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China promete ser “neutra em carbono” até 2060


Fonte: Valor Econômico (23 de setembro de 2020 )
Xi Jinping discursa por vídeo na ONU — Foto: Eskinder Debebe/UN via AP

 

A China, maior produtora de gases poluentes do mundo, disse nesta terça-feira que pretende ser “neutra em carbono” até 2060, um movimento surpreendente anunciado durante a Assembleia-Geral da ONU.

 

Em discurso por meio de vídeo, o presidente da China, Xi Jinping, disse nesta terça-feira que o país pretende reduzir suas emissões de dióxido de carbono antes de 2060, acrescentando que a pandemia de covid-19 mostrou que o mundo precisa mudar. Por isso, ele teria decidido acelerar o que chamou de “revolução verde”.

 

“A raça humana não pode ignorar indefinidamente os avisos da natureza”, disse Xi, que ainda afirmou que o Acordo de Paris, assinado em 2015, era o “mínimo” necessário para proteger a Terra.

No discurso, Xi afirmou que a China alcançará um pico nas emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e prometeu atingir a neutralidade antes de 2060. O país é responsável por 28% da produção global de gases poluentes.

 

Apesar da promessa ser vista como positiva alguns analistas destacaram que a China ainda não esclareceu o que significa ser “neutro em carbono” e que tipos de compensação incluiria em sua definição.

 

“A promessa de Xi precisará ser apoiada com mais detalhes e implementação concreta. Quantos anos a China pode antecipar o pico de suas emissões? Como podemos reconciliar a neutralidade do carbono com a expansão contínua do carvão na China? ” disse Li Shuo, do Greenpeace em Pequim.

 

As emissões da China caíram drasticamente durante o lockdown da covid-19 no início deste ano, mas as emissões locais em muitas cidades voltaram aos níveis normais desde então.

 

Em meio ao esforço de Pequim para acelerar o crescimento econômico, o número de projetos de usinas a carvão aumentou em 2020 à taxa mais rápida em cinco anos, gerando preocupações de que as medidas de recuperação da China irão favorecer as indústrias poluentes.

 

Mesmo assim os anúncios de Xi devem aumentar a pressão sobre os Estados Unidos, que ainda não estabeleceram um prazo para se tornarem neutros em carbono. Várias outras grandes economias já anunciaram metas para que este objetivo seja atingido. A União Europeia (UE), por exemplo, quer zerar suas emissões até 2050.

 

O presidente Donald Trump deixou o Acordo de Paris pouco depois de assumir o cargo. Em um discurso transmitido antes das declarações de Xi, ele afirmou que os EUA reduziram suas emissões mesmo tendo deixado o pacto global.

 

Trump ainda atacou a China por ser o maior poluente do mundo e afirmou que os que criticam o “excepcional histórico ambiental” dos EUA querem prejudicar o país. “Eu não vou tolerar isso”, disse ele.


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