de covid-19, com a disponibilidade de tratamento gratuito, 24 horas por dia e sete dias por semana, no Centro Médico a bordo para qualquer hóspede com sintomas. Cabines dedicadas para isolamento também estão disponíveis para permitir o isolamento de qualquer caso suspeito e contatos próximos.

 

• Monitoramento contínuo da saúde durante o cruzeiro. Os hóspedes e tripulantes têm sua temperatura verificada diariamente quando voltam de terra ou em estações dedicadas pelo navio para monitorar o estado de saúde de cada hóspede e membro da tripulação. Além disso, as medidas agora incluem testagem na metade do cruzeiro para os hóspedes e semanalmente para a tripulação durante sua estadia a bordo.

 

• Visitas em terra protegidas: os hóspedes só desembarcam como parte das excursões organizadas da MSC Cruzeiros em uma “bolha social”, que mantém os mesmos altos padrões de medidas de saúde e segurança que eles experimentam a bordo. Isso garante, por exemplo, que os transfers sejam devidamente higienizados e que haja espaço adequado. Os guias turísticos e os motoristas também passam por triagem de saúde, incluindo testes, e usam EPIs adequados.

 

• Um plano de resposta de contingência que será ativado se um caso suspeito for identificado, em estreita cooperação com as autoridades nacionais de saúde. O caso suspeito e os contatos próximos seguirão medidas de isolamento e são desembarcados de acordo com as regulamentações locais e nacionais.”


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