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Tokarski defende classificar portos com condições de receber navios maiores para investimentos


Fonte: ABTRA (17 de novembro de 2020 )
De acordo com o diretor, os portos concentradores devem ser dotados de estrutura para receber navios contêineres maiores.

 

Embora a movimentação nos portos organizados no país venha apresentando crescimento ao longo dos anos, a questão da infraestrutura, sobretudo de acesso aos berços de atracação, ainda dificulta o recebimento de navios maiores e a inserção do Brasil em mais rotas comerciais. Diante desse cenário, e considerando as condições econômicas do país, o diretor da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), Adalberto Tokarski, defende que seja utilizado um critério de classificação dos portos com o objetivo de priorizar investimentos. A afirmação foi feita durante o 38º Enaex, realizado nesta sexta-feira (13).

 

De acordo com Tokarski, atualmente apenas de cinco a seis portos no país estão em condições de receber navios de 12 mil TEUs. Segundo ele, esses são os chamados portos concentradores que devem ser dotados de estrutura para receber navios contêineres maiores. “Recebemos hoje 11 mil TEUs enquanto no mundo tem navios com 22 mil TEUs navegando em linhas estratégicas”, destacou Tokarski.

 

Ele afirmou que navios maiores exigem calado mais profundo, boca maior e mais contêineres. E para cada um desses itens, implica na melhoria da infraestrutura portuária com em dragagem, ampliação das dimensões do cais e pátios, entre outros. Portanto, significa a necessidade de grandes investimentos nos portos organizados. O diretor lembrou que, ao contrário dos portos privados que assumem os próprios riscos para soluções logísticas de seus terminais, com os portos organizados é diferente. “O (porto) público tem que pensar diferente do privado, tem que ter uma estratégia”, frisou.

 

Uma das propostas da Antaq em termos de investimentos nos portos organizados passa pela desburocratização. A agência defende formas de arrendamento simplificado como possibilidade de reduzir áreas ociosas dos portos, oferecendo para empresas menores por um período de 10 anos de concessão, por exemplo. “Manter áreas ociosas tem gerado muito custo para as autoridades portuárias”, disse o diretor.

 

O diretor do Departamento de Navegação e Hidrovias do Ministério da Infraestrutura (DNHI), Dino Batista, também presente ao evento, afirmou que a estratégia dos portos concentradores pode aumentar a conectividade interna entre os portos. Segundo ele, esse é um dos objetivos do Projeto de Lei nº 4199/2020, o BR do Mar. “A ideia é permitir, dentro dessa estratégia de concentração que a gente tenha carga feeder chegando, realmente, a todos os portos brasileiros”, disse.

 

Batista apresentou ainda dados do Datamar que trazem a expectativa de que a movimentação de contêineres cresça 6,5% ao ano no Brasil nos próximos cinco anos. Segundo ele, isso deve trazer benefícios para o mercado nacional, além de ajudar a alterar a dinâmica do transporte marítimo na região no cone sul. Batista afirmou que portos como de Santos e Rio Grade, com um calado mais adequado que o atual podem recepcionar grandes embarcações que não conseguem ser recebidos em países como Uruguai e Argentina.


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