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Setor de tecnologia recomenda atualização de contrato de teletrabalho


Fonte: Valor Econômico (9 de dezembro de 2020 )
Pixabay

 

Empresas do setor de tecnologia, que colaboraram para garantir o trabalho remoto de milhares de pessoas em isolamento, também estudam manter seus modelos de home office de forma permanente após a pandemia.

 

Formalizar os contratos contemplando o teletrabalho é uma das recomendações da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a um setor que faturou R$ 495 bilhões em 2019 e emprega mais de 1,56 milhão de profissionais, considerando as áreas de software, serviços, telecomunicações, entre outras.

 

Um estudo feito pela Brasscom sobre a adoção do setor ao teletrabalho, contando com a participação de 25 empresas associadas, mostra que 83% pretendem seguir com o trabalho remoto de forma definitiva.

 

“Precisamos começar a avaliar as coisas boas e identificar os impactos importantes do telebrabalho no setor para conversar também com o poder público a respeito, evitando problemas futuros”, disse Laércio Cosentino, presidente do conselho de administração da Brasscom, em entrevista ao Valor.

 

Funcionários mais satisfeitos
O estudo consolidado no fim de agosto revela que a propensão de muitas empresas para manter o teletrabalho resulta de fatores como o aumento da produtividade observado entre 51% das empresas participantes da pesquisa, a melhora da satisfação dos funcionários para 94% e a redução no número de afastamentos para 40% das empresas.

 

Na avaliação de Sergio Paulo Gallindo, presidente executivo da Brasscom, a divulgação de cronogramas de vacinação contra a covid-19 no país pode elevar ainda mais a perspectiva de adoção do home office no setor. “Se as empresas adotarem tecnologia para tornar o teletrabalho uma prática mais eficiente é bem provável que esse número aumente”, afirma.

 

Formalização
Uma das regras estabelecidas pela lei 13.467, de julho de 2017, que alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é de que o teletrabalho precisa ser formalizado como um aditamento do contrato de trabalho individual para determinar como ele vai funcionar nas empresas.

 

“Acreditamos que as empresas cumprirão com suas responsabilidades legais para que não sofram nenhum tipo de sanção”, afirma Sergio Paulo Gallindo, presidente executivo da Brasscom. Até a data da enquete feita pela associação, 65% das empresas formalizaram seus contratos de trabalho.

 

Entre os aspectos legais do trabalho remoto, o que mais preocupa 82% das empresas é a responsabilização sobre a ergonomia e segurança do trabalho dos funcionários em casa. O segundo item mais preocupante é a responsabilidade com o custeio de infraestruturas para 59% dos participantes, seguido pelo controle de produtividade e jornada para 47% das empresas.

 

O teletrabalho também prevê o controle de jornada. O diagnóstico do setor mostrou que 45% das empresas reportaram um volume de horas extras estável em relação ao período anterior à pandemia. Já 35% tiveram aumento e 20% registraram redução das horas extras.

 

Ímã de talentos
Na avaliação da entidade, o trabalho remoto tem favorecido a atração de talentos, ponto crítico no setor de tecnologia que pode chegar a 264 mil vagas não preenchidas em 2024. “Hoje, quando a gente liga para um engenheiro de software para propor uma contratação, se o trabalho for presencial, o candidato não quer nem ouvir as proposta”, conta Benjamin Quadros, vice-presidente do Conselho de Administração da Brasscom.

 

Subvenção de gastos
Subsidiar uma parte dos gastos dos funcionários com acesso à internet e energia elétrica também está na pauta do setor. A maioria dos itens de suporte enviados aos funcionários em home office envolveu computadores e acessórios. O acesso à internet foi bancado por 40% das empresas e ajuda em custos com energia elétrica foi oferecida por 10%.

 

A associação recomenda que as empresas do setor avaliem custear uma parte dos gastos com internet e energia dos funcionários, levando em conta que o trabalho remoto vai reduzir estes custos nos escritórios.

 

“Lembramos que a lei não obriga, mas como empresa é preciso garantir que as pessoas trabalhem bem e uma conexão ruim não causa boa impressão”, lembra José Formoso, vice-presidente do Conselho de Administração da entidade.


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