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Governador do Amapá reforça compromisso de reunir chefes de Executivo do Consórcio Amazônia Legal no Norte Export


Fonte: Fórum Brasil Export (9 de setembro de 2020 )

 

Trabalhando no sentido de implantar um hub logístico sustentável na Amazônia a partir da união de forças entre os setores público e privado, o governador do Amapá, Waldez Goés (PDT), participou de videoconferência com Conselheiros e patrocinadores do Fórum Nacional Brasil Export e reforçou o compromisso de reunir os nove governadores do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal em atividade que integrará a programação do Norte Export, evento que será realizado na unidade do Sebrae em Macapá nos próximos dias 28 e 29 de setembro.

 

Presidente do Consórcio desde a sua criação, em 2019, Waldez disser ser louvável a iniciativa do Brasil Export em reunir lideranças e investidores para discutir a logística em território nacional. “Mesmo antes da pandemia o Brasil já passava por grandes dificuldades econômicas. O País sempre gastou mal seus recursos públicos, mas quero dizer que não só o Governo do Amapá como todos os colegas governadores do Consórcio estamos preparados para evoluir. Não temos uma receita pronta, mas temos um ponto de convergência [para o desenvolvimento da Amazônia] muito bem discutido, elaborado e documentado”.

 

Além dos sete estados que compõem a região Norte, Mato Grosso – celeiro do agronegócio nacional e Estado que mais produz soja, milho, algodão e que também detém o maior rebanho bovino do País – e Maranhão – em cuja costa encontram-se portos estratégicos para o escoamento das exportações brasileiras – também fazem parte do Consórcio. O objetivo da entidade interestadual é transformar a Amazônia Legal em uma região competitiva, integrada e sustentável a partir da resolução conjunta de problemas complexos e comuns a todos os membros. Waldez explicou que os governadores tentam unir os esforços dos agentes públicos aos do setor empresarial e da sociedade civil como um todo. O Consórcio, observou, tem sido um grande aliado na criação de políticas públicas, na realização de operações de crédito e de compras corporativas.

 

Em um esforço conjunto com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os Estados que compõem a Amazônia Legal estão atualizando a base cartográfica digital da região, possibilitando o acesso a dados precisos para planejamentos territoriais diversos, incluindo o combate a queimadas, desmatamentos e atividade ilegais de garimpo. O governador do Amapá também citou medidas de aprimoramento do Cadastro Ambiental Rural, de redes geodésicas e de regularização fundiária. “Queremos incentivar o uso responsável e social do solo, buscando desenvolver tecnologias adaptáveis à Amazônia. O Consórcio está integrado. Temos diferenças ideológicas e sociais, mas também temos maturidade e sabedoria para criar escolher projetos que dizem respeito ao desenvolvimento dos nove estados”.

 

A implantação de um hub logístico sustentável e eficiente, com escoamento da produção do Centro-Oeste pelos portos do Arco Norte, salientou Waldez, é oportunidade única de geração de riquezas para as mais de 20 milhões de pessoas que residem na região amazônica. Além de concluir a pavimentação da BR-163 até Miritituba (PA), o Governo Federal planeja conceder a administração de rodovias à iniciativa privada e finalizar a Ferrogrão, conectando a região produtora de grãos do Centro-Oeste ao Estado do Pará.

 

“Não é uma crítica, mas é necessário que o investimento do Brasil para com a Amazônia seja maior. Há pouca presença do Estado brasileiro em uma região com fronteiras gigantes. Pagamos o preço de problemas internos por não conseguir fazer melhor controle ou governança”.

 

Presente à videoconferência, o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, disse estar trabalhando para reativar o posto do órgão regulador no Amapá, inclusive consultando servidores de outras instituições governamentais que possam integrar a equipe de fiscalização naquele Estado. “É preciso dar reforço à estrutura e ao planejamento das atividades para evitarmos danos à Amazônia e à nossa imagem internacional. Se eu tivesse 30 anos a menos eu me mudaria para o Amapá pelo potencial de crescimento do Estado”. Ele elogiou as iniciativas do governador e a parceria institucional com o Norte Export.

 

Waldez finalizou dizendo estar muito feliz pela parceria com o Brasil Export e pelo fato de Macapá sediar a primeira edição do Norte Export. “Fiquem certos que farei jus a essa representatividade para que a gente saia do evento com resultados, relacionamentos e identificação de alternativas para a Amazônia”.

 

Sobre o Norte Export

A iniciativa faz parte da série de cinco eventos regionais preliminares ao Fórum Nacional Brasil Export. A organização do Norte Export escolheu a capital do estado do Amapá, Macapá, para receber o fórum regional nos dias 28 e 29 de setembro na sede local do Sebrae. Serão debatidos temas como hidrovias, investimentos em infraestrutura e particularidades da indústria de óleo e gás. O público poderá assistir aos debates e apresentações via Internet. O coordenador do Comitê Orientador do Norte Export é o prático Ricardo Falcão, presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra).


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