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Primeira fase da Operação Relíqua, no Porto de Santos, é encerrada


Fonte: Santaportal (8 de outubro de 2020 )
Divulgação/Ibama

 

PORTO DE SANTOS – Depois de 20 dias, foi encerrada a Operação Relíqua, varredura no Porto de Santos, que tinha como objetivo identificar cargas de produtos perigosos abandonadas. Ao todo foram vistoriados 54 terminais no cais santista, além de indústrias de Cubatão. A operação teve como objetivo prevenir que graves acidentes, como o registrado no porto de Beirute, no Líbano, em agosto, ocorram na região.

 

A operação foi coordenada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e contou com o apoio da Autoridade Portuária de Santos, a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), a Receita Federal, as polícias Federal e Militar, o Exército, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq, o órgão regulador do setor), a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), a Agência Nacional de Transportes Terrestres e Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

 

De acordo a agente ambiental federal Ana Angélica Alabarce, responsável pelo Ibama na região, após esta primeira etapa de vistorias, começa uma nova fase, que envolve a elaboração de relatórios com base nos resultados obtidos nestes 20 dias de operação.

 

“Fizemos vistorias, colhemos elementos para serem analisados. Estou muito satisfeita e contente porque o Porto de Santos está seguro. Ele é muito controlado pelo Exército, SPA, Polícia Federal e outros órgãos. O que nós encontramos nesta vistoria de 54 terminais foram que todos estão adequados e não apresentam riscos”.

 

Ainda segundo ela, a operação realizada no cais santista deverá ser replicada a outros portos do País.

 

“Segundo o que nós conversamos com o Exército, ela já entra no calendário anual, como Relíqua Produtos Perigosos, porque nós também temos a Relíqua Cargas Abandonadas. Essa operação vai servir de modelo e já está sendo analisada por Brasília para que possa ser estendida a todos os portos do Brasil. Já temos convites para implantarmos no Porto de Itaqui, no Maranhão, de Paranaguá (Paraná), e de Suape, em Pernambuco. Vamos agora discutir para tornar esse projeto-piloto uma operação muito importante”.

 

Operação

O sinal de alerta para os riscos de cargas perigosas no cais santista foi aceso depois da tragédia na região portuária de Beirute , no início de agosto. A explosão provocou tremores comparados a um terremoto de magnitude 3,3 na escala Richter. O número de mortos passou de 170. Mais de 6 mil pessoas ficaram feridas na capital do Líbano.

 

As causas da explosão ainda não foram confirmadas. A suspeita é de que 2.750 toneladas de nitrato de amônio estavam armazenadas de maneira incorreta há anos na região portuária da capital libanesa.

 

Na Baixada Santista, a movimentação e a armazenagem de nitrato de amônio ocorre no Terminal Marítimo do Guarujá (Termag), na Margem Esquerda do Porto (Guarujá). Na Margem Direita (Santos), não há armazenamento e, quando há operação deste produto, ela é feita com descarga direta para caminhões (que deixam a zona portuária de imediato). No ano passado, mais de 2,2 milhões de toneladas de fertilizantes foram desembarcadas no complexo.

 

Como o nitrato de amônio é produzido em Cubatão, no Complexo Industrial da Yara, a instalação também será vistoriada pela Operação Relíqua. A empresa, especializada em fertilizantes agrícolas, atua em escala global na produção, mistura, armazenamento e distribuição do insumo a partir da cidade.


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