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Governadores abordam potencial de logística verde no Norte Export


Fonte: Fórum Brasil Export (30 de setembro de 2020 )

 

A Assembleia Geral do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, composta pelos governadores da região, foi realizada na manhã desta terça-feira como parte da programação do Norte Export. A tônica foi a importância do debate sobre a logística verde.

 

O encontro também contou com a participação de presidente do BNDES, Gustavo Henrique Moreira Montezano, que falou dos projetos para a região e ressaltou que a retomada da economia verde é uma tendência não só do Brasil, mas global, e que a região tem vocação natural para receber investimentos em infraestrutura, turismo e biotecnologia.

 

Estiveram presentes o governador Waldez Góes, do Amapá; Gladson de Lima Cameli, do Acre; Flávio Dino, do Maranhão; Wilson Miranda Lima, do Amazonas; Antônio Denarium, de Roraima; Helder Barbalho, do Pará; além dos vice-governadores Wanderlei Barbosa, de Tocantins; e Zé Jodan, de Rondônia. O evento também contou com a participação de Ted Lago, presidente da Emap (Empresa Maranhense de Administração Portuária).

 

Waldez Góes, governador do Amapá
Wilson Lima, governador do Amazonas
Flávio Dino, governador do Maranhão
Antônio Denarium, governador de Roraima
Helder Barbalho, governador do do Pará
Gladson de Lima Cameli, governador do Acre
Wanderlei Barbosa, vice-governador do Tocantins
Zé Jodan, vice-governador de Rondonia

 

 

 

 

 

 

 

Os governadores e vice-governador estavam reunidos para a Assembleia Geral do Consórcio, onde foram apresentados os resultados das discussões do 21º Fórum de Governadores, realizado entre os dias 22 e 24 de setembro último, que teve como objetivo debater como transformar a Amazônia Legal em uma região competitiva, integrada e sustentável.

 

O evento teve apresentação do CEO do Fórum Brasil Export, Fabrício Julião. Waldez Góes, que, além de govenador do Amapá também é presidente do Consórcio do bloco regional, saudou os organizadores do Fórum Brasil Export e disse que se sentia honrado pelo Amapá ter sido escolhido para sediar o primeiro fórum regional no Norte do país.

 

Em sua apresentação, ele afirmou que os Estados, juntos, reúnem projetos que somam R$ 20 bilhões.

 

“Estamos falando de uma logística mais sustentável, do maior rio do mundo, a custos menores”, afirmou Góes.

 

O governador do Amapá ressaltou ainda que esses projetos podem beneficiar não só quem vive na região amazônica, mas também agrega valor para todo o Brasil e comunidade internacional.

 

O governador do Amazonas, Wilson Lima, afirmou que a região amazônica é o lugar mais desafiador do país para fazer a questão logística. “Além das distâncias, temos o período sazonal, de secas e cheias”, afirmou. Segundo explicou, uma viagem que dura 12 dias no período da cheia pode ser ampliada em até 26 dias na época da seca, o que pode interferir no abastecimento de insumos básicos para os municípios, já que, segundo estimou, 90% deles têm acesso pelos rios. Lima disse ainda que Estado do Amazonas tem 24mil km de vias navegáveis e que elas precisam ter uma melhor estrutura para serem navegáveis.

Separar o joio do trigo

Após os detalhes trazidos pelo vice-governador de Rondônia, Zé Jodan, o governador do Maranhão, Flávio Dino, falou de diversos projetos no Estado, inclusive os investimentos previstos para o porto de Itaqui. Presente ao evento, presidente da Emap (Empresa Maranhense de Administração Portuária), o Ted Lago, complementou a fala do governador.

 

Dino destacou em sua fala que é dever de todos os governantes cuidar as pessoas, entretanto, afirmou não ser incompatível com a proteção ao meio ambiente. Ele disse ser necessário “separar o joio do trigo” ao se referir às atividades ilegais daquelas legalmente constituídas e que trazem benefícios à região.

 

“Há uma visão às vezes equivocada segundo a qual produzir na Amazônia é sempre ruim, e isso é errado. Tempos de debater a forma como produzimos. E jamais temos de criminalizar as atividades produtivas da Amazônia. Isso seria lesivo aos interesses da população”, afirmou Dino.

 

Além da questão de infraestrutura de modais, um desafio comum citado pelos governadores de Roraima, Antônio Denarium, e do Acre, Gladson de Lima Cameli está relacionado à comunicação, no caso específico, a conexão de internet.

 

“É um problema de 23 milhões de habitantes da Amazônia”, disse Cameli.

 

Denarium lembrou ainda que um dos desafios persistentes em Roraima é o fato do Estado não estar interligado ao SIN (Sistema Interligado Nacional). Essa situação faz com que o Estado seja dependente de abastecimento de energia elétrica do país vizinho, a Venezuela.

 

Ted Lago, do porto de Itaqui

 

Helder Barbalho, do Pará, afirmou que está em curso obras e investimentos em infraestrutura da ordem de R$ 1,2 bilhão no Estado, entre capital próprio e financiamentos nacionais e internacionais. O governador elencou como prioridades a ampliação da malha rodoviária, a consolidação da malha hidroviária, a logística ferroviária e ainda a política de aeroportos regionais. Esse último, segundo elencou Barbalho, é prioritário não só pela questão econômica, mas também para garantir serviços à população.

 

Finalizando a fala dos Estados, o vice-governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, abordou as obras estruturantes necessárias para a interligação com outros Estados. Uma das prioridades é a TO-500, que tem como objetivo encurtar as distâncias para o escoamento de produtos vindos do Mato Grosso para os portos de Salvador e Maranhão.

 

BNDES

Falando aos governadores do Consórcio dentro do evento do Norte Export, o presidente do BNDES, Gustavo Henrique Montezano lembrou que a tendência mundial é a de voltar o olhar cada vez mais para as questões ambientais e sociais, e que isso tem sido levado em consideração cada vez mais na alocação de recursos. “Essa região [Norte] etsá sendo reconhecida pelo mundo como deveria ser. Foi dito diversas vezes a retomada verde e essa retomada verde ela não se dará só no Brasil, ela é uma tendência global”, afirmou, ressaltando que a região tem alto potencial de atrair investimentos em Infraestrutura, turismo e biotecnologia.

 

Montezano disse que sempre que fala em infraestrutura, em em mente três pilares: a disciplina fiscal, com juro baixo; estabilidade regulatória, que leva a bons constratos e boas modelagens de regulação; e carteira de projetos bem planejada e robusta.

 

O presidente do BNDES também citou as parcerias do banco com os projetos na região, enre eles nas áreas de saneamento; infraestrutura, entre eles a BR-364; e o programa Mais Luz para a Amazônia, este último em parceria com o Ministério de Minas e Energia.

 

Gustavo Henrique Moreira Montezano, do BNDES

 

Um dos potenciais citados pelo executivo foi o de concessão florestal, um ativo fundamental e pouco explorado e que pode alavancar o desenvolvimento de toda a cadeia impactada pelo turismo.

 

Por fim, ele parabenizou o CEO do Fórum Brasil Export, Fabrício Julião, e todos os organizadores do Norte Export, e deixou a mensagem.

 

“Contem com o BNDES para trabalharmos juntos e desenvolver a região de forma sustentável”, disse presidente do BNDES


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