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“Temos que incorporar também o conceito do Arco Nordeste”, diz presidente da Fenop


Fonte: ABTRA (4 de novembro de 2020 )

Aquino defende que a região Nordeste precisa receber a mesma forma de tratamento que foi dado ao Arco Norte e à logística das regiões Sul e Sudeste.

 

Embora os portos da região Nordeste venham apresentando um desempenho cada vez melhor ao longo dos anos, a logística de transportes, sobretudo pelas rodovias e ferrovias ainda carece de mais investimentos. Uma das principais reivindicações dos setores ligados à exportação de mercadorias é a retomada das obras de construção da ferrovia Transnordestina, que pode aumentar o potencial de transporte para os principais portos da região, em especial o Porto de Suape (PE).

 

Para uma maior eficiência logística e sinergia entre os principais portos da região Nordeste, assim como já vem ocorrendo em outras regiões do país, o presidente da Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop), Sérgio Aquino, propõe uma estratégia logística para àquela região que ele denominou de Arco Nordeste. “Uma referência à mesma denominação que foi dada ao Arco Norte e que vem dando muito certo. Existe um planejamento harmônico entre os portos como os do Pará, Vila do Conde, por exemplo,”, disse Aquino.

 

Catálogo da Indústria Marítima

De acordo com ele, o governo federal vem dando ampla atenção à logística da região Sudeste, especialmente a portos estratégicos como o de Santos e Vitória, assim como também aos portos da região Sul, como destaque para o Porto de Paranaguá. Ele destacou que até mesmo a região Norte, possivelmente considera mais desafiadora, teve seus impasses superados em razão de uma maior atenção dada e aos investimentos feitos.

 

Aquino lembrou ainda que o projeto original da Transnordestina, em uma primeira etapa, contemplaria principalmente o Porto de Suape, mas em um segundo momento também o Porto de Pecém (CE), ambos muito importantes para a região. Ele lembrou que o Suape e também o Porto de Itaqui (MA) vêm se destacando pela excelente gestão que vem sendo feita com estratégia e planejamento. No entanto, enquanto o Itaqui já possui ligação ferroviária o Porto de Suape ainda não.

 

“O governo precisa dizer o que ele quer com relação à Transnordestina. A gente sabe do embaraço, das questões contratuais, mas é preciso definir caminhos. Enquanto isso, no momento o que se vê são muitos materiais e trilhos abandonadas na obra, e tudo isso gasto com dinheiro público”, pontuou Aquino. Ele frisou, porém, que se sente confortável em fazer sugestões, pois considerada que o governo vem trabalhando de forma sinérgica e, principalmente, após o recente lançamento do Plano de Investimentos que seria um plano de estado com previsões para investimento de 30 anos.


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