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Webinar FENOP – Experiências Internacionais no Treinamento e Trabalho Portuário – Porto de Antuérpia


Fonte: FENOP (2 de setembro de 2020 )

 

A Federação Nacional das Operações Portuárias (FENOP) trouxe para seu 3º Webinar sobre Treinamento e Trabalho Portuários o exemplo seguido pelo Porto da Antuérpia. Convidados ilustres e cheios de conhecimento, expuseram a metodologia usada pelo Porto, desde sua criação, no século XII.

 

O Embaixador da Bélgica no Brasil, Patrick Herman, abriu os trabalhos e falou da importância do Porto da Antuérpia para o país. Segundo porto mais importante da Europa, segundo pólo petroquímico do mundo, o Porto possui muitos negócios em exportações e investimentos logísticos. “Os portos da Bélgica têm muito a compartilhar com o Brasil, principalmente no que tange a complementaridade da navegação, o interior dos terminais, a ecologia portuária, a reciclagem, a segurança e as medidas sanitárias”, avaliou.

 

Logo depois, o representante Internacional do Porto da Antuérpia na América Latina, Matheus Menezes Dolecki, fez sua exposição trazendo os números do Porto da Antuérpia. “São movimentadas 238 milhões de toneladas por ano, é o 2º porto da Europa e um dos maiores em capacidade no continente. É um dos grandes motores da economia belga, representando quase 5% do PIB do país”. Ele salientou que o Porto da Antuérpia é administrado pelo Município e utiliza o modelo landlord, cujas responsabilidades são compartilhadas entre público e o privado. Ele também falou do modelo de Governança com um conselho com participação pública e empresarial.

 

A palestra principal, voltada para como o treinamento e trabalho portuários, ficou a cargo da Gerente de Projetos Portuários – Porto da Antuérpia Internacional, Nele Voorspoels, que expôs o histórico do Porto, desde o século XII, com a valorização do trabalhador portuário em contínuo crescimento, associado a mudanças de legislação. “Hoje temos trabalhadores em categorias, com trabalho casual e permanente. O Porto da Antuérpia investe em treinamento, com cursos que duram três semanas para todas as categorias de trabalhadores. Cada equipamento é manuseado após o cumprimento do curso”, explicou.

 

Segundo a exposição de Nele, os trabalhadores portuários na Bélgica aprendem içar cargas, mercadorias por meio de lições teóricas e práticas, com qualificação. “Todos recebem um cartão digitalizado para identificação, como um reconhecimento de suas habilidades.” Segundo ela, as entidades administradas pelas empresas privadas (CEPA e OCHA) fazem a gestão e os treinamentos dos trabalhadores que atuam nas operações, além da APEC, que disponibiliza treinamentos de gestão portuária. Há outras entidades que também treinam trabalhadores e todas elas seguem a regulamentação de programas de treinamento e quantidade de vagas, formulados pelo Governo Belga, com horários, grades curriculares e padronização.

 

O presidente da FENOP, Sérgio Aquino, moderador do webinar, agradeceu os participantes e disse que a discussão foi rica, trazendo detalhes para que o Brasil adote as melhores medidas em treinamentos para os portuários, melhorando ainda mais os portos no Brasil. “Discussão efetiva e proveitosa, que nos leva ao conhecimento e ao reconhecimento. A FENOP traz os modelos do mundo para que os brasileiros conheçam e possam adotar as melhores medidas, efetivando a prática aqui, em nossos portos.

 

Presenças
O evento contou com a participação do Diretor de Gestão de Modernização Portuária, Otto Burlier, representando o Secretário Nacional dos Portos, Diogo Piloni; o Diretor da Diretoria Geral de Navegação, Almirante Campos, do presidente da Federação Nacional dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga, vigias portuários, Trabalhadores de bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios, nas Atividades portuárias (FENCCOVIB), Mário Teixeira, representando também as demais Federações laborais (FNE e FNP); do vice-presidente da FENOP, Manoel Ferreira, representando os Conselheiros da FENOP; o Diretor da Diretoria Geral de Navegação, Almirante Campos, representando a Marinha, e o vice-almirante Cursino, diretor da DPC, representando o comandante da Marinha do Brasil, Ilques Barbosa Junior.


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